A comunidade de S. Romão suspeita da veracidade da ação de uma instituição que se instalou recentemente na freguesia. Várias entidades alertam para a possibilidade de burla.

 Assume-se como uma “instituição de solidariedade social, sem fins lucrativos”, cujo lema é “amor para com os irmãos mais pobres”, mas desde que se instalou que causa estranheza na comunidade de S. Romão do Coronado.

Numa carta de apresentação às entidades locais, assinada por Dom Manuel Martins Leite, que dá o nome à instituição, refere que “oferece soluções a pessoas e crianças em risco, dá alimentos a carenciados, paga algumas rendas a famílias já com ordem de despejo”.

No entanto, o aparecimento desta alegada instituição chegou ao conhecimento do presidente da Junta de Freguesia, Guilherme Ramos, que foi contactado por “eventuais fornecedores que o sujeito terá procurado para lhe prover determinados equipamentos”. “Perguntaram-me quem era a pessoa que se dizia padre e que tinha a intenção de promover uma instituição de apoio aos mais carenciados. Isto passou-se há cerca de um mês e meio e a partir daí procurei recolher alguma informação”, contou o autarca em declarações ao NT.

A “enorme dúvida” sobre a veracidade da nova entidade levantou-se quando Guilherme Ramos se apercebeu que a instituição estava “em nome individual”. “Como todos sabem, para além de ser presidente da Junta, tenho responsabilidades numa instituição de solidariedade social e sei que não é possível avançar com uma em nome individual”, sublinhou.

Daí chegou a outras informações como “ao nome que a pessoa usa e que nem sempre é o mesmo”.

 

Comunidade suspeita da veracidade do título de padre

Como está na carta de apresentação e como foi publicado na rede social do Facebook, o diretor da alegada instituição intitula-se “Dom”, no entanto, esse título é exclusivo a bispos. De acordo com o relato de Guilherme Ramos, do vice-presidente da autarquia, José Magalhães Moreira, e testemunhas de estabelecimentos comerciais próximos, o indivíduo apresenta-se “com uma cruz ao peito” e assume-se “como padre”.

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