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GNR alerta para aumento da sinistralidade com trotinetes: mais de 1900 acidentes e 10 mortos em sete anos

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A Guarda Nacional Republicana (GNR) alertou para o aumento do número de acidentes envolvendo trotinetes elétricas e outros veículos de micromobilidade nas estradas portuguesas. Nos últimos sete anos foram registados mais de 1900 acidentes, que provocaram 10 vítimas mortais, 88 feridos graves e 1442 feridos leves.

Segundo os dados divulgados pela GNR, até 2021 o número de acidentes mantinha-se relativamente estável, com menos de 25 ocorrências por ano. No entanto, a partir de 2023 verificou-se um crescimento significativo da sinistralidade associada a estes veículos.

Nesse ano foram registados 547 acidentes, número que voltou a aumentar em 2024, atingindo um pico de 706 ocorrências. Em 2025 verificou-se uma ligeira redução para 458 acidentes, embora os valores continuem considerados preocupantes pelas autoridades.

Já em 2026, até ao dia 28 de fevereiro, foram contabilizados 72 acidentes, o que demonstra que a utilização destes veículos continua a representar desafios ao nível da segurança rodoviária.

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Distritos com mais ocorrências

A distribuição geográfica revela que Aveiro e Faro concentram o maior número de acidentes e de feridos (graves e leves). Por outro lado, Setúbal destaca-se pelo maior número de vítimas mortais, com três óbitos registados no período em análise.

O distrito de Santarém apresenta também um número significativo de vítimas com maior gravidade, somando 14 feridos graves nos últimos sete anos.

Principais causas

De acordo com a GNR, vários fatores contribuem para o aumento da sinistralidade, nomeadamente:

  • circulação de trotinetes em locais proibidos, como passeios;
  • desrespeito pela sinalização rodoviária;
  • falta de equipamentos de proteção, como o capacete.

Face a esta realidade, a Guarda tem intensificado ações de fiscalização e sensibilização, procurando promover uma condução mais responsável e segura.

Regras e recomendações

A GNR recorda que as trotinetes elétricas são equiparadas a velocípedes para efeitos de circulação, devendo cumprir as regras previstas no Código da Estrada.

Entre as principais recomendações destacam-se:

  • Uso de capacete, embora não seja obrigatório em todas as situações;
  • Melhorar a visibilidade, com vestuário retrorrefletor e luz branca à frente e vermelha atrás;
  • Circular em ciclovias ou na faixa de rodagem, sendo proibido andar nos passeios;
  • Respeitar os limites de álcool, que são iguais aos aplicáveis aos condutores de automóveis;
  • Adotar condução defensiva e sinalizar as mudanças de direção;
  • As trotinetes destinam-se ao transporte de apenas um utilizador.

A GNR garante que continuará a acompanhar a evolução da mobilidade suave em Portugal, apostando na fiscalização e na sensibilização para que a utilização destes veículos se faça de forma segura e responsável.

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