O melhor da doçaria conventual e tradicional confeccionada no país atraiu vários milhares de pessoas à Alameda do Mosteiro de Landim, em Vila Nova de Famalicão, neste fim-de-semana. Apesar da instabilidade das condições meteorológicas, foram muitos os famalicenses e turistas, provenientes de vários pontos do país e da Galiza, que se deslocaram propositadamente ao concelho de Famalicão para participar no Festival Nacional de Doçaria Conventual e Tradicional de Famalicão, apreciando as iguarias ancestrais, confeccionadas segundo as receitas originais.

O Mosteiro de Landim, um dos exemplares mais ricos e emblemáticos do estilo românico na região Entre Douro-e-Foram milhares os visitantesMinho, cujo espaço envolvente foi reabilitado recentemente, revelou-se mais uma vez como o cenário perfeito para a realização deste festival , um evento que o município de Vila Nova de Famalicão organiza pelo sexto ano consecutivo, e que repetiu o sucesso dos anos anteriores, reafirmando-se como um dos melhores festivais de doçaria do país.

Durante os três dias do festival, os visitantes passearam pela Alameda do Mosteiro, não resistindo a provar os diversos licores e alguns doces mais emblemáticos como o Pão-de-Ló de Ovar, os Ovos-moles de Aveiro, as Queijadas de Sintra, o Toucinho do Céu e Barrigas de Freira, entre outros, patentes nos cerca de 50 stands do festival.

Para além da elevada participação de doceiros, provenientes de todas as regiões do país, o Festival de Doçaria Conventual e Tradicional de Famalicão destacou-se também pela constante animação cultural do certame, com várias apresentações de teatro de rua, artes circenses, fogo de artificio e muita música. O concerto de Mafalda Sachetti foi um dos momentos altos do festival. A jovem cantora, filha de Paulo de Carvalho e neta da escritora Rosa Lobato Faria, apresentou o seu álbum de estreia intitulado "Imprevisível", um disco que passeia pelo tango, jazz e blues.

No encerramento do festival, o presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Armindo Costa, destacou a qualidade do evento, referindo que "o Festival de Doçaria Conventual de Famalicão afirma-se cada vez mais como um dos melhores festivais de doçaria do país, reunindo todos os anos os melhores doceiros nacionais, num espaço de excelência, como é o Mosteiro de Landim". O autarca salientou também os milhares de visitantes, que passaram este fim-de-semana por Landim, e que "demonstram bem o sucesso desta iniciativa".

Por tudo isto, Armindo Costa garantiu que "o Festival de Doçaria Conventual de Famalicão ‘pegou de estaca' em Landim e é para continuar a realizar-se nos próximos anos". Também o presidente da Região de Turismo Verde Minho, Henrique Moura, salientou que "a importância do festival", referindo que "é uma aposta desta Câmara".

ENCHARCADA DOS MONGES E MIMINHOS OCULTOS VENCEM NOS DOCES

Um dos momentos mais esperados do Festival de Doçaria Conventual de Famalicão é, sem dúvida, o já tradicional concurso de doces tradicionais e conventuais, sob orientação da Confraria dos Gastrónomos do Minho. No final do certame foram apresentados os vencedores.

Assim, na categoria da Doçaria Conventual, o primeiro classificado foi Rosáceas de Amêndoa, de Georgina Mirão de Alcobaça. Na segunda posição destacaram-se os Conventuais, do Salão de Chá Butterfly de Amarante, e em terceiro lugar os Pasteis de Tentúgal, de Jesuína Teixeira de Tentúgal. Nesta categoria foi atribuída uma menção honrosa ao Pão de Rala, de Dália Rosa de Alcácer do Sal

Por sua vez, na categoria da Doçaria Tradicional o júri decidiu atribuir o primeiro prémio ao Doce Branco de Confilandim de Famalicão. Neste âmbito, o júri decidiu ainda atribuir duas Menções Honrosas ao Bolo Tradicional de Amêndoa, de Flormêndoa de Torre Moncorvo e ao tradicional Pão de Ló de Ovar, de Manuel Cardoso, de Ovar.

Por fim, nos Licores, o grande vencedor foi o Licor Singeverga, do Mosteiro de Singeverga, de Santo Tirso.