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O presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), Azeredo Lopes, disse hoje, em Leiria, temer os efeitos da crise na imprensa regional, admitindo que a liberdade de imprensa possa sofrer com esta situação.

“Naturalmente que temo”, disse à agência Lusa Azeredo Lopes, à margem do primeiro encontro que o conselho regulador da ERC está a promover com a imprensa regional.

O responsável lembrou que a crise é “geral” e que “aquilo que se vai sentindo em alguns grupos de comunicação social, sobretudo com alguns despedimentos mais mediatizados, inevitavelmente poderá vir a repercutir-se na imprensa regional”.

Embora reconhecendo que os jornais regionais são estruturas “mais ágeis”, o presidente da ERC admitiu, contudo, que “qualquer restrição ou qualquer dificuldade económica poderá até ter efeitos mais graves”.

Azeredo Lopes exemplificou com a redução do mercado publicitário.

“Se a crise afecta e vai repercutir-se, por exemplo, no mercado publicitário, é provável e, infelizmente, é provável que também possa atingir este domínio da imprensa”, declarou.

Para o presidente da ERC, “se isso acontecer, de alguma maneira a liberdade de imprensa sofre e isso é algo que preocupa o conselho regulador” da ERC.

A reunião que o conselho regulador da ERC promove em Leiria é a primeira de um ciclo de encontros com a imprensa regional de todos os distritos do País.

O presidente da ERC destacou a importância da reunião com representantes de 15 órgãos de comunicação social regional, sublinhando que “este é um sector crucial” da actividade de regulação.

Azeredo Lopes referiu que, “ao contrário do que se possa pensar, este é um sector vivo, dinâmico, com problemas próprios que não se confundem com os problemas da imprensa nacional”.

“O conselho regulador entendeu que era a altura de, distrito a distrito, ouvir os regulados para saber quais são as suas principais questões, quais os principais problemas”, disse o presidente da ERC, frisando que “só percebendo isso é possível regular bem e em cumprimento daquilo que a Lei impõe”.

Lusa