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Edição 633

Festas do Senhor e S. Tiago decorrem até domingo

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As festas em honra do Senhor e S. Tiago vão decorrer até dia 30 de julho, em Santiago de Bougado. Domingos Campos Ferreira, tesoureiro da comissão de festas, considera que “estas deviam ser as maiores festas da freguesia” e espera que a população adira à iniciativa.
No dia 28 de julho, sexta-feira, vão realizar-se as confissões na Igreja Matriz, entre as 18 e as 19.30 horas, seguindo-se, às 20.30 horas, uma Eucaristia e, uma hora depois, o Souto da Lagoa vai acolher a atuação do Grupo Musical Rapaziada e, depois, do Grupo Danças e Cantares de Santiago de Bougado.
O Grupo Vozes do Tâmega vai animar a noite de sábado, 29 de julho, a partir das 22 horas, no Souto da Lagoa, mas antes, às 20 horas, tem lugar uma Eucaristia, na Igreja Matriz. O último dia das festas vai iniciar com a entrada da Banda de Música da Trofa, às 9 horas, na Igreja Matriz, seguida de uma Eucaristia solene em honra do Senhor com exposição e adoração do Santíssimo Sacramento, às 11 horas, e à tarde, às 17 horas, realiza-se uma oração de vésperas seguida de procissão do Santíssimo com bênção solene no final. Segue-se, depois, a atuação da Banda de Música da Trofa, até ao pôr do sol.
“Queria pedir para estarem presentes e tornarem a festa mais bonita, sobretudo no domingo, que é a parte mais importante”, referiu Domingos Campos Ferreira. O tesoureiro da comissão de festas salientou que para a realização das festas vão ser gastos “cerca de oito mil euros”, que conseguiu angariar com a ajuda da população e de algumas empresas, a quem agradece.

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Edição 633

O Gentil Martins desviou-se do bom senso

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Dr. Gentil Martins. Acho que o senhor mostra uma ignorância estranha (ou não) para alguém com a sua experiência e profissão.
Na entrevista à revista E, do jornal Expresso, o médico disse o seguinte:

Duas pessoas do mesmo sexo não podem amar-se?
Ouçam, é uma coisa simples: o mundo tinha acabado. Para que o mundo exista tem de haver homens e mulheres. Trato-os como a qualquer doente e estou-me nas tintas se são isto ou aquilo… Não vou tratar mal uma pessoa porque é homossexual, mas não aceito promovê-la. Se me perguntam se é correto? Acho que não. É uma anomalia, é um desvio da personalidade. Como os sadomasoquistas ou as pessoas que se mutilam.

Claro que depois de uma declaração destas, forte, polémica, instalou-se o caos naquele que é o tribunal atual das causas humanitárias: o Facebook. Os dois lados da barricada digladiaram-se com argumentos variados, e acabou por sair de tudo isto o ponto positivo do costume: a liberdade de expressão normalmente está associada à liberdade de estupidez e assim é mais fácil identificá-los.
Devo dizer que cada um é livre de dizer o que pensa, de reagir ao que os outros pensam, no fundo, é livre. No entanto, também tem de ter consciência de que essa liberdade traz a consequência de, quando se é uma figura pública e/ou com responsabilidades sociais, o que dizemos ser escrutinado pela sociedade e de ter outro impacto. (Olá André Ventura)
Quanto a mim, estas declarações não me chocam. Já sabemos a celeuma que a homossexualidade provoca na sociedade, embora eu ainda me questione porquê. Choca-me é que um assunto destes ainda seja motivo de clivagens gritantes em 2017. Choca-me que não se perceba uma ideia que é muito simples: porque é que temos que opinar sobre as pessoas com quem os outros dormem, beijam, tomam banho? A sério, o que é que eu tenho a ver com isso? Eu quero lá saber se a pessoa A beija um homem, uma mulher ou um sapo. Não me afeta, não me diz nada, porque cada um sabe da sua vida. E mais. Cada um é livre de fazer com a sua vida o que lhe apetecer também. É uma coisa estranha, que muitos defendem apenas quando lhes é conveniente, chamada liberdade.
O povo gosta muito de se meter na vida alheia, de comentar, de contar em primeira mão este ou aquele mexerico. Por isso é que vivemos no país dos reality-shows, do Correio da Manhã e das revistas cor de rosa. Adoramos meter-nos na vida dos outros e comentar isso no café, no passeio ou na caixa do supermercado.
Quanto ao Gentil Martins e seus seguidores, e sem querer desviar-me da ideia principal, o meu argumento favorito do exército da anomalia foi de que, realmente, a homossexualidade é uma anomalia, pelo facto de não ser natural. Se a maior parte da população é heterossexual, então ser homossexual é uma anomalia. Brilhante raciocínio! Amigos portistas, somos uma anomalia. Mais! Segundo dados da ONU, existem mais homens no mundo do que mulheres. Ser mulher é uma anomalia?
É por este tipo de declarações que imploro às pessoas que pensem, que leiam, que estimulem o raciocínio crítico. Que deixem de ser o povinho que só lê manchetes e que, de uma vez por todas, sabe discutir civilizadamente sobre qualquer tema. Mas não. Continuamos a ser pequeninos na nossa forma de estar e de ser. E eu continuo a ir às páginas dos jornais portugueses, no Facebook, quando preciso de me rir.

