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Festival MEO Marés Vivas 3º Dia Foto-Reportagem

Festival MEO Marés Vivas 3º Dia Foto-Reportagem

O terceiro e último dia da edição 2014 do Festival MEO Marés Vivas começou uma vez mais dedicado à música portuguesa. No palco Santa Casa, Mimicat, o alter-ego da cantora e compositora Marisa Mena, começou a animar o recinto. A artista, que tem como referências Ella Fitzgerald, Jill Scott e Ray Charles, abrilhantou o palco secundário do festival e foi entretendo quem começava a chegar para mais uma noite de concertos. Seguiram-se os The Black Mamba de Pedro Tatanka, Ciro Cruz e Miguel Casais, que conseguiram a proeza de reunir a maior multidão de todos os concertos decorridos no palco Santa Casa. A quem os viu ofereceram a sua música mesclada de soul, blues e funk.

No palco principal a abertura dos concertos coube aos We Trust de André Tentugal. Com singles que têm povoado o airplay nacional, o projeto de Tentugal tem percorrido o país em inúmeros concertos e atuado em alguns dos maiores festivais de música nacionais. André Tentugal, que já trabalhou com os X-Wife, Old Jerusalem, The Weatherman, Mind da Gap, Os Tornados, Teratron ou Kap Bambino, é realizador de videoclips, fotógrafo, compositor, guitarrista, vocalista e o homem que deu vida a este projeto We Trust. O momento alto dos concertos acaba sempre por ser Time (Better Not Stop), e aqui não foi exceção.

Com a noite já caída na Praia do Cabedelo, foi a vez dos Portugueses The Gift subirem ao palco. Senhores com uma já longa carreira, iniciada em 1994, e recheada de êxitos e sucessos, os músicos de Alcobaça não desiludiram e conseguiram cativar o público durante toda a atuação. Entre os temas do último álbum, e as canções mais populares da banda, Sónia Tavares foi a rainha da companhia e nem a coroa lhe faltou. Sempre irreverente, Sónia encabeçou a banda numa atuação que não esqueceu temas como Fácil de Entender, Driving You Slow e Primavera.

Os Portishead eram os artistas mais esperados da noite e o recinto encheu para os ver. Beth Gibson e companhia fizeram os ecrãs laterais apagaram-se e atuaram num palco escurecido. Muito pouca luz e os artistas na quase penumbra com apenas um ecrã gigante no fundo do palco onde se projetavam vídeos que davam ambiente. As melodias da banda de Bristol são de uma melancolia imensa que é a trademark de uma banda que se reveste de um estatuto muito particular desde o álbum de estreia, Dummy, em 1994. Com um considerável número de seguidores em Portugal, e já bastantes passagens pelo nosso país, os Portished não esqueceram RoadsGlory Box eOver, êxitos mais uma vez recordados e celebrados.

Joss Stone foi a senhora que se seguiu, e terá sido a surpresa da noite e do festival, não pela qualidade da sua voz ou dos seus temas, que nunca estiveram em causa, mas pela entrega e empatia que criou. A inglesa conheceu a fama e o sucesso quando em 2003, com apenas 16 anos, lançou o seu álbum de estreia The Soul Sessions. Desde então tem sabido gerir bem a carreira e vem fazendo um percurso muito interessante. No Cabedelo encantou com a sua beleza, simpatia e voz potente. O soul parece correr-lhe nos poros e viver na sua alma, de tal forma, que parece que o que Joss Stone faz em palco é fácil. Não será fácil, mas encanta imensamente e a atuação de Stone terá certamente reconfortado as almas de quem se manteve no recinto depois da atuação dos conterrâneos Portishead. Alinhar Joss Stone depois da banda de Bristol foi perfeito dando doses de boa disposição para recuperar da intensa melancolia. Stone brilhou durante todo o tempo que esteve em palco e voltou a um muito pedido encore com o seu mega sucesso Right to be Wrong, que foi cantado em uníssono pelo público, enquanto a inglesa distribuía rosas brancas pelas primeiras filas.

Em jeito de balanço, a organização confirmou que o festival MEO Marés Vivas contou este ano com cerca de 70.000 a 75.000 pessoas, o que só poderia resultar num balanço «altamente positivo» do evento. As datas da próxima edição já foram entretanto anunciadas, com o regresso do festival a acontecer de 16 a 18 de julho de 2015.

Texto: Joana Vaz Teixeira
Fotos: Miguel Pereira

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