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Edição 749

Entrevistas aos candidatos à Junta de Freguesia de Covelas

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O NT entrevistou todos os candidatos às juntas de freguesia do concelho. As entrevistas estão alinhadas por ordem alfabética do nome dos candidatos.

Alexandra Ferreira, candidata da coligação Unidos pela Trofa

NT: Quais os três primeiros projetos que se propõe realizar, caso vença as eleições?
Alexandra Ferreira (AF):
Uma das nossas grandes bandeiras é fazer chegar a água pública e o saneamento a toda a freguesia até 2025. Esta é uma grande obra e para a qual conto com a colaboração da Câmara Municipal. Depois, intervir na fiscalização rigorosa dos cheiros emitidos pela Savinor também é prioritário. E, finalmente, intervir no melhoramento das ruas, passeios e acessibilidades, nomeadamente, reivindicando, juntamente com a Câmara, a construção de um nó da Variante à EN 14, em Lemende.

NT: Que outros projetos sustentam o manifesto eleitoral?
AF:
O nosso trabalho vai ser defender e trabalhar para melhorar a vida de todos os covelenses. Assim, estamos a planear a construção de várias áreas de lazer e convívio para as famílias e para os jovens, vamos criar um Centro de Convívio na sede da Junta para promover atividades para a nossa população mais sénior, vamos requalificar ruas e estradas, construir novos passeios e paragens de autocarro, e vamos cuidar do ambiente, promovendo a limpeza das áreas públicas e colocando mais ecopontos na freguesia.

NT: Como descreve a experiência de promover ações de campanha em situação pandémica?
AF:
Eu gosto muito do contacto físico com a população e é isso mesmo que tenho feito, juntamente com a minha equipa. Estamos na rua, no porta a porta, contactando as pessoas e acima de tudo, disponibilizando-nos para as ouvir. Sempre em segurança, como mandam as regras. E fazendo uma campanha com elevação, honesta e verdadeira, considerando que os covelenses, como toda a gente aliás, devem ser respeitados e merecem sempre, acima de tudo, a verdade!

NT: Pelo contacto que tem tido com a população, quais consideram as áreas que as pessoas consideram mais importantes na intervenção política?
AF:
O tema da água e do saneamento, as acessibilidades, a limpeza das ruas da freguesia e mais espaços de lazer e convívio para usufruto da população.

NT: Que apoio espera ter da Câmara Municipal para a execução do plano de atividades da Junta de Freguesia ao longo do mandato?
AF:
Sei que a Junta de Covelas sempre teve um relacionamento muito positivo com a Câmara, com uma articulação saudável, onde o presidente se mostra sempre disponível para ouvir e ajudar. É assim que vamos continuar.

NT: Para impulsionar a coesão municipal e a igualdade de oportunidades para a população das oito freguesias, quais devem ser as prioridades da Câmara Municipal da Trofa a desenvolver no território da freguesia a que se candidata?
AF:
A extensão da ligação à rede de abastecimento de água e à rede de saneamento e a rede ciclável e pedonal Paradela-Covelas.

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Hugo Devesas, candidato da CDU

NT: Quais os 3 primeiros projetos que se propõe realizar, caso vença as eleições?
Hugo Devesas (HD):
A reversão do rumo de desertificação da freguesia, através da criação de condições para a fixação de população e de negócios. É urgente medidas audazes e inovadoras, como a criação de apoios à natalidade, em estreita ligação com o apoio ao comércio, fomentando a economia circular na freguesia, para os apoios dados às famílias serem gastos no comércio tradicional. É necessário transportes inter-freguesias, ajustados à realidade da freguesia e da população, que vive afastada do centro de poder e dos serviços essenciais de saúde e de ensino e que não encontra soluções de transportes públicos adequadas às suas necessidades.
A enorme carência de infraestruturas tecnológicas, como acesso à internet e até infraestruturas básicas em vários pontos da freguesia, sendo urgente solucionar para a fixação de população, bem como de negócios. A valorização dos recursos naturais da freguesia, com a valorização da sua ligação ímpar à natureza e de valorização dos seus costumes e tradições. A valorização dos recursos naturais da freguesia não passa pela destruição das suas paisagens, como alguns pretendiam fazer, mas sim pelo seu usufruto e aproveitamento das suas mais-valias naturais e paisagísticas. A ausência de políticas de apoio à agricultura nacional e as políticas de destruição da agricultura familiar, realidades da economia local da freguesia, têm empurrado para a hegemonia do eucalipto na freguesia, um verdadeiro rastilho de problemas que se manifestam todos os anos na freguesia. Uma gestão autárquica local séria, transparente e ao serviço das populações. Garantir transparência, dando espaço a uma participação ativa dos Covelenses nas decisões para a freguesia para contribuírem com soluções para os problemas e voz aos seus direitos e interesses. Uma junta de freguesia aberta ao seu povo e não fechada sobre si mesma, que muito faltou em Covelas nos últimos anos.