Que gajo anómalo.

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Edição 633

“Galpada” no Governo

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Em 2013 foi aprovado o regime que criou a contribuição extraordinária sobre o setor energético (CESE). Como está na Lei n.º 83-C/2013, de 31 de dezembro, esta contribuição tem por objetivo financiar mecanismos que promovam a sustentabilidade sistémica do setor energético, através da constituição de um fundo que visa contribuir para a redução da dívida tarifária e para o financiamento de políticas sociais e ambientais do setor.
Entre as empresas que estão abrangidas pelo CESE está a “Galp Energia”, que nos últimos anos apresentou lucros astronómicos, que rondam os 500 milhões de euros anuais, e nalguns anos mais recentes até ultrapassaram muito esse valor. Mesmo apresentando lucros avultados, a “Galp Energia” tem vindo a recusar pagar o CESE, cuja dívida ao estado português atinge já a verba descomunal de 240 milhões de euros. É mesmo muito dinheiro!
O governo de António Costa prolongou esta taxa de energia até 2020, mas a “Galp” voltou a ser notícia quando, no ano passado, Portugal jogou para o Campeonato Europeu de Futebol contra a Hungria e levou na sua comitiva de convidados a esse jogo de futebol, em França, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Fernando Rocha Andrade, que tutela a taxa da energia. Foi mais um episódio triste na saga da cobrança de impostos, que opõe o estado português à “Galp Energia”.
A polémica renasceu das cinzas quando a empresa do setor de energia na semana em que Portugal jogou com a Hungria levou na sua comitiva de convidados ao estádio Parque Olympique Lyonnais, entre outros governantes, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Fernando Rocha Andrade. Estava em curso mais uma “galpada”, mais um episódio na saga que opõe o Estado à empresa em torno da cobrança de impostos.
A “galpada” foi originada pelos convites seletivos e cheios de segundas intenções, que envolveram os secretários de Estado dos Assuntos Fiscais, da Internacionalização, da Indústria, da Energia (que recusou), o presidente da Direção-Geral da Energia e Geologia (que recusou), o presidente da Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (que recusou), o presidente da Câmara Municipal de Sines (onde a empresa é a maior do concelho) e o presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém (cuja economia local tem uma forte ligação à refinaria da Galp), para além de um assessor do primeiro-ministro.
Esta “galpada” no governo provocou a demissão de três secretários de estado e de um assessor do primeiro-ministro que viajaram por conta da “Galp”, durante o Euro 2016, para assistir aos jogos de futebol da seleção nacional, mas anteriormente tinham sido constituídos arguidos num processo movido pelo Ministério Público. A remodelação governamental ou o “ajustamento” no Governo, como definiu o primeiro-ministro, envolveu oito secretarias de estado de cinco ministérios: Negócios Estrangeiros, Presidência e Modernização Administrativa, Finanças, Economia,  Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural.
Foi mais uma grave crise no governo de António Costa, que teve de ir a banhos para Maiorca, para nas águas mornas do mediterrâneo engendrar uma estratégia que fizesse secundarizar os graves problemas do incêndio em Pedrógão Grande e do roubo das armas no quartel de Tancos. António Costa provou na gestão de mais esta crise que é um prestidigitador mirabolante!

moreira.da.silva@sapo.pt
www.moreiradasilva.pt

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