“Queríamos que a festa fosse como o costume, mas este ano é, como o de 2020, atípico, por isso faremos aquilo que for possível, respeitando as regras das Direção-Geral da Saúde”. Foi desta forma que José Leitão, presidente da comissão de festas em honra de Nossa Senhora das Dores explicou como será a romaria de agosto.

A realização de festa em honra de Nossa Senhora das Dores vai continuar condicionada pela Covid-19. A comissão de festas, que representa o lugar do Paranho, é liderada por José Leitão e já começou a trabalhar para que a maior romaria da cidade se assinale com alguns momentos de diversão, condizentes com a situação pandémica que o País ainda atravessa.
Ao contrário do ano passado, não está prevista sessão de fogo de artifício. A comissão de festas considera que não é garantido que as pessoas de toda a paróquia possam usufruir, em situação de igualdade, do espetáculo pirotécnico, e que se deve evitar motivos para que haja aglomerados de pessoas. Por outro lado, a Alameda poderá encher-se de divertimento, com “carrósseis” e “as típicas barracas de pipocas e outros comes e bebes”.
Do ponto de vista religioso, a grande procissão dos andores será substituída por outra de muito menor dimensão, se as autoridades de saúde permitirem. “Pretendemos fazer a procissão cerca das 17h30 e apenas usar dois pequenos andores de Nossa Senhora das Dores e S. Martinho, mas só deveremos ter confirmação de realização a cerca de 15 dias para a festa”, sublinhou José Leitão.
Está ainda prevista a procissão de velas, no arranque da festa, a 14 de agosto, seguida de eucaristia na concha acústica do Parque Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro. No dia 22, último da festa, há missa campal ao meio-dia.
O setenário em honra de Nossa Senhora das Dores realiza-se de 15 a 20 de agosto, às 21 horas, na Capela.
O bar, instalado na Alameda da Estação, será alvo de concessão e deverá abrir nos próximos dias. “Haverá de tudo, desde o café, ao fino e muitos petiscos. Vamos ver se as pessoas aderem, sendo certo que serão criadas todas as condições de segurança para que possam usufruir do espaço”, garantiu Jorge Machado, tesoureiro da comissão de festas, que adiantou ainda que não será feito o habitual peditório porta a porta, devido à situação pandémica.
Em vez disso, a comissão está a recorrer à generosidade das empresas, que a estão “a receber muito bem”.
Com um orçamento que se vai ajustando à medida dos fundos angariados e atividades permitidas, a comissão de festas, composta por cerca de 15 pessoas, estima gastar entre 30 mil a 40 mil euros.
Devido à situação pandémica que se está a agravar, os espetáculos musicais em trio elétrico, previstos inicialmente, não se vão realizar por questões de segurança.