José Luís Carneiro esteve na Trofa a apelar ao voto para a Federação Distrital do PS Porto. A trofense Teresa Fernandes é candidata ao Departamento Federativo das Mulheres Socialistas.

Exigir uma variante rodoviária, a vinda do Metro e o desbloqueio das obras dependentes de fundos comunitários, a regeneração urbana e o Parque das Azenhas. São estas as “três batalhas” referentes à Trofa, que José Luís Carneiro promete liderar caso seja eleito presidente da Federação distrital do Partido Socialista do Porto, nas eleições marcadas para sábado, 16 de junho. Num jantar que reuniu cerca de 600 pessoas, num pavilhão em Santiago de Bougado, o candidato socialista mostrou-se “solidário” com as “causas da Trofa” e, por isso, “apontou baterias” ao Governo por “bloquear duas obras fundamentais” e por ter “os fundos comunitários parados”.

“Este Governo tem o dinheiro dos fundos comunitários bloqueados e não os coloca ao serviço da população, da cooperação do Parque Escolar ou da regeneração urbana, como acontece na Trofa. Temos que sair à rua e dizer a este Governo que se é incapaz e incompetente para utilizar os fundos comunitários, terá que dar lugar a outros, porque os dinheiros não podem regressar a Bruxelas por falta de capacidade para os executar”, afiançou.

José Luís Carneiro apelou “à mudança” sem esquecer “aqueles que ficam para trás por falta de condições económicas, sociais ou que vivem nas periferias das grandes cidades”. “Este é o PS pelo qual queremos lutar. Um PS que respeita a diversidade, a pluralidade, que saiba tirar o Governo, mas que também saiba apresentar propostas políticas alternativas e com as quais estabelecemos o compromisso, para servir o distrito e afirmar a região Norte”. O candidato conta com o apoio de Joana Lima, recentemente reeleita presidente da Comissão Política Concelhia do PS Trofa, e não lhe poupou elogios pela “força, energia e capacidade de não baixar os braços, trabalhando insistentemente para que o concelho possa vingar e triunfar”.

José Luís Carneiro concorre contra a lista de Guilherme Pinto, que já esteve presente em dois jantares de apoio na Trofa, a 18 e 19 de maio. Já a trofense Teresa Fernandes, candidata ao Departamento Federativo das Mulheres Socialistas do Porto, aproveitou o facto de estar “em casa” para, além de apelar ao voto a José Luís Carneiro, apresentar garantias de que pode “dar um contributo mais ativo” ao partido. “O projeto ‘Unidas pelo futuro’, corporizado por mulheres de todo o distrito, pretende contribuir para que o departamento seja forte, ativo, mobilizador, empenhado e útil, desenvolvendo um trabalho responsável e dando um contributo vigoroso, para que o distrito do Porto tenha uma voz forte e para que o Partido Socialista seja uma alternativa válida e credível a nível local e nacional”, afirmou.

Considerando que os tempos de crise lançam “novos desafios” às mulheres, Teresa Fernandes enunciou como “primeiro objetivo” dar “a conhecer o departamento, explicando o que é e para que serve”. “Para que possam usufruir do apoio prestado por esta estrutura, é necessário alterar a imagem do departamento e assim cada vez mais mulheres se identifiquem com esta estrutura e se revejam no projeto desenvolvido”, acrescentou. Caso seja eleita, Teresa Fernandes pretende promover “a proximidade” de todas as mulheres dos concelhos do distrito do Porto, para tornar “o diálogo mais profícuo e a ação mais eficaz”. Aliada a esta pretensão, a socialista pretende ainda “criar um site” que funcionará de “fórum”, no qual “as mulheres possam intervir e colaborar”, transformando-o “num polo de ideias úteis”. No manifesto, Teresa Fernandes tem ainda a realização de “reuniões periódicas nas concelhias e secções, de modo a permitir mais participação das mulheres”. “Outra das iniciativas a implementar, será a realização de visitas a instituições de sociedade civil que ajudam as mulheres e as famílias, sustentam a igualdade de género”, concluiu. 

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