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Edição 471

Festa de Nossa Senhora do Desterro atraiu multidão (c/video)

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Entre os dias 24 e 27 de abril, o Souto de Bairros, em Santiago de Bougado, foi palco de mais uma festa em honra de Nossa Senhora do Desterro.

Uma multidão invadiu o Souto de Bairros, em Santiago de Bougado, na noite de sábado para ver e ouvir a banda Myllennium, que sucedeu ao terço e procissão de velas. Constituída por dez pessoas, a banda encantou os presentes com músicas bem conhecidas de todos, tendo até desafiado alguns populares e elementos da comissão de festas a dar um passinho de dança.

Este foi um dos momentos altos da festa em honra de Nossa Senhora do Desterro, que se realizou no Souto de Bairros entre os dias 24 e 27 de abril, por um grupo de jovens do lugar, que não queria ver as festas acabar. O programa começou na noite de quinta-feira, com a missa com sermão e a atução do grupo A Rapaziada, continuando no dia seguinte com jogos tradicionais e as atuações do Rancho das Lavradeiras da Trofa, do Grupo Tradições Infantis de Cidai, o Grupo de Danças e Cantares de Santiago de Bougado e da Banda Jovem.

As festas terminaram com a procissão em honra da Santa, que contou com a participação de todas as confrarias da paróquia de Santiago de Bougado, assim como dezenas de figurantes e do Agrupamento de Escuteiros da localidade.

À semelhança do ano passado, o recinto da festa foi palco de uma Feira da Saúde, que, este ano, contou com “cerca de 12 instituições envolvidas”, que proporcionaram vários rastreios, desde a hipertensão, diabetes, visual, auditivo, cancro de pele e oral”, osteoporose, saúde oral, podologia e risco cardiovascular.

O tesoureiro da comissão de festas, João Nogueira, declarou que “a festa correu bem, tirando os dois primeiros dias, onde choveu um bocadinho”, o que “não ajudou muito”. “O tempo não ajudou, estava bastante frio e durante a manhã ainda choveu. Mesmo à noite tinha um concerto da Banda Jovem e o tempo não foi favorável. Os dois restantes dias podemos dizer que foram bastante agradáveis, o tempo ajudou-nos, esteve do nosso lado, podendo fazer um balanço positivo”, acrescentou.

Relativamente à Feira da Saúde, João Nogueira referiu que “tem vindo a crescer”, tendo contado com “duas unidades móveis da Liga Portuguesa Contra o Cancro, que fez dois rastreios, e o Instituto Português do Sangue, que fez uma colheita”. Nesse sentido, o tesoureiro garante que a feira foi “bastante positiva” e teve uma adesão de “muitas pessoas”.

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A comissão agradeceu “às pessoas que colaboraram na organização, pois sem elas nada disto seria possível”, apelando “à juventude a voltar a pegar nas festas”. “A gente está cá sempre presente para ajudar no que for preciso. Este vai ser o nosso último ano, mas mesmo assim estamos todos dispostos a ajudar e a colaborar com todas as pessoas que queiram fazer a festa”, finalizou.

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Edição 471

Que crianças damos ao mundo?

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A editora Tangerina é uma (premiada) editora portuguesa de livros infantis, se temos que lhe colocar um rótulo. Na verdade, os livros belos e cuidados que saem dos seus “fornos” são igualmente atrativos para miúdos e graúdos e fazem surgir uma criança no mais empedernido dos adultos (digo eu…).

E foi o seu livro mais recente que despoletou esta minha reflexão. Com o sugestivo título “Lá Fora – guia para descobrir a natureza”, pretende incentivar o leitor a sair do sofá e a descobrir a natureza que o rodeia, quer more numa aldeia quer numa cidade. Eu, que ainda só vi as páginas disponíveis no site da editora, fiquei cheia de vontade de pegar no livro e seguir as bonitas ilustrações, procurando borboletas pelos jardins da minha cidade. Mas eu sou suspeita, porque já costumo deitar-me na relva a observar as nuvens, tento identificar as árvores que se cruzam no meu caminho, passeio descalça na areia, seja verão ou inverno, … Será este livro assim apelativo para uma criança nos dias de hoje?

Tenho muitas crianças à minha volta (não neste preciso momento…): primos, sobrinhos emprestados, vizinhos. Uns moram na cidade, outros num meio rural (mais próximo de uma aldeia do que de uma vila). E, estranhamente (ou não?) os seus hábitos e comportamentos são idênticos. Quando não estão na escola ou nalguma atividade extra-curricular, estão agarrados ao computador, à consola de jogos, à televisão, ao telemóvel.

Já me começo a sentir velha ao dizer estas coisas, mas… o mundo mudou assim tanto que as crianças já não podem brincar na rua? Não me parece que seja esta a questão. Por exemplo, tanto o sítio onde cresci como a aldeia onde passei muitas férias continuam como há uns bons anos atrás, mas agora não se veem miúdos a jogar à bola, a andar de bicicleta, a subir às árvores ou a jogar às escondidas.