NT: Que outros projetos sustentam o manifesto eleitoral?
HD:
A necessidade de criar dinamismo cultural e desportivo na freguesia, com a ligação ao movimento associativo e fomentar a criação de novos grupos e espaços, incentivando à sua atividade e ajudando ao seu funcionamento.

NT: Como descreve a experiência de promover ações de campanha em situação pandémica?
HD:
Além dos cuidados extra da máscara e do distanciamento social, as nossas ações de campanha pouco se alteraram do habitual. A CDU não entrou em quarentena, tendo estado sempre junto dos trabalhadores, denunciando situações de abuso e ataque a direitos, como despedimentos ilegais ou imposição do gozo de férias em muitas empresas e estivemos nas ruas, ao lado da população, contra a instalação de um aterro sanitário na freguesia.

NT: Pelo contacto que tem tido com a população, quais consideram as áreas que as pessoas consideram mais importantes na intervenção política?
HD:
A população transmite a ideia de ser considerada freguesia de “segunda”, remetida ao abandono e sente dificuldades particularmente no acesso às infraestruturas básicas e tecnológicas, como a internet.

NT: Que apoio espera ter da Câmara Municipal para a execução do plano de atividades da Junta de Freguesia?
HD
: A relação deve ser pautada por trabalho articulado e aberto, tendo como objetivo comum o desenvolvimento da freguesia e da Trofa, e o resultado desse trabalho transparente para as populações. Para a execução do que projetamos, tem de necessariamente existir uma relação de trabalho positiva.

NT: Para impulsionar a coesão municipal e a igualdade de oportunidades para a população das oito freguesias, quais devem ser as prioridades da Câmara Municipal da Trofa a desenvolver no território da freguesia a que se candidata?
HD:
A igualdade em sentido positivo significa “tratar igualmente o que é igual e desigualmente o que é diferente”. Covelas necessita de políticas adaptadas à sua realidade, em tudo diferentes das restantes freguesias. A Câmara deve intervir junto do Governo, ajudando a desbloquear soluções aos problemas na freguesia.

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José Xavier, candidato do Chega

NT: Quais os 3 primeiros projetos que se propõe realizar, caso vença as eleições?
José Xavier (JX):
Criação de um polo C+S S. Romão em Covelas; combater a construção do Aterro Sanitário; apoio à agricultura.

NT: Que outros projetos sustentam o manifesto eleitoral?
JX:
Prevenção rodoviária; saneamento para todos os habitantes; criação de uma Brigada de Combate, Prevenção e Fiscalização das áreas florestais.

NT: Como descreve a experiência de promover ações de campanha em situação pandémica?
JX:
Esta campanha surge numa fase em que as pessoas já estão sensibilizadas e conscientes das regras de prevenção, e desse modo, permitiu que esta pudesse decorrer dentro dos parâmetros exigidos.

NT: Pelo contacto que tem tido com a população, quais consideram as áreas que as pessoas consideram mais importantes na intervenção política?
JX:
Segurança Rodoviária.

NT: Que apoio espera ter da Câmara Municipal para a execução do plano de atividades da Junta de Freguesia ao longo do mandato?
JX:
Conseguir o apoio total da Câmara para a execução do programa.

NT: Para impulsionar a coesão municipal e a igualdade de oportunidades para a população das oito freguesias, quais devem ser as prioridades da Câmara Municipal da Trofa a desenvolver no território da freguesia a que se candidata?
JX:
Implementação de um polo de ensino e inserção de uma caixa ATM.

