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Edição 638

Crónica: E que tal não fazer campanha com o nosso dinheiro, senhor presidente?

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Ao longo dos quatro anos de mandato, os casos sucederam-se. Destacarei cinco, que me parecem dar substância ao argumento de que as pessoas no poder vêm fazendo campanha e promovendo a sua imagem à custa de recursos públicos que são de todos, com grande destaque para o presidente Sérgio Humberto. Poderiam ser mais.
O primeiro é o caso Correio da Trofa, “jornal” criado pela campanha eleitoral da coligação em 2013, onde, com excepção das páginas de desporto, as únicas assinadas por um jornalista (ou pelo menos assinadas), os conteúdos praticamente se resumem à glorificação do executivo e a ataques ad hominem a quem o contesta. Desde a sua criação, para o “jornal” que ocupou como primeira sede, aqui na Trofa, a antiga sede de campanha da coligação Unidos pela Trofa de 2013, se é que alguma vez de lá saiu, voaram já cerca de 100 mil euros dos cofres da autarquia para ex-colaboradores e proprietários, em formato de ajustes directos nebulosos. E não estou a contabilizar da publicidade constantemente feita pela autarquia e pelas juntas PSD/CDS-PP, ou os ajustes directos de valores inferior, fora do radar da plataforma Base. E é bom recordar, ou informar quem não está a par, que a Entidade Reguladora da Comunicação Social confirmou por escrito, no final de Novembro de 2016, que o “jornal” estava oficiosamente cancelado desde Janeiro de 2014, por incumprimento das normas a que qualquer órgão de comunicação social está sujeito, apesar de nunca ter saído das bancas. Um “jornal” que, durante vários meses, tinha na ficha técnica um director que, a julgar verdadeira a informação prestada pelo “jornal”, acumulou funções com a assessoria do PSD de Santo Tirso, ilegal à luz da legislação que tutela o sector.
O segundo é o caso do vídeo da inauguração da obra dos parques, uma vez mais pago pelos cofres da autarquia, que Sérgio Humberto usou como seu e publicou na sua conta pessoal de Facebook, na noite de 20 de Novembro de 2015 (um dia após uma inauguração que custou 120 mil euros e que ganhou o prémio do conhecido blogue Má Despesa Pública na categoria Festa do Ano), a partir da qual, e apenas na manhã seguinte, a conta oficial da autarquia o partilhou, quando devia ter sido ao contrário. Os conteúdos pagos pela autarquia são da autarquia, para ser usados em primeira instância pela autarquia, não para uso pessoal do seu presidente, não lhe parece, caro leitor?
O terceiro caso é a inauguração da Alameda da Estação, sem que a obra estivesse concluída, que proporcionou um gigantesco comício às forças no poder, a escassos dias do pontapé de saída da sua pré-campanha, a fazer lembrar a inauguração do Parque das Azenhas. Não está em causa a importância da obra, que me parece inquestionável, mas os timings de uma inauguração cuja prioridade, manifestamente, foi calendário da campanha eleitoral da coligação. O custo, uma vez mais, ficou a nosso cargo.
O quarto caso é um clássico, e diz respeito ao sem-número de intervenções na rede viária a que temos assistido nas últimas semanas, não raras vezes em troços que estavam num estado lastimável desde que este executivo entrou em funções, apesar da ausência de cartazes ilegais da JSD nessas estradas, que os buracos só parecem preocupar os políticos quando estão na oposição. Algumas destas intervenções eram de simples execução e não se percebe porque motivo foram adiadas para as semanas que antecedem as eleições. Ou será que se percebe?
Porém, a meu ver, nenhum destes casos é tão denunciado como aquele que veio a público na passada semana. Um caso que ilustra, a meu ver, o mais vergonhoso eleitoralismo que grassa neste país. Desde que este executivo chegou ao poder, manteve-se uma prática que vinha de trás, e a meu ver bem: o passeio anual sénior. E se em 2014 não é possível descortinar o valor gasto neste evento, por estar diluído num ajuste directo mais amplo, note bem, caro leitor, os valores que se seguiram: em 2015, o passeio custou 5.524,53€. Já em 2016, subiu para quase o dobro: 9.900,00€! Mas, repare bem neste fenómeno, em 2017, a um mês das eleições, o valor da mesma actividade disparou 610% face a 2015 e 296% face a 2016. Sim, leu bem, são mesmo esses valores. Este ano, o executivo decidiu gastar a módica quantia de 39.228,00€. E porquê? Porque ao invés de assumir apenas o custo do transporte, ficando o farnel ao cuidado dos participantes como era habitual, o executivo PSD/CDS-PP decidiu pagar uma grande almoçarada na famosa Quinta da Malafaia.
Se isto não é eleitoralismo em todo o seu esplendor, não sei o que será. É eleitoralismo, é usar os idosos para obter vantagem eleitoral, que, é bom ter em conta, representam cerca de 25% dos eleitores do nosso concelho, e tudo feito com o dinheiro dos nossos impostos. Uma festa onde, aos idosos em convívio, se juntaram o presidente da junta de Bougado, Luís Paulo, a presidente da Assembleia Municipal, Isabel Cruz, o vereador da Cultura, Renato Pinto Ribeiro, a vereadora da Acção Social (a única cuja presença, a meu ver, que fazia ali sentido), Lina Ramos, o presidente da CM da Trofa, Sérgio Humberto e a sua chefe de gabinete, Zita Formoso. Para quê? Que faziam eles lá? Não haveria trabalho a fazer na CM da Trofa naquele dia? Ou estariam a fazer campanha paga pelos cofres públicos? A julgar pelas fotos publicadas na página da autarquia, onde Sérgio Humberto, não os idosos, é a estrela do evento, é o que parece. Presidente a cantar com os idosos, a dançar com os idosos, aos abracinhos com os idosos… E que tal fotografar os idosos e deixar a campanha eleitoral para a página da coligação Unidos pela Trofa? Já agora, que tal deixarem o nosso dinheiro de fora das vossas manobras eleitorais?

