A empresa de Valongo Atlantinível vai entregar uma providência cautelar ao Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto a solicitar a suspensão da adjudicação da obra de construção dos Paços do Concelho da Trofa, noticiou, esta sexta-feira, o JN.

A obra foi entregue à Telhabel, de Vila Nova de Famalicão, que apresentou um preço de execução de 8,25 milhões de euros, cerca de 428 mil euros mais caro que a proposta da Atlantinível, que ficou em 2.º lugar na avaliação do júri no concurso público.

Ao confirmar-se a impugnação do concurso, atrasa-se o início da obra. Aquando da apresentação do projeto, o presidente da Câmara Municipal, Sérgio Humberto, anunciou que 2021 era o ano previsto para a conclusão da empreitada, que coincide com a realização das eleições autárquicas.

Recorde-se que a adjudicação da obra à Telhabel foi aprovada em reunião de Câmara, com os votos contra do vereadores do PS.

Amadeu Dias, vereador socialista, explicou o voto desvaforável pelo facto de o executivo de Sérgio Humberto ter feito a “adjudicação ao quarto preço mais baixo”, atribuindo a obra à empresa de Vila Nova de Famalicão Telhabel, Construções SA, no valor de 8.254.071,60 euros quando a “segunda proposta mais baixa (apresentada pela Atlantinivel, Construção Civil SA) está quase 500 mil euros (7.825.941,08 Euros) abaixo da que foi adjudicada”.

Sobre a contestação em torno da construção do edifício que vai nascer nas antigas instalações das Rações Trofense, o presidente da câmara, Sérgio Humberto, disse à Lusa que o caderno de encargos que “definia 55 por cento para a parte financeira e 45 por cento para a valia técnica foi aprovado por unanimidade na câmara”, motivo porque rotulou de “muito estranha” a postura assumida pelo PS relativamente à “intenção de adjudicação”.