Entrevista a José Santos, candidato do PS à freguesia de Covelas

 

Ação Social e Valorização Territorial são os dois pilares basilares da candidatura de José Santos à freguesia de Covelas.

 

O Notícias da Trofa (NT): O que o leva a candidatar-se à freguesia de Covelas?
José Santos (JS): Candidato-me à Junta de Freguesia de Covelas, porque acredito que Covelas precisa e merece mais. Somos a maior freguesia do concelho da Trofa, temos uma localização privilegiada (proximidade com a A3 e A41), que nos permite em breves minutos aceder aos grandes centros urbanos de Porto e/ou Braga, fator que, só por si, é atrativo para viver. No entanto, não é suficiente. É necessário dotar a freguesia de dinamismo, tornar a freguesia apelativa para que as pessoas venham viver para Covelas e para que os empresários invistam em Covelas. E eu acredito que em conjunto com a minha equipa temos um projeto político que irá ao encontro dos anseios das pessoas e que poderemos trazer aquilo que falta a Covelas.

NT: Quais são os projetos que apresenta para o mandato?
JS: O projeto político da candidatura do Partido Socialista à Junta de Freguesia é assente em dois pilares basilares: Ação Social e Valorização Territorial. No ramo da Ação Social, poderemos destacar a implementação do projeto “Covelas Solidário”, um serviço da Junta de Freguesia direcionado para os mais idosos, que permita auxiliá-los em pequenas reparações, intervenções e outros serviços de apoio ao domicílio. Queremos também criar um centro de estudos público, para auxiliar as crianças que frequentam a escola primária que tenha aulas de estudo acompanhado depois do horário letivo.
Relativamente à Valorização Territorial, dotaremos a freguesia de sinaléticas para orientar os muitos caminheiros que passam por Covelas rumo a Santiago de Compostela, a criação de uma agenda desportiva em que pretendemos organizar eventos desportivos (corridas de trail, passeios Todo-o-terreno de jipes e motas, etc.). Queremos criar o mercado de Covelas, uma feira de pequenas dimensões, direcionada para os pequenos agricultores que lhes permitirá vender os produtos que produzem.
Contudo, importa também referir que há projetos que não se enquadram nos dois pilares basilares, mas que pretendemos também implementar, nomeadamente, divulgar as datas de realização das assembleias de freguesia, não só nos locais públicos, mas também recorrendo às plataformas digitais disponíveis (página do Facebook, sítio da internet) e criar uma newsletter com informações mensais da freguesia, que será difundida recorrendo a uma base de dados de endereços de email.

NT: Qual o projeto/área priori-tário(a) caso seja eleito?
JS: A prioridade, caso seja eleito, é encontrar uma solução para a zona de Outeirô. Todos os centros da freguesia (Quereledo, Lemende e Igreja) estão conservados, dotados de espaços ajardinados e bem tratados. No entanto, o lugar de Outeirô, essencialmente na zona entre a linha do comboio e a fronteira com a Vila do Coronado, dá a ideia que é uma zona “esquecida” da freguesia. A prioridade será encontrar uma solução que possa dar às pessoas que lá vivem o sentimento de pertença à freguesia de Covelas. Outra prioridade será o agendamento de uma reunião com responsáveis pelas operadoras de telecomunicações, no sentido de perceber as exigências deles para instalarem serviços com qualidade na freguesia. São muitas as queixas relativas à velocidade de internet e sendo a internet uma ferramenta essencial a qualquer pessoa, independentemente da idade ou escolaridade, Covelas tem que ser abrangido por um serviço com uma qualidade aceitável.

NT: Quais as principais carências da freguesia?
JS: A principal carência da freguesia está nos serviços de transportes públicos disponíveis. O serviço de autocarros disponível em Covelas é feito pela Maia Transportes, no entanto, além da pequena frequência de autocarros durante o dia – em tempo de aulas, cinco autocarros disponíveis entre as 8 horas e as 18.30 horas – os horários são desajustados e o trajeto do autocarro não serve a totalidade da freguesia, havendo pessoas que se necessitarem de apanhar um autocarro têm que andar aproximadamente um quilómetro até chegar à paragem de autocarro mais próxima da sua casa.
A pouca frequência de transportes públicos aplica-se também ao comboio. O apeadeiro da Portela é servido pela linha de Braga e de Guimarães, no entanto, há muito poucos comboios que param em Covelas, obrigando, na maioria dos casos, as pessoas a deslocarem-se para a estação de S. Romão para poderem apanhar o comboio.

NT: Considera importante que a Câmara e a Junta de Freguesia sejam governadas pelo mesmo partido político? Porquê?
JS: O mais importante é que os cidadãos escolham as melhores pessoas e as melhores equipas para liderar os órgãos autárquicos. E os melhores líderes serão aqueles que governam com grande espírito democrático e de igualdade entre todas as freguesias, independentemente do partido no poder. Neste caso em concreto, acredito que Covelas tem razões para votar PS, pois o Amadeu Dias é alguém atento às questões da coesão territorial, tem passado muito tempo em Covelas e defende a necessidade de defender esta freguesia e dar melhores condições de vida aos cidadãos. Humildemente, também acredito que sou a pessoa melhor preparada para este trabalho. Por isso, acredito que os cidadãos farão a melhor escolha. Cabe aos futuros líderes fazerem o melhor pela terra, aceitando democraticamente os resultados.

NT: Quais as obras que considera mais urgentes a serem realizadas pela Câmara Municipal?
JS: A construção de um parque infantil e de lazer, capacitar a freguesia com uma rede de passeios para peões que liguem os lugares da freguesia à entrada principal. É também essencial procurar parcerias com organismos públicos e privados para um grande reforço da oferta de transportes públicos em Covelas, sejam autocarros ou maior frequência do comboio.

NT: Como avalia a evolução da freguesia ao longo dos 18 anos do Município da Trofa?
JS: Nestes 18 anos de existência do concelho da Trofa, a evolução da freguesia é notória, mas apenas a nível infraestrutural. Foram feitas diversas obras que permitiram dotar a freguesia de infraestruturas essenciais como a sede da Junta de Freguesia, a renovação da escola primária, a construção da casa mortuária e uma rede viária de qualidade aceitável. Contudo, estas infraestruturas são essenciais, mas não são suficientes. Covelas não tem um parque infantil, não tem um parque de lazer, é preciso dotar a freguesia de infraestruturas que façam as pessoas querer viver em Covelas e que convide as pessoas a virem morar para Covelas.
No entanto, se houve alguma evolução a nível infraestrutural, verificamos que há uma estagnação naquilo a que podemos chamar o dia a dia da freguesia, ou seja, o que acontecia em Covelas há 10, 15 ou 20 anos é exatamente o mesmo que acontece hoje. O único chamariz para a freguesia são as festas de S. Gonçalo, em janeiro. E isso não pode acontecer. Temos um território de excelência, somos a maior freguesia do concelho da Trofa em área geográfica, no entanto, o potencial da freguesia tem sido subaproveitado nestes anos do concelho da Trofa.