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“Muro estagnou com a retirada do comboio e com a promessa da vinda do metro”

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Entrevista a Conceição Campos, candidata do movimento Sempre Independentes pelo Muro (SIM)

 

A candidatura de Conceição Campos tem como projetos prioritários a conclusão do alargamento do cemitério e requalificação do antigo, a existência de luz pública nas ruas e a reorganização e reestruturação do planeamento de limpeza e ajardinamento da freguesia.

 

O Notícias da Trofa (NT): O que a leva a candidatar-se à freguesia do Muro?
Conceição Campos (CC): O facto de toda a vida ter trabalhado e estado envolvida em vários movimentos da freguesia levaram-me a aceitar este desafio. Desde cedo me incutiram que só posso exigir na medida do que der. Foi decisivo o facto de ter sido convidada para o atual executivo da Junta e de me ter envolvido em vários projetos de proximidade com a população, conhecer as suas carências e anseios, através da realização de vários eventos de carácter cultural e social.
Fui incentivada por grande parte da equipa, com quem mais proximamente trabalhei, a dar continuidade a projetos que ficaram por concretizar. Conheço os processos, sei o que correu mal, o que ficou por fazer e o que é necessário ser corrigido, não esquecendo as dificuldades que passei e mantendo sempre a perfeita consciência dos desafios que me aguardam.

NT: Quais são os projetos que apresenta para o mandato?
CC: A Junta é o poder local mais próximo das pessoas e, por isso mesmo, a proximidade com a população deve ser total. Deve funcionar em função das pessoas e para elas.
Neste sentido, como ações prioritárias definimos:
– Horário de abertura alargado ao sábado de manhã da Junta de Freguesia;
– Possibilidade de deslocação dos serviços da Junta à casa das pessoas sem capacidade de locomoção;
– Esclarecimento jurídico gratuito com um advogado;
– Esclarecimento e apoio gratuito no preenchimento de documentos (como por exemplo IRS);
– Esclarecimento gratuito para quem pretenda lançar-se em pequenos negócios;
– Criação de um espaço de venda e sua divulgação de artigos e produtos produzidos por pessoas da freguesia;
– Criação do Site da Junta de Freguesia do Muro onde constará: empresas da freguesia; atividades e documentação;
– Continuação da Festa de Rua;
– Continuação da edição do “Mural- Um Muro de Palavras”;
– Criação de equipas de moradores de todos os lugares da freguesia para discussão de prioridades e elaboração de propostas de obras a realizar;
– Drenagem das águas pluviais em vários pontos da freguesia;
– Instalação de luz pública junto a habitações, onde não existe;
– Desobstrução dos caminhos públicos florestais;
Entre outros…
NT: Qual o projeto/área prioritária caso seja eleita?
CC: A conclusão do alargamento do cemitério e requalificação do antigo é urgente e há muito aguardada. Mas também consideramos prioritária a existência de luz pública nas ruas, onde esta ainda não existe. Assim como, a reorganização e reestruturação do planeamento de limpeza e ajardinamento da freguesia.

