Funcionários das Confeções Têxteis da Maganha reclamam o pagamento de salários em atraso e temem ficar sem trabalho.

Cândida Maia não esconde o desalento por viver momentos de incerteza. Funcionária das Confeções Têxteis da Maganha (CTM) há 17 anos “nunca” pensou que a empresa fosse enfrentar problemas financeiros. De lágrimas nos olhos, esta mulher de meia-idade confessa que, para além de “precisar”, gosta de trabalhar. Apologista da velha máxima do mercado de que “é nova para a reforma e velha para trabalhar”, Cândida Maia não escondeu o medo de ficar no desemprego: “Se isso acontecer serei muito prejudicada, porque tenho poucos anos de desconto. Tenho o meu marido reformado e preciso de trabalhar”.

Assim como ela, dezenas de funcionários reuniram-se à frente da CTM, na manhã de terçafeira, para reclamar os seus direitos. Maria Moreira explicou que até agora só apenas parte do ordenado de março foi pago. De acordo com a funcionária, “no dia 23 de abril, foram depositados 125 euros em quem não faltou e 117 euros para quem faltou”. “Vieram com palavras mansas e pediram paciência, mas já a tivemos o suficiente. Já vamos a caminho de três meses sem receber e a situação está a ficar muito complicada”, afirmou. 

Os funcionários começaram a suspeitar que algo não corria bem quando “deixaram de pagar ao dia certo”, assim como “o subsídio de Natal que chegou tardíssimo”. “Já esperávamos que mais tarde ou mais cedo isto podia acontecer”, desabafou Maria Moreira, funcionária da CTM há 19 anos.

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