Mário Oliveira, candidato do PS

NT: Quais os 3 primeiros projetos que se propõe realizar, caso vença as eleições?
Mário Oliveira (MO):
A situação atual do nosso país e do mundo faz-nos olhar para a área social como prioridade na nossa atuação. Vivemos uma crise sem precedentes, uma crise de saúde pública que, ao mesmo tempo se tornou numa crise social, refletida no desemprego e no isolamento. Por isso, as pessoas serão o nosso grande projeto, nomeadamente o reforço das ajudas às famílias carenciadas e criação do serviço de transporte a pedido. Depois, queremos dar início aos procedimentos necessários para a instalação de um espaço cidadão na Junta de Freguesia. Todas as freguesias do concelho estão dotadas deste equipamento, pelo que Covelas não pode, nem deve, ser diferente.

NT: Que outros projetos sustentam o manifesto eleitoral?
MO:
O nosso projeto para Covelas está sustentado em 4 pilares basilares: cultura e educação, infraestruturas e ambiente, ação social e desporto e juventude. Em cada um procuramos ir ao encontro das necessidades da população, tendo por base o que nos foi transmitido ao longo dos meses que percorremos as ruas da freguesia. É um programa abrangente e com um objetivo único: proporcionar qualidade de vida não só aos Covelenses, mas também a quem nos visita. Pretendemos criar o ATL “Covelas em Férias”, para ocupar os tempos livres das crianças, construir um parque de merendas no rio da Pena, construir uma rede de passeios mais bem distribuída, identificar os trilhos nos montes da freguesia e, com o apoio do Amadeu Dias na Câmara Municipal, construir um pavilhão polidesportivo para que os Covelenses não tenham que se deslocar para poderem praticar desporto.

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NT: Como descreve a experiência de promover ações de campanha em situação pandémica?
MO:
A política é feita por pessoas e para as pessoas e uma campanha eleitoral é sempre uma experiência enriquecedora, mesmo num contexto de pandemia. A Covid-19 veio demonstrar a capacidade de adaptação do ser humano a novos contextos sociais e a campanha eleitoral não ficou atrás. As regras da DGS ditam essencialmente prudência, e tem sido essa a forma de atuar do Partido Socialista.

NT: Pelo contacto que tem tido com a população, quais consideram as áreas que as pessoas consideram mais importantes na intervenção política?
MO:
Em Covelas, como não poderia deixar de ser, o tema sobre o qual temos recebido as maiores preocupações da população é a questão do aterro. A população foi apanhada de surpresa, em maio de 2020, e sentiu-se atraiçoada pelos executivos da Câmara e da Junta de Freguesia. E, os ditos por não dito do presidente da Câmara que, ora era a favor do aterro, ora já era contra, fizeram com que a população não ficasse descansada, continuando assim a pairar no ar o medo da instalação de um aterro sanitário na freguesia. E a essa questão, a nossa resposta é perentória: NÃO! Com o Partido Socialista no poder na junta de freguesia e na Câmara Municipal, não haverá aterro na freguesia de Covelas.

NT: Que apoio espera ter da Câmara Municipal para a execução do plano de atividades da Junta de Freguesia?
MO:
Eu e os Covelenses esperamos ter um apoio total da Câmara Municipal para a execução do nosso plano de atividades. Assim, como a Câmara Municipal poderá contar com o total apoio e colaboração da junta de freguesia na execução do seu plano de atividades. Não tenho dúvidas que será essa a realidade. Conheço o Amadeu Dias e sei que é uma pessoa agregadora, de consensos e que tem a causa pública em primeiro lugar. Estou certo que com ele à frente dos destinos da Câmara, Covelas terá, finalmente, o reconhecimento e a ajuda que merece para poder elevar a qualidade de vida dos Covelenses.

NT: Para impulsionar a coesão municipal e a igualdade de oportunidades para a população das oito freguesias, quais devem ser as prioridades da Câmara Municipal a desenvolver no território da freguesia a que se candidata?
MO:
A prioridade deverá passar mesmo pela própria questão da coesão territorial que não existe. Infelizmente, sente-se que no concelho há freguesias de primeira e de segunda. O investimento feito pela Câmara na freguesia de Covelas nos últimos 8 anos, quando comparado com as outras freguesias, é a prova de que não há coesão territorial e igualdade de oportunidades. Estou certo que, com o Amadeu Dias na Câmara Municipal, não só Covelas como todas as outras 7 freguesias terão as mesmas oportunidades.

