Foto arquivo

A Comissão de Luta contra a extinção da freguesia de Guidões está a preparar para as 21 horas de sábado, dia 9 de fevereiro, a queima do “galheiro e do entrudo”, no Largo Abade de Sousa Maia (Largo da Igreja), em Guidões.

  Depois de um “estudo sociocultural, histórico-filosófico e até matemático pormenorizado”, a Comissão de Luta contra a extinção da freguesia de Guidões está a preparar a queima do “galheiro e do Entrudo”.

 Para conseguir um “efeito mágico-profilático de purificação e excomunhão de poderes considerados maléficos” que este entrudo possui, o “único nome” que para a comissão assentava “devidamente” era o de “Relvas”. “Embora qualquer semelhança com a realidade seja sempre pura coincidência”, avançou fonte da comissão.

 

 Esta é a “reposição de uma tradição muito antiga”, em que são destruídas pelo fogo figuras alusivas ao passado (tudo o que é velho), o julgamento e a queima, que têm um sentido de “desforra, de vingança e de castigo” para que “o futuro nos reserve coisa melhor”.

 A cerimónia pública do entrudo constitui um “ritual expurgatório deste período de passagem, que é o fim do inverno e a entrada na primavera”.

 O programa tem início com as intervenções de Bernardino Maia, presidente da Junta de Freguesia de Guidões, de um elemento da comissão de luta e de Agostinho Lopes, ex-deputado na Assembleia da República e “ilustre guidoense”, seguido do julgamento de “Relvas”, da interpretação do Hino de Guidões, da “queima do galheiro e de ‘Relvas’”, terminando com o lançamento do balão com “vivas a Guidões”.

 Segundo fonte da Comissão de Luta, o Hino de Guidões será uma “homenagem aos antepassados guidoenses, que sempre lutaram pelo bem de Guidões, para o desenvolvimento desta terra e para que esta freguesia fosse sempre freguesia, fosse sempre Guidões”.