A Agros é uma das parceiras na organização da Feira Anual da Trofa, considerando o certame um local onde os negócios se propiciam.

“Esta é uma feira muito importante”. Quem o afirma é Vítor Maia, tesoureiro da Agros, no âmbito da realização da Feira Anual da Trofa, da qual a empresa é parceira.
Apesar de existirem “muitas feiras e certames agrícolas na região”, Vítor Maia declarou que “algumas conseguem diferenciar-se através dos setores que representam, do cartaz e respetivas atividades atrativas que oferecem e que aproximam vários públicos”. Para o diretor da Agros, desde a organização da “primeira edição da Feira Anual da Trofa, que a mesma se afirma como uma referência na atividade agrícola e agropecuária”, sendo, a “este nível uma feira muito importante por vários motivos”. “É a primeira feira agrícola do ano, em que a Agros e o Grupo AGROS participa e apoia, simultaneamente, é um local onde se propiciam negócios e apresentam-se novidades relacionadas com maquinaria agrícola, produtos e serviços para a Agricultura e onde se realiza um importante concurso pecuário da raça Holstein Frísia”, enumerou.
Sendo a AGROS “líder nacional na recolha, rastreabilidade e qualidade do leite, com uma quota de mercado no segmento da matéria-prima leite de 30 por cento e a nível da região de Entre Douro e Minho e Trás-os-Montes de 79 por cento” e pela “força dos produtores, não só desta região, mas também, de todo o Norte de Portugal, aliada à das Cooperativas Associadas”, a AGROS vê-se no “dever de estar envolvida e de participar ativamente em alguns certames agrícolas de referência”, como é o caso da Feira Anual da Trofa. “O foco empresarial da presença da Agros e das empresas do Grupo AGROS nas feiras agrícolas, não é tanto a questão dos consumidores, mas sim da interação com os nossos Produtores e, em termos das respetivas empresas do Grupo, quer a Ucanorte XXI, a Agros Comercial, a Segalab e PEC-Nordeste, o principal intuito é de apoiar os produtores e demonstrar novidades, ao nível de equipamentos e serviços”, referiu.
Além disso, a presença da Agros na Feira Anual da Trofa tem funções pedagógicas, sendo já “tradição interagir com as escolas”, dando “a conhecer que o leite vem da vaca e que é resultado de alguém que trabalha a terra numa lógica pedagógica, expondo na Feira uma representação da recolha do leite, nomeadamente com a instalação de uma ordenha que efetivamente recolhe o leite das vacas que estão expostas e, por outro lado, oferecendo leite com chocolate e leite UHT meio gordo, proporcionando-lhes saborear leite de excelência e de qualidade”.

Agros recolhe “20 milhões de litros de leite” da Trofa

A Agros está presente no concelho através dos “65 produtores de leite e respetivas famílias que trabalham ou ajudam na lida do dia a dia, da Cooperativa dos Agricultores dos Concelhos de Santo Tirso e Trofa” e da “atuação das empresas do Grupo AGROS, que têm como principal foco a satisfação das necessidades dos produtores, estando especializadas para um setor com características muito específicas, com destaque para a Ucanorte XXI, Agros Comercial, Segalab e PEC-Nordeste”.
Em termos médios, nesta região e concelho, a produção de leite é “uma das mais importantes do país e uma das atividades agrícolas que mais riqueza e valor gera”, sendo que, através da Cooperativa dos Agricultores dos Concelhos de Santo Tirso e Trofa, a AGROS recolhe “cerca de 30 milhões de litros de leite em termos anuais, dos quais 20 milhões relativos ao concelho da Trofa”, representando “cerca de seis por cento do leite total que a AGROS recolhe”. “Anualmente poder-se-á dizer que possibilitamos aos produtores do concelho da Trofa, uma receita acima de sete milhões de euros”, sendo “uma das missões das empresas do Grupo rentabilizar esta receita, colocando ao dispor fatores de produção e serviços a preços mais competitivos e serem reguladores de mercado, com a finalidade primordial de rentabilizar o mais possível, a margem do produtor”.
Vítor Maia elucidou que, “ao longo dos últimos anos”, tem-se assistido a “uma redução significativa do número de produtores e a um aumento da dimensão média das explorações, mantendo-se os níveis de produção consideravelmente estáveis e por vezes com tendência a subir face a períodos homólogos”. Estes factos são “sintomáticos e pressionam o aumento da especialização e profissionalismo face à escala de funcionamento das explorações e da concentração do setor em termos económicos, geográficos e territoriais”.
Contudo, o diretor mencionou que o setor, que “tem um longo historial de proteção de políticas, tem vindo recentemente a sofrer ajustamentos importantes em termos de apoio, nomeadamente com a redução das ajudas, o fim previsto das quotas e a modulação e condicionalidade dos montantes recebidos”.