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Edição 672

Faleceu escultor Manuel Dias

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É conhecido por ter criado a estátua de bronze que homenageia a figura do ardina, um ícone da Praça da Liberdade, no Porto. Manuel Dias, escultor, professor do ensino superior e militante comunista, faleceu ao final da manhã do dia 11 de junho, aos 73 anos.
Nascido em Anta, em Espinho, a 16 de dezembro de 1944, Manuel Dias residia já há cerca de 30 anos em S. Mamede do Coronado. O artista plástico é também autor do busto de Virgínia de Moura (conhecida figura da oposição ao regime de Salazar) que se encontra junto ao Museu Militar do Porto (junto à sede da ex-PIDE, no Porto) ou do Monumento ao 25 de Abril (na sua terra natal, Espinho). Autor de diversas obras de arte, o escultor criou as suas últimas duas peças para a secção CortinhArte da ZURRA – Festa do Burro, que podem ser visitadas através da APVC (Associação para a Protecção do Vale do Coronado). São elas “Fidélia 23 – O Sonho Comanda A Vida” (2016) e “Carruagem Para O Infinito” (2017).
Manuel Dias foi ainda autor de diversas obras para cenografia e figurinos para teatro, televisão, bailado, bem como de dezenas de carros para as comemorações populares do 25 de Abril no Porto. O escultor participou em muitas exposições individuais e coletivas, sendo que a sua obra integra várias coleções privadas e públicas. Licenciado pela FBAUP (Faculdade Belas Artes da Universidade do Porto); doutorado em Artes Plásticas e Escultura; pós graduado em Escultura em Harlem, Holanda, e em Design de Palco (cenografia, figurinos, etc.) pela Slade Scool da Universidade de Londres, Manuel Dias foi membro do Conselho Científico da FBAUP e da EUAC (Escola Universitária das Artes de Coimbra ARCA).
Em nota de imprensa, a Comissão Concelhia da Trofa do Partido Comunista Português (PCP) manifestou “o seu profundo pesar pelo falecimento do seu militante Manuel Ferreira Dias”. Assumindo “desde cedo posições de defesa da Democracia e da Liberdade”, o mamedense esteve “exilado durante o fascismo, período durante o qual presidiu à Casa dos Portugueses em Amesterdão e à delegação de Amesterdão da Associação Portuguesa de Defesa dos Presos Políticos Portugueses”. Com ligações ao PCP “desde a década de 60 do século passado, foi sempre militante empenhado, disponível e modesto”, tendo ainda sido “autor da medalha evocativa do 10.º Congresso do PCP, em 1983”.

Leia a reportagem na íntegra na edição n.º 672 do jornal O Notícias da Trofa, já nas bancas.

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Edição 672

A pobreza é uma vergonha nacional

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O conceito de pobreza abrange áreas tão diferenciadas, que vão desde a falta de rendimentos necessários para a satisfação das necessidades alimentares e não alimentares básicas, assim como a falta de acesso à saúde e à educação, a falta de água e saneamento, o isolamento, a exclusão social, a vulnerabilidade. Mas também o acesso equitativo ao sistema judicial, a não existência de habitação e até transportes públicos acessíveis. É uma grave privação de recursos!
A pobreza é, acima de tudo, um problema das erradas políticas económicas que as diferentes governações têm tido ao longo dos anos. A pobreza é uma vergonha nacional; é um problema estrutural gravíssimo da sociedade, um atentado à dignidade humana, pois é indigno que um ser humano possa estar privado do direito básico de participar plenamente na vida social, económica, cultural e política da comunidade em que está inserido.
Os dados dos relatórios de entidades nacionais e internacionais são muito esclarecedores sobre esta matéria: a pobreza atinge mais de um quinto da população portuguesa. Porque muitas pessoas não estão sensibilizadas para as questões sociais do nosso país, esta informação é aterradora, como é aterradora a informação de que Portugal é um dos países mais desiguais da União Europeia, atingindo um nível de desigualdade, que envergonha o país.
Tendo em conta a mobilidade de rendimentos de uma geração para a seguinte, bem como o nível de desigualdade salarial no nosso país, são precisas cinco gerações para se sair da pobreza em Portugal. Esta afirmação faz parte de um recente estudo sobre a mobilidade social da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que também conclui que Portugal é dos países desenvolvidos onde é mais difícil sair da pobreza ou, do outro lado, deixar de ser rico. A pobreza reproduz-se e gera ciclos de vulnerabilidade social.
O referido relatório da OCDE conclui que uma família portuguesa de fracos recursos socioeconómicos pode demorar 125 anos até que os descendentes consigam alcançar um salário médio. Esta organização internacional afirma que há margem para políticas que aumentem a mobilidade entre gerações, por isso sugere três objetivos: apoiar as crianças de meios desfavorecidos, assegurando uma boa educação pré-escolar, combater o desemprego de longa duração e aumentar o nível de qualificações através da educação para adultos.
Não é por não abrir telejornais, nem por ter deixado de ser notícia de primeira página dos jornais, que a pobreza e a miséria foram erradicadas no nosso país. Bem pelo contrário, atualmente mais de um quinto da população portuguesa (perto de 2,4 milhões de pessoas) estão em risco de pobreza ou exclusão social.
Dentro do quadro triste da pobreza, ainda existe a realidade que faz partir o coração, de muitos milhares de sem-abrigo que povoam as ruas das nossas cidades. Seres humanos como nós, que foram colocados à margem da sociedade, que se diz civilizada.

José Maria Moreira da Silva
moreira.da.silva@sapo.pt
www.moreiradasilva.pt

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Desporto

José Barbosa da UCT no lugar mais alto do pódio

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A União de Ciclismo da Trofa marcou presença, a 16 de junho, no Troféu Carlos Carvalho, que se realizou em Pousada de Saramagos, no concelho de Vila Nova de Famalicão.
José Barbosa foi 1.º em cadetes masculinos e Beatriz Martins foi 2.ª no feminino. João Cunha ocupou a 2.ª posição em juvenis e Ruben Rodrigues ficou em 5.º. No feminino, a juvenil Lara Pereira foi 3.ª, seguida por Ana Pereira (4.ª). Entre os mais pequenos, o infantil André Maia subiu ao 3.º lugar do pódio e Maria Araújo terminou a prova na 5.ª posição.

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