Em Inglaterra, um projeto, que envolve inúmeras associações e organizações, pretende reaproximar as crianças da natureza. O relatório que elaboraram mostra que a distância percorrida pelas crianças em brincadeiras fora de casa diminuiu 90% em 30 anos, e o tempo gasto naquelas teve uma queda de 50% em apenas uma geração.

Outros estudos mostram que o tempo na natureza aumenta a nossa felicidade, saúde e qualidade de vida.

Que adultos serão estas crianças que têm muitas atividades, é verdade, mas dentro de portas? E que relação têm (e terão) com a natureza, que lhes “passa ao lado”?

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Se falhámos na nossa obrigação de deixar um mundo melhor para as gerações vindouras, não corremos também o risco, neste momento, de falhar no dever de dotar as crianças – e jovens de hoje – de ferramentas necessárias para serem elas a manter a esperança num futuro?

Mas não se trata de encontrar “culpados”. O importante é inverter esta tendência e trazer as crianças para a natureza. E não é preciso nenhum livro (apesar de poder ser uma bela ajuda). Mas é preciso tempo. Tempo para sair para aprender a identificar algumas árvores e plantas nos jardins do bairro; tempo para fotografar animais (em liberdade) num parque ou campo próximo; tempo para recolher plantas e fazer um herbário; ou apanhar conchas e fazer um mostruário; …

 

Ema Magalhães | APVC

http://facebook.com/valedocoronado

http://valedocoronado.blogspot.com

valedocoronado@gmail.com

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Destroikar mais uma vez

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Nos últimos tempos tenho vindo a destroikar bastante, quer em Palestras quer em Crónicas, pois tenho uma necessidade visceral de combater os negativismos instalados e os militantes da desgraça, sem esquecer os governantes do passado. É verdade que neste combate idealista, sinto-me por vezes um verdadeiro Dom Quixote de la Mancha a combater os moinhos de vento, numa aventura em que o conflito nasce do confronto entre o passado e o presente, o ideal e o real e o ideal e o social.

A governação, num passado recente, estragou o presente, desbaratou o ideal e o real, gastando mais do que o que tinha e, com isso, entrando em desvarios, hipotecou o futuro e pôs em causa o estado social, que tanto custou a construir. Depois, como era óbvio, teve de pedir auxílio e lá veio a “troika”. Foi uma calamidade política, que temos de ter bem presente até para que não se volte a cometer os mesmos desvarios. Está a ser muito doloroso o «remédio», mas está a fazer efeito. Pelo menos já dá para ver a «luz ao fundo do túnel».

O Tesouro português realizou no dia 23 de Abril, a primeira emissão de dívida a 10 anos da “era” da troika sem recurso a um sindicato bancário. Foram colocados 750 milhões de euros e a procura superou esse montante em 3,47 vezes. A última vez que Portugal foi ao mercado financiar-se a 10 anos, sem apoio de um sindicato bancário foi em Janeiro de 2010.

A confiança na economia portuguesa está expressa no nível de risco que está bem espelhado nas taxas de juro da dívida pública portuguesa. A taxa de juro implícita nas obrigações portuguesas a dois anos desceu, em 9 de abril de 2014, para 0,969%. É o valor mais baixo desde 1996, depois de ter terminado 2013 a negociar acima da fasquia de 3% (chegou a atingir perto de 20% em Janeiro de 2012).

Na maturidade a cinco anos a taxa de juro desceu, em 23 de abril de 2014, abaixo dos 3% pela primeira vez em 4 anos, baixou para 2,386%. Corresponde ao valor mais baixo desde 1999.

A taxa de juro da dívida a dez anos baixou, em 23 de abril de 2014, para o valor histórico de 3,575%. A taxa seguia acima dos 6% na primeira sessão de 2014 e em março de 2014 tinha baixado para os 4,5% (era a descida de juros mais significativa na zona euro e a primeira vez que aconteceu desde abril de 2010, antes do primeiro resgate à Grécia). Agora é o valor mais baixo desde 2005.

São tantas as individualidades e entidades, nacionais e estrangeiras, a louvar a recuperação económica portuguesa. Em breve, a dívida portuguesa vai deixar de ser considerada «lixo». A poucos dias da reunião dos países da moeda única onde irá ficar definida a forma como Portugal vai deixar o programa da “troika”, o Eurogrupo (a instituição que na UE congrega os ministros da Economia e Finanças do Zona Euro e o Presidente do BCE), defende uma «saída limpa» para Portugal.

Esta esperança renascida é uma proeza das empresas, dos empresários, dos trabalhadores e do sacrifício de muitos.. Como português, só posso dizer: OBRIGADO!

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José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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