O som da guitarra é o que mais se vai ouvir em Santo Tirso de 16 de maio a 6 de junho. A 21ª edição do Festival Internacional de Guitarra goza já de uma reputação internacional e para fazer valer a fama vai diversificar as manifestações artísticas através de uma viagem cultural a três continentes.

Com um investimento na ordem dos 50 mil euros, fruto de uma parceria entre a Câmara Municipal de Santo Tirso, a Escola Profissional Artística do Vale do Ave e o Centro de Cultura Musical, a programação do Festival contará com músicos de referência mundial, oriundos de seis países: Itália, Brasil, Portugal, Turquia, Inglaterra e China. Steve Rothery, membro fundador dos Marillion, marcará um dos momentos altos do evento, com a estreia em Portugal do seu trabalho “The Ghost of Pripayat”, no dia 31 de maio, no auditório Eng. Eurico de Melo, em Santo Tirso, pelas 21.30 horas.

Também participam Ruben Bettencourt (23 de maio, 21.30 horas, auditório da Biblioteca Municipal de Santo Tirso), Duo Aslan – Moyano (30 de maio, 21.30 horas, auditório do Centro Cultural de Vila das Aves) e Beijing Guitar Duo (6 de junho, 21.30 horas, auditório Eng. Eurico de Melo).

O arranque está marcado para o dia 16 de maio, pelas 21.30 horas, no auditório Padre António Vieira, na Artave (Colégio das Caldinhas), com o concerto do solista Massimo Delle Cese, que será acompanhado pela Orquestra Artave, na interpretação do Concerto op.30, de Mauro Giuliani.

No dia seguinte, é Celso Machado que sobe ao palco da Biblioteca Municipal de Santo Tirso, pelas 21.30 horas, acompanhado com uma Orquestra de Guitarras do Festival.
Na conferência de imprensa de apresentação do Festival, Joaquim Couto, presidente da autarquia tirsense, que lançou a primeira edição em 1994, afirmou que “é um orgulho ter um festival de grande qualidade e repercussão”, que, primeiramente “fidelizou artistas de guitarra clássica” e fez “um caminho até à edição de 2014, que chega à diversificação e procura de novos públicos”.

O autarca evidenciou os trunfos desta iniciativa, como o “retorno” no “turismo cultural, a criação de emprego e a visibilidade do município e região”. “A cultura, que era encarada como uma atividade marginal das cidades, é hoje uma atividade nobre, que também promove o desenvolvimento e o bem-estar. Podemos dizer que o investimento que é feito é sempre bem-vindo e pode ser mais ou menos otimizado se pautarmos os nossos objetivos pela excelência, qualidade, persistência. É um festival do melhor que há no mundo e nós devemos orgulhar-nos disso”, frisou.

Alexandre Reis, da Direção Artística do Festival, sublinhou a “diversidade” da guitarra e o “património inestimável” que Santo Tirso construiu com a iniciativa, que é “acompanhada por todo o mundo, incluindo universidades, que a têm como referência”.

Além dos concertos, o Festival também está direcionado para a formação cultural. Haverá por isso uma master-class, a cargo de Ruben Bettencourt, no dia 22 de maio, no auditório do Museu Municipal Abade Pedrosa, assim como duas iniciativas com a comunidade escolar, com a participação de Celso Machado e do Duo Guitarras, composto por Tiago Machado e Carlos Ribeiro.

Os bilhetes para o Festival Internacional de Guitarra têm um custo de 7,5 euros e podem ser adquiridos nos locais dos concertos, assim como na FNAC de Matosinhos (Norteshopping) e do Porto (Santa Catarina) e nas instalações da Artave, na freguesia de Areias. Mais informações podem ser encontradas no site da autarquia tirsense.
Utilizar a cultura e o turismo para “unir territórios”

Utilizar a cultura e o turismo para “unir os territórios”

Joaquim Couto defende que o turismo e a cultura “devem unir territórios”, por isso tenciona estabelecer parcerias com autarquias vizinhas para ter acesso a fundos comunitários do próximo quadro comunitário de apoio. Contudo, para isso, sublinhou, “deixar para trás alguns dos bairrismos e das considerações egoístas para agregar e solidificar num projeto único interesses que no passado eram aparentemente contraditórios”.