O Meo Marés Vivas voltou ao Cabedelo, em Vila Nova de Gaia, para mais uma edição de música e festa.

Barcelos ofereceu ao Palco Santa Casa dois grupos filhos da terra para dar o pontapé de saída da 13ª edição do MMV. Killimanjaro trouxeram o álbum de estreia Hook, de 2011 e Glockenwise, com Heat, dividiram o público entre a música e a correria da “caça ao brinde”.

A festa continuou no Palco Meo com o irlandês que tem acompanhado Elton John na sua tour mundial. Foy Vance apresentou o novo albúm The Wild Swan (2016) que inclui temas como She Burns e Coco. Houve ainda tempo para um cover de Purple Rain, reconhecendo que a estrela mais esperada da noite seria mesmo Sir Elton John.

Seguiu-se Kelis, com look fresco e arrojado fez condensar a multidão junto ao palco principal que se foi aproximando para ouvir os êxitos da norte-americana vencedora de um BRIT Award em 2001. Kelis percorreu os quase 20 anos de carreira com os conhecidos Millionaire, Milkshake, Bounce ou Trick me e trouxe ainda Rumble, Jerk Ribs ou Forever Be do último álbum Food (2014).

Sir Elton John, pela quarta vez em Portugal, juntou miúdos e graúdos para entoar na praia do Cabedelo os sucessos daquele que, segundo a Billboard, é o cantor a solo de maior sucesso de todos os tempos. Num palco repleto de cor e classe, à imagem de Elton John, a festa da pop começou com Bitch e Bennie. As quase cinco décadas de carreira foram celebradas ao som de temas como Blues, Tiny Dancer, Goodbye Yellow Brick, Sorry, Your Song, Candle in the Wind e Don’t Let the Sun Go Down on Me. Mas houve também espaço para novidades com A Good Heart e Looking Up, do mais recente álbum Wonderful Crazy Night (2016). Rocket Man proporcionou um dos momentos mais bonitos da noite, ao piano e com planeta Terra a girar nos ecrãs de fundo, Elton John ergueu a bandeira nacional, agradecendo ao público e felicitando-o pelo título de campeões europeus de futebol. O concerto terminou em festa com ritmo animado de Saturday e longas ovações do público, nitidamente satisfeito com as duas horas de música vindas da terra de Sua Majestade.

Por fim, os enérgicos D.A.M.A. fizeram as delícias especialmente do público mais jovem. O trio trouxe o Desajeitado, a Luísa e O Maior, bem como Não dá, Tempo para quê e Agora é tarde que o público acompanhou no balanço da dança. Gabriel O Pensador deu voz a Não faço questão de forma virtual, com o videoclip gravado entre as margens de Porto e Gaia e Natalie Imbruglia também marcou presença através de um cover de Torn, música de 1997, especialmente dedicada às fãs que vibraram junto as grades do início ao fim. No Palco Meo, a noite terminou com um espontâneo Hino Nacional após rasgados elogios ao público nortenho por parte da banda.

No Palco Santa Casa, o Projeto Oupa! ainda se fez ouvir e a encerrar a primeira noite de Meo Marés Vivas, o Palco Moche contou com Sininho, Phillips & Justamine, André Tentúgal, Ed Rocha Gonçalves, Kick & Dids e Céline (Curly Mess).

Mas nem só de música se fazem as marés do MMV. No Palco Caixa, João Freitas, Zé Pedro, César Mourão, Rui Xará e Eduardo Madeira trouxeram stand up comedy com gargalhadas a servir de alternativa às notas musicais, para alegria de inúmeros festivaleiros.

Foram 25.000 os que passaram nesta noite quente pela praia do Cabedelo, esperando-se de novo casa cheia para o próximo capítulo de Meo Marés Vivas, 13ª edição.