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Irmãos gémeos fugitivos do TIC do Porto condenados a 12 e 15 anos de prisão

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Um dos irmãos gémeos envolvidos em 2018 na fuga do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto, após a prática de roubos violentos a idosos, foi hoje condenado a 15 anos de prisão e o outro a 12 anos.

O Ministério Público (MP) tinha pedido para ambos penas de 25 anos de prisão, o máximo permitido em Portugal.

Um terceiro fugitivo do TIC, sobrinho dos gémeos, foi condenado a um ano de prisão efetiva.

No âmbito deste mesmo processo, foram condenadas mais cinco pessoas a penas entre um ano de prisão, suspensa, e seis anos e meio: duas mulheres que ajudaram às fugas do TIC, bem como os envolvidos em vários assaltos e na recetação dos artigos roubados.

Está em causa a prática de crimes como evasão e tirada de presos, roubo qualificado, recetação e burla informática.

Ao ler o acórdão, a presidente do coletivo de juízes, Isabel Teixeira, considerou que os arguidos “espalharam o terror” e cometeram crimes “muito graves”.

Tendo em conta as limitações de espaço e os riscos associados ao novo coronavírus, o acórdão, da responsabilidade do Juízo Central Criminal do Porto (Tribunal de São João Novo) foi proferido no auditório do Fórum TrofaXXI , o mesmo espaço onde decorreu a produção de prova.

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No início do julgamento, em setembro, os três fugitivos do TIC e quatro outros arguidos recusaram prestar declarações ao coletivo de juízes. Falou apenas um acusado pela recetação de artigos furtados, um homem de 76 anos, que assumiu a culpa e pediu desculpa.

Os dois principais arguidos – que já cumprem prisão à ordem de outros processos – cometeram, nas contas do MP, 30 crimes de roubo, um dos quais na forma tentada, 26 de furto qualificado, seis na forma tentada, três de burla informática, um de evasão e um de detenção de arma proibida.

Os crimes ocorreram entre março e outubro de 2018, essencialmente durante a noite, e os arguidos escolhiam casas unifamiliares cujos donos tivessem idade avançada e, através de arrombamento de portas ou janelas, levavam bens em ouro e prata, relógios e dinheiro.

Cobrindo os rostos com as mãos, para dificultar a sua identificação, os suspeitos exerciam violência física ou psíquica sobre as vítimas em mais de metade dessas situações.

A Procuradoria regional do Porto indicou que os crimes de evasão e tirada de presos estão relacionados com a fuga do TIC dos irmãos gémeos e do seu sobrinho enquanto aguardavam o transporte para a cadeia, depois de lhe ter sido aplicada prisão preventiva.

“Nessa ocasião, beneficiaram da conduta de uma das arguidas que lhes proporcionou a chave, depois de a ter retirado sub-repticiamente do local onde se encontrava, e mais tarde da conduta da última arguida que, para garantir o sucesso da fuga, lhes providenciou por um local onde se puderam esconder”, descreveu a Procuradoria.

Os fugitivos acabaram por ser detidos no dia seguinte no concelho de Gondomar.

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Edição 765

Memórias e Histórias da Trofa: A sina trofense: a dificuldade de concretizar investimentos públicos

No Diário do Governo, era já notícia, em 1879, de que o processo de construção desta ferrovia era complexo e sofria duros revezes, sendo inaugurado apenas o primeiro troço em 1883, que ligava Trofa a Vizela.

