A deputada do Partido Comunista Português, Ana Mesquita, esteve na Trofa, 8 de fevereiro, para discutir o assunto da poluição no Rio Ave e afluentes. A visita da parlamentar está relacionada com a campanha regional do PCP, intitulada “Em defesa dos nossos rios”.

Foi junto à foz do Rio Trofa com o Rio Ave que Ana Mesquita e a Comissão Concelhia do PCP Trofa trataram de questões ligadas à poluição dos rios. A grande preocupação passa pelos “casos de azenhas ao abandono e um histórico de descargas ocasionais em afluentes do Rio Ave”, como por exemplo o caso de fevereiro de 2019, em que houve descargas ilegais no ribeiro Lantemil. É no Inverno que surge outra grande preocupação: as cheias.

O Parque de Azenhas não tem estrutura para aguentar as cheias, o que leva ao “aluimento do passadiço, desaparecimento do pavimento de madeira, queda dos postes de iluminação”, alertaram os comunistas, que alertaram ainda para um dos maiores problemas quando o leito do rio sobe: “O assoreamento da foz do Rio Trofa e as suas consequências para a população que reside na área envolvente”. Para a resolução destes problemas, dizem, é necessário exigir do governo e das autarquias “planos de recuperação, despoluição e preservação dos rios e zonas envolventes.”

Considerando que “os rios despoluídos poderão ser fator de coesão social e desenvolvimento económico”, Ana Mesquita não deixou de manifestar “preocupação” com a poluição do Rio Ave.

“Em novembro de 2019, foram divulgados os resultados preliminares do estudo das Águas do Norte sobre bactérias multirresistentes no Rio Ave, que indicam que estas continuam a existir, embora haja uma redução importante da carga microbiana. A conclusão da discussão e análise integral dos resultados decorrerá ao longo do primeiro trimestre de 2020, remetendo-se para o final desse período a divulgação das principais conclusões. Relativamente a esta matéria, pela sua relevância e impacto na saúde pública, é importante questionar o Ministério do Ambiente e/ou a Agência Portuguesa do Ambiente sobre este estudo e as suas conclusões”, referiram.

Ana Mesquita sublinhou ainda a importância de “preservar e valorizar o património natural e histórico das áreas ribeirinhas do Rio Ave e seus afluentes”, indicando como caminho “a despoluição” dos cursos, “a revitalização das zonas ribeirinhas e a recuperação do património associado, como azenhas, açudes e pontes”.