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Edição 749

Misericórdia assume construção de residência sénior em Alvarelhos

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O projeto nasceu torto e arrastou-se por anos, mas a luz ao fundo do túnel é agora garantida pela Santa Casa da Misericórdia da Trofa, que decidiu assumir a construção de um lar residencial no local onde figurava parte do esqueleto do Centro Comunitário de Alvarelhos.
A resposta social, ainda em fase de projeto, foi apresentada à população numa sessão realizada no pavilhão desportivo da Escola Básica do Castro, em Alvarelhos, no dia 10 de setembro.


“Este edifício tem muitos aspetos diferentes do habitual. Até conseguimos criar uma rua interior e uma grande varanda e virar o edifício para a zona exterior ajardinada e verde. Temos a capela e podemos aceder a todo o edifício através de uma rampa. Já os quartos são sui generis, principalmente os duplos, porque são divididos a meio por uma barreira que faz toda a diferença, pois dão privacidade aos utentes”, explicou Alfredo Gomes, provedor da Santa Casa da Misericórdia da Trofa.

Por não se adequar às necessidades atuais, a parte já edificada terá de ser demolida. A nova residência terá capacidade para 50 utentes e será resultado de um investimento de 2,5 milhões de euros. Por haver “muito dinheiro envolvido”, Alfredo Gomes apela à ajuda “de muitos mecenas”, mantendo confiança “na muita gente boa que há em Alvarelhos”.
Além dos donativos, a instituição vai procurar beneficiar de fundos comunitários “logo que surja a oportunidade”.
O presidente da associação Centro Comunitário de Alvarelhos, Joaquim Oliveira, não escondeu a felicidade por ver o processo desbloqueado, depois de a parceria com a instituição Mundos de Vida ter caído com a interrupção das obras.
“É uma espera de muitos anos, num processo que quando começou a nascer teve de ser interrompido e as vicissitudes que se atravessaram foram muitas”, sublinhou, numa alusão à interrupção das obras em 2010, por falta de liquidez.
O processo serviu de cavalo de batalha entre a Junta de Freguesia, então presidida por Joaquim Oliveira, e a Câmara Municipal, liderada por Joana Lima, e arrastou-se no tempo, até a Mundos de Vida, instituição responsável pela construção do projeto, desistir.
A solução foi procurar outras entidades com conhecimento na área para retomar o projeto e, aí, “não houve dificuldade” em chegar à Santa Casa da Misericórdia, revelou Joaquim Oliveira.
O Centro Comunitário de Alvarelhos cedeu o terreno à Santa Casa da Misericórdia, mas mantém a “reserva de propriedade” até que o projeto esteja concluído.
“O nosso papel vai ser acompanhar o processo até ao fim. Depois, quando a obra estiver feita, muito provavelmente a associação Centro Comunitário de Alvarelhos não terá razão de existir e extinguir-se-á de seguida”, revelou.
A Santa Casa da Misericórdia espera ter as obras no terreno já no próximo ano.

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Deolinda Oliveira vence Taça de Corrida de Montanha

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Deolinda Oliveira venceu a Taça de Portugal de Corrida de Montanha. A atleta da Escola de Atletismo da Trofa garantiu o triunfo no escalão de veteranas após as quatro jornadas, realizadas em Albergaria-a-Velha, Vila Real, Castro Daire e Sabugal.
No dia 18 de setembro, Deolinda esteve no pódio acompanhada por Júlia Sousa, colega de equipa, que assegurou o 2.º lugar da competição no mesmo escalão.
Alice Oliveira, também da EAT, foi 4.ª classificada em seniores femininos.
No mesmo dia e local, a coletividade esteve representada no Grande Prémio de Atletismo Trilhos do Lince, com Mariana Azenha, que conseguiu o 2.º posto em iniciados femininos.
Já no Campeonato Regional de Veteranos, em Lousada, Ludgero Moreira (M35) sagrou-se campeão na disciplina de 200 metros, acumulando ainda o título de vice-campeão nos 400 metros e salto em altura. O atleta da EAT conseguiu ainda o 3.º lugar nos 100 metros.
Por sua vez, Júlia Sousa (F50) sagrou-se campeã regional dos 3000 metros marcha, com novo recorde pessoal (18:42:58 minutos). Basílio Sousa, em M45, foi 5.º classificado nos 3000 metros.

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