NT: Quais as principais carências da freguesia?
CC: Na nossa perspetiva, a maior carência da freguesia é a ausência de uma rede viável de transportes públicos. Com a retirada do comboio, a freguesia retrocedeu nesta área e isolou a população dos centros urbanos e serviços. Ouvimos casos flagrantes de estudantes que têm exames/aulas às 15 horas, mas têm de sair de casa às 9 horas, regressando por volta das 22.30 horas. Tudo isto por não existirem alternativas de transporte público. Não esquecendo todas as outras pessoas que sem transporte próprio e com problemas de mobilidade não têm como aceder a cuidados de saúde ou outros serviços.
Alguns lugares da freguesia continuam sem acesso à água, luz e saneamento públicos, algo tão básico e essencial que não deveríamos sequer admitir nos tempos que correm.
O mau estado de algumas ruas da freguesia após intervenção da Trofáguas e Águas do Norte para instalação de água e saneamento. Na fase em que se realizaram as obras, esta situação não foi devidamente acautelada, criando constrangimentos graves na circulação do trânsito e infraestruturas circundantes.

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NT: Considera importante que a Câmara e a Junta de Freguesia sejam governadas pelo mesmo partido político? Porquê?
CC: Não. Jamais a população pode ser prejudicada pela sua opção de voto. É grave que isso possa acontecer. É ainda mais grave ser o único argumento usado para convencer as pessoas a votar em determinado partido político. Um presidente deve ser de todos e zelar pelos interesses da freguesia e seus habitantes, independentemente da cor partidária.
O entendimento entre a Junta de Freguesia e o poder camarário deve preservar, acima de tudo, as boas relações institucionais, de comunicação e cooperação em prol do civismo e espírito democrático para o bem de toda a população.
Acredito que assim será para o futuro!

NT: Quais as obras que considera mais urgentes a serem realizadas pela Câmara Municipal?
CC: A rotunda da Carriça é uma obra prometida há quatro anos e sem dúvida, necessária.
Um dos maiores problemas da Freguesia do Muro é o tráfego e, as imensas filas de trânsito naquela zona e, neste sentido, urge uma solução iminente.
Uma outra obra, que não depende inteiramente da Câmara Municipal, mas que entendemos ser igualmente imprescindível, é a reivindicação relativamente à construção da variante com objetivo de reduzir o trânsito de milhares de veículos que diariamente atravessam a nossa freguesia.
Por último, e mais importante, encontrar novas formas de luta e exigência junto do poder central para a construção da linha do metro até ao Muro.
Entendemos e defendemos que todas as obras a serem realizadas na freguesia devem ter como base a escuta ativa dos seus moradores para definição de prioridades.

NT: Como avalia a evolução da freguesia ao longo dos 18 anos do Município da Trofa?
CC: A Freguesia do Muro estagnou com a retirada do comboio e com a promessa da vinda do metro. Fez com que muita gente que pretendesse fixar-se na freguesia tenha desistido e procurado outros locais como alternativa e com melhores acessos à rede de transportes.
O Muro, inexplicavelmente, tem estado completamente só nesta luta. Desde o início que este processo não foi devidamente acompanhado e definido como prioridade pelo poder camarário. Apenas é lembrado em altura de eleições.
Por outro lado, o Muro continua a pagar uma taxa fixa de contribuição especial pelos bons acessos e proximidade à cidade do Porto, quando na realidade estamos completamente isolados.
Reconhecemos, no entanto, que a Freguesia do Muro beneficiou, nos últimos anos, de algumas obras há muito desejadas e necessárias, nomeadamente a ampliação e requalificação da Escola Primária e Infantário, conclusão da 2.ª e 3.ª fase do espaço envolvente à Capela de São Pantaleão, requalificação da Estrada Nacional 318 com a construção de passeios mais seguros e o início da ampliação do cemitério. Contudo, muito ficou por fazer e é neste sentido que nos propomos nos próximos quatro anos a trabalhar, em conjunto com a Câmara Municipal da Trofa, com vista à prossecução da resolução das carências da Freguesia do Muro.

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“Vamos trabalhar com o foco nas pessoas e nas suas necessidades”

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Entrevista a José Fernando, candidato do PSD/CDS-PP à freguesia do Muro

 

A candidatura de José Fernando tem como projetos prioritários a requalificação dos espaços verdes e arruamentos da freguesia, com a construção de um parque infantil.

