O Instituto Nacional de Estatística (INE) está a recrutar, em regime de Contrato de Prestação de Serviços, 11 mil recenseadores para a realização do XVI Recenseamento Geral da População e VI Recenseamento Geral da Habitação – Censos 2021.

A maior operação estatística nacional vai decorrer entre os meses de abril e junho e, de acordo com o INE, a retribuição de cada recenseador irá variar em função do seu desempenho, podendo um recenseador com 600 alojamentos atribuídos e que termine o seu trabalho em 6 semanas receber, em média, 1500 euros.

Refira-se que os Censos 2021 vão “contar” todos os cidadãos e famílias residentes no território nacional, bem como todos os alojamentos e edifícios destinados à habitação, sendo que a recolha de dados será feita preferencialmente através do autopreenchimento de questionários pela Internet.

As candidaturas deverão ser obrigatoriamente formalizadas até 15 de fevereiro, através do preenchimento online do formulário disponível em https://recrutamento.ine.pt (RECENSEADORES CENSOS2021).

Os candidatos deverão ter habilitações académicas ao nível do 12º ano (preferencialmente); ter competências ao nível da microinformática e da utilização das TIC; ser detentores de um smartphone (Android 5.0 ou iOS 12 ou superior, com ecrã de 5 polegadas ou superior) com ligação à internet ou tablet com ligação à internet; capacidade para estabelecer contactos interpessoais, ser cordial, agradável, metódica/o e rigorosa/o; conhecer bem a zona geográfica para a qual se candidata, ter disponibilidade aos fins de semana e durante a semana a tempo parcial e ainda disponibilidade de transporte próprio (preferencialmente).

Os recenseadores serão responsáveis por distribuir cartas com códigos para acesso a resposta por internet; assegurar a totalidade das respostas; prestar todos os esclarecimentos necessários às famílias sobre a resposta aos Censos; recolher/confirmar a informação de edifício; recolher e registar as respostas em alojamentos que não respondem pela internet e proceder à validação da informação recolhida, de acordo com as orientações recebidas.

Refira-se ainda que, de acordo com o INE, a decisão surge após uma rigorosa análise e avaliação da viabilidade da realização dos Censos 2021, para a qual o INE definiu um Plano de Contingência de modo a garantir a qualidade da execução dos Censos e acautelar os riscos para a população e estrutura de recolha que a operação comporta no atual contexto epidemiológico. O Plano de Contingência para os Censos 2021 inclui, entre outras medidas, a observação de um estrito protocolo de segurança de saúde pública ao abrigo das regras emanadas pelas autoridades de saúde.

Ao longo de mais de 150 anos os Censos têm colocado à disposição da sociedade o maior retrato estatístico de Portugal. Os organismos públicos, as entidades privadas e os cidadãos em geral, reconhecem a utilidade da informação censitária, enquanto fator essencial para a planificação de serviços ou para a definição de políticas em áreas como a educação, a saúde, a habitação e o emprego.