Entrevista a Isabel Cruz, candidata do PSD/CDS-PP à Assembleia Municipal da Trofa

 

Caso seja reeleita presidente da Assembleia Municipal da Trofa, Isabel Cruz pretende descentralizar as assembleias, desmaterializar a documentação e transmitir as sessões.

 

O Notícias da Trofa (NT): Por que se candidata à Assembleia Municipal (AM) da Trofa?
Isabel Cruz (IC): Recandidato-me à AM desprendida de qualquer interesse pessoal ou material, unicamente pela Trofa e pelos trofenses!
Candidato-me pela Coligação Unidos pela Trofa, porque reconheço na Câmara Municipal, Sérgio Humberto, a competência, seriedade, proximidade, capacidade de escutar para melhor decidir, qualidades que se exigem a quem assume tão grande responsabilidade – presidir o nosso município.
Acredito ser possível desenvolver um trabalho em prol de uma AM mais próxima dos cidadãos, capaz de demonstrar a sua importância, afirmando-se uma verdadeira casa da democracia local, da tolerância, da formação cívica e da defesa dos interesses dos trofenses!

NT: Quais as propostas que apresenta para o mandato?
IC: Pretendo manter a dignificação do espaço físico para o trabalho da AM, a descentralização das assembleias municipais, a desmaterialização da documentação da AM e a transmissão das assembleias municipais.
Pugnar pela dignidade da AM, manter a exigência e o rigor na fiscalização do executivo municipal, defendendo a prestação de contas e a exigência da qualidade.
Pretendo uma maior autonomização da AM com iniciativas próprias, como, por exemplo, chamar a si as comemorações do Dia do Município e as comemorações do 25 de Abril, não abdicando assim das suas competências, abandonando as práticas continuadas e introduzindo uma maior dinâmica, através de um plano de atividades próprio consubstanciado no seu orçamento.
NT: De que forma pretende atrair os cidadãos para participarem nas assembleias?
IC: Manter a prática da descentralização das assembleias municipais numa política de proximidade dos munícipes de todo o concelho.
– Pautar a minha conduta pelo rigor e respeito pela casa da democracia. Os trofenses não gostam do discurso crispado que se utiliza nas assembleias.
Os trofenses têm de ser mais solidários, independentemente das cores partidárias devem priorizar os interesses da Trofa. A construção de consensos em torno das grandes causas será para mim uma prioridade. Quando atingirmos este objectivo os trofenses estarão presentes.
– Manter a exigência e o rigor na fiscalização do executivo municipal pugnando pela prestação de contas e pela exigência da qualidade.
À medida que o concelho se desenvolve e os trofenses recuperam o orgulho no seu concelho! A reconciliação dos trofenses com os políticos locais, o reforço da esperança e da confiança, potenciará sem dúvida a sua participação.

NT: Considera importante que na Câmara e na Assembleia Municipal seja a maioria do mesmo partido ou movimento político? Porquê?
IC: Importa que os membros da AM, após as eleições, coloquem em primeiro lugar a Trofa e não as guerras partidárias, que não nos levam a lado nenhum.
É importante que, volvidas as eleições e uma vez constituída a AM, que todos os eleitos respeitem e aceitem a vontade democrática dos trofenses e aceitem que o projeto que vai ser executado é o projeto escrutinado nas urnas! Sem este respeito iremos passar quatro anos a discutir e a desconstruir!
Acredito que se houver esta cultura democrática será possível unir as forças políticas, sem protagonismos, em torno da defesa dos interesses dos trofenses. Precisamos de nos unir para exigirmos em conjunto, junto do poder central, a variante à nacional 14, a reposição da mobilidade no concelho que nos foi retirada com a falsa promessa da vinda do metro.
Mais do que a maioria do mesmo partido importa que quem for eleito, seja de que partido for, vista a camisola da Trofa no respeito por todos os que os elegeram! São os trofenses que farão a escolha, votando naqueles que consideram mais capazes para levarem a bom porto o futuro do nosso concelho!