 

O Notícias da Trofa (NT): O que o leva a candidatar-se à freguesia?
José Fernando (JF): A principal razão da minha candidatura são as pessoas. Vamos trabalhar com o foco nas pessoas e nas suas necessidades como fregueses que desejam viver com qualidade de vida numa freguesia cuidada, com acessibilidades e meios de transporte públicos que permitam, a quem não tem alternativa, deslocar-se da freguesia, com regularidade, para os centros urbanos próximos, devolvendo, desta forma, a mobilidade aos Murenses, perdida com a retirada da linha de comboio e acentuada com a redução verificada nos últimos anos dos autocarros que o vieram, supostamente substituir.
Entendo que chegou o momento de ser renovada a forma com o atual executivo, que durante os últimos 12 anos geriu os destinos desta freguesia, tratou dos problemas colocados à Junta de Freguesia do Muro, procurando maior proximidade e disponibilidade para atender às necessidades da população, as quais por mais pequenas que possam parecer, para quem precisa, têm grande importância.
É igualmente uma oportunidade de trabalhar com proximidade e em perfeito alinhamento estratégico com o executivo da Câmara Municipal da Trofa, o qual acredito que, pelo excelente desempenho do Dr. Sérgio Humberto nos últimos quatro anos, será novamente liderado pelo atual presidente da Câmara, algo que a freguesia do Muro também não conseguiu nos últimos anos.
NT: Quais são os projetos que apresenta para o mandato?
JF: Para o mandato assumimos um conjunto de compromissos, os quais cumpridos devolverão, certamente, aos Murenses o orgulho em residir, trabalhar e em desfrutar dos recursos que a freguesia tem para disponibilizar.
Começamos pelo espaço da zona envolvente da Estação, o qual, de entre outros espaços devolutos existentes na freguesia, necessita de ser requalificado e de se apresentar com outro asseio, até porque é uma das portas de entrada da nossa freguesia. Dar utilidade ao edifício não significa a desistência da luta pela vinda do Metro até ao Muro, até pelo contrário, significa a lembrança permanente deste espaço e a nossa pretensão em manter os edifícios, evitando que não acabem ao fim de mais alguns anos em total abandono e degradados.
No que respeita à mobilidade, o nosso compromisso é encetar todas as diligências possíveis, no sentido de conseguirmos uma solução de transporte público, que permita a extensão da linha de Metro, em horários regulares e adequados às necessidades da população.
Ao nível dos espaços verdes espalhados pela freguesia, a par da sua manutenção regular, pretendemos promover a criação de um circuito de manutenção física, dinamizando esses espaços, com a colocação de equipamentos para a prática desportiva, recuperando, em simultâneo, algumas ruas, nomeadamente os caminhos vicinais e os terrenos de utilidade pública. A requalificação paisagística das zonas dos fontanários, também é necessária, para usufruir das mesmas como áreas de lazer.
Quanto aos passeios e ruas da nossa freguesia, verificamos uma necessidade na sua requalificação e limpeza regular, com prioridade para a Rua da Igreja, promovendo uma arborização adequada e cuidada.
A freguesia é atravessada por uma das estradas mais movimentadas da zona norte do país e é premente a necessidade em reforçar a sinalização da estrada nacional 14, de forma a melhorar a segurança dos seus utilizadores, nomeadamente os peões. Para isso, também assumimos o compromisso de construir passeios na estrada nacional 14, de forma a garantir, pelo menos, uma via ao longo de toda a freguesia do Muro.
Ao edifício sede da Junta de Freguesia do Muro precisamos de devolver a dignidade que bem merece pelo valor patrimonial que representa. Pretendemos dinamizar a utilização das suas salas, colocando-as ao serviço de toda a população, continuando a disponibilizar o espaço habitual para as atividades do Grupo de Jovens Sem Fronteiras, assim como pretendemos promover o espólio cultural existente no edifício da Junta de Freguesia do Muro, apoiando todos os que queiram colaborar na sua expansão e divulgação. Também pretendemos recuperar o espaço da Biblioteca do Edifício da Junta de Freguesia do Muro, através da dinamização de atividades culturais e intercâmbio com outras entidades.
Como já referi, no nosso mandato iremos estar focados nas pessoas e temos a felicidade de ter na freguesia instituições e coletividades cuja missão é satisfazer as suas necessidades a todos os níveis, seja cultural, desportivo ou educacional e, por isso, entendemos ser essencial apoiar o seu desenvolvimento, crescimento e interacção, na prossecução dos seus objetivos. Desta forma, unidos, seremos certamente todos mais fortes.