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Os anos e gerações vão passando e costuma-se dizer que a identidade vai sendo construída com o passar dos anos. O referido processo de construção de identidades não é simples, nem instantâneo, mas o continuar de práticas transversais a gerações.
A região do Vale do Ave era cada vez mais industrializada, ninguém o podia negar e necessitava urgentemente de ver criada as acessibilidades para se abrir ao progresso. Numa fase em que o transporte rodoviário era uma miragem, restava obviamente apostar na rede ferroviária.
A Linha de Guimarães era um investimento prioritário, mas nem isso impediu que ficasse afastado dos tradicionais problemas de concretização que tanto nos caracteriza.
No Diário do Governo, era já notícia, em 1879, de que o processo de construção desta ferrovia era complexo e sofria duros revezes, sendo inaugurado apenas o primeiro troço em 1883, que ligava Trofa a Vizela.
Assistimos a, pelo menos, quatros anos de atrasos e constrangimentos, sendo que a construção da linha já tinha sido decretada em 1872, ou seja, 11 anos antes da inauguração do seu primeiro troço.
A empresa “Minho District Ralway Company Limitada” tinha recebido a concessão nesse ano de 1872, tendo sido previamente entregue por Simão Gattai, que tinha repassado essa concessão. A referida companhia apenas tinha construído seis quilómetros do caminho de ferro entre Bougado e Santo Tirso, pedindo ao tribunal comercial da cidade do Porto que fosse prolongado o prazo a seu pedido, até porque tinha terminado em 26 de março de 1879 a licença de construção. Na verdade, a companhia iria abrir falência e a situação tornar-se-ia ainda mais complexa, com a enorme carga burocrática a ser colocada em prática.
Seria apresentado um requerimento pelo Visconde da Ermida para que fosse constituída uma nova companhia para adquirir o caminho de ferro que tinha sido construído como aquele que faltava construir. António Ferreira da Silva tem aqui um rasgo de génio, percebendo que poderia continuar com um investimento que já tinha sido previamente construído e que era fundamental para o desenvolvimento do Vale do Ave e que teria uma grande aceitação, não só pela população, como também pelo tecido industrial.
O Vale do Ave era uma região que precisava, obviamente, destas infraestruturas, uma vez que era, cada vez mais, uma região apetecível pelos capitalistas para desenvolverem e fazerem surgir novos negócios.
Iria receber em 6 de maio de 1879 a autorização para ficar com a construção e exploração daquele caminho de ferro, que iria ligar Santo Tirso e Vizela para Guimarães.
A linha teria de ser em via larga, algo que não se iria concretizar, obrigatoriamente seria construído um telégrafo elétrico com vários correspondentes nas estações ao lado daquela linha, sendo de linha única, algo que se confirmaria no futuro. Um apontamento fundamental para a preocupação com o transporte de mercadorias, porque o concessionário deveria estabelecer para o serviço das localidades atravessadas pela linha férrea portos secos, destinados ao estacionamento de cargas e descargas das mercadorias.
Um projeto que em 1872 já tinha sido concessionado por uma pessoa a uma companhia que esteve a gerir esse mesmo processo durante sete anos e que apenas tinha construído uns míseros quilómetros a ligar a Trofa a Santo Tirso.
No ano de 1879, iria ser decretada a falência da companhia e entregue a concessão a outra figura com a expectativa de que ele continuasse a obra, sendo que o projeto acabaria por ser terminado de forma diferente do pretendido.
Assistimos a vários revezes que apenas iriam quatro anos depois, em 1883, culminar com a inauguração do caminho de ferro até Vizela, sendo que apenas iria chegar a Guimarães meses depois, já em 1884.
A construção seria concluída e respetivamente inaugurada 12 anos depois do que tinha sido projetada por lei, não deixando ser mais um exemplo da triste sina da Trofa que esperou mais de uma década pela conclusão de uma obra prioritária para o seu desenvolvimento.

foto: DR (arquivo)

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Desporto

Team Lantemil vence no Galo’s Coura MTB Challenge

A secção de ciclismo da Team Lantemil conquistou um dos pódios da 1.ª edição do Galo’s Coura MTB Challenge, uma prova de BTT, com navegação GPS, que ligou Barcelos a Paredes de Coura, com passagem pela vila de Ponte de Lima e final novamente em Barcelos.

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A secção de ciclismo da Team Lantemil conquistou um dos pódios da 1.ª edição do Galo’s Coura MTB Challenge, uma prova de BTT, com navegação GPS, que ligou Barcelos a Paredes de Coura, com passagem pela vila de Ponte de Lima e final novamente em Barcelos.

Participando na vertente de tripla, os atletas da Team Lantemil percorreram cerca de 140 quilómetros com desnível positivo de mais de 3500m. Ricardo Cerqueira, Nuno Maia e Daniel Oliveira participaram em estafeta e conseguiram ser a tripla mais rápida a cruzar a linha da meta.

“Esta vitória é muito importante para a equipa e patrocinadores. Agora, apontamos baterias já para o próximo fim de semana, para o regional do Minho de XCM de maratonas.

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