NT: Qual o projeto/área priori-tário(a) caso seja eleito?
JF: A área prioritária é a requalificação dos espaços verdes e arruamentos da freguesia, com especial enfoque na zona envolvente da antiga Estação, mas tendo consciência da dimensão do desafio e, dado que este espaço em concreto não é propriedade da Junta de Freguesia do Muro, iremos intervir de imediato no sentido de devolver o brio e o asseio à nossa freguesia com o arranjo e requalificação das ruas e de outros espaços devolutos que existem na freguesia. A concretização da construção de um parque infantil é o projeto que vai materializar de forma mais imediata a pretensão de requalificar espaços devolutos existentes na freguesia.
NT: Quais as principais carências da freguesia?
JF: As principais carências da freguesia são a dois níveis: por um lado, a limpeza, o asseio e o arranjo das ruas e espaços verdes que existem na freguesia, nomeadamente nas urbanizações, de forma a termos uma freguesia mais cuidada e com maior brio e com espaços dedicados à prática da atividade desportiva; e, por outro, a mobilidade das pessoas que dependem de um meio de transporte público regular para se deslocarem para fora da freguesia, sejam elas estudantes, trabalhadores ou reformados, que precisam de ir simplesmente a uma consulta médica aos centros hospitalares da região.
NT: Considera importante que a Câmara e a Junta de Freguesia sejam governadas pelo mesmo partido político? Porquê?
JF: Sim, considero que, para o desenvolvimento de qualquer freguesia, é de extrema importância que o executivo da Junta de Freguesia esteja em perfeita harmonia e alinhamento estratégico com o executivo da Câmara. A capacidade financeira de uma Junta de Freguesia é, reconhecidamente por todos, escassa e é necessária a sensibilização da Câmara para reforçar essa capacidade, para que se concretizem projetos mais ambiciosos e de maior dimensão. Sendo do mesmo partido político e partilhando da mesma ideologia é, certamente, mais fácil a compreensão mútua das necessidades de cada uma das partes e do momento certo para iniciar e concluir os projetos uma vez que o objetivo é comum e é o de concluir os seus mandatos com os compromissos cumpridos.
NT: Quais as obras que considera mais urgentes a serem realizadas pela Câmara Municipal?
JF: Na minha opinião, é urgente a concretização da variante à EN 14, que, embora não dependendo diretamente do executivo, deve estar como uma das suas prioridades no sentido de envidar todos os esforços e colocar todos os recursos ao seu dispor para forçar o cumprimento de uma promessa política do Governo central. Não se pode deixar comprometer o futuro do concelho da Trofa, que tem sido reconhecido pelo seu dinamismo económico nos últimos anos, pela captação de investimento empresarial e redução drástica do desemprego, por não dispor de acessibilidades ao concelho que promovam um maior interesse em investir e residir no concelho da Trofa. Associada a esta obra também refiro a obra da rotunda da Carriça, de extrema importância para a fluidez do trânsito que chega ao concelho da Trofa por uma das suas “portas” que é, precisamente, o cruzamento da Carriça situado na freguesia do Muro.
NT: Como avalia a evolução da freguesia ao longo dos 18 anos do Município da Trofa?
JF: Desde que o Município da Trofa foi criado a freguesia do Muro foi a que menos beneficiou com a sua criação. É, obviamente, de todas, aquela em que menos se investiu e onde se realizaram menos obras. Apesar da sua localização e de ser cruzada ao longo de toda a sua extensão pela EN 14, não conseguiu captar o investimento necessário em infraestruturas, para que hoje pudesse dispor de alguns serviços públicos que, entretanto, foram alocados em freguesias vizinhas. Com exceção da rede de águas e saneamento, que já cobre quase a totalidade da freguesia, não beneficiamos de mais vantagens com a criação do concelho da Trofa. Contudo, há a reconhecer que com o atual executivo da Câmara Municipal da Trofa, liderado pelo Dr. Sérgio Humberto, a freguesia do Muro passou a ter um tratamento igual ao das restantes freguesias do concelho e conseguiu concretizar algumas obras promovidas pela Câmara, destacando-se a requalificação da EN 318, com a repavimentação e construção de passeios e a requalificação da zona envolvente da Capela S. Pantaleão. Esta nova visão sobre a freguesia do Muro dá-nos garantias que o nosso projeto para a freguesia do Muro, apresentado pela coligação Unidos pela Trofa, será um projeto vencedor, pois conseguirá concretizar, com a colaboração da Câmara Municipal da Trofa, todos os compromissos e, desta forma, devolver o orgulho aos Murenses.

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