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Edição 639

Crónica: São Gens e sua Capela…Uma história de séculos?

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A partir desta data hisórica, inicia-se agora o processo da implementação da nova capela no alto do Monte de S. Gens: Peditórios, subscreições, trabalhos de abertura de vias de acesso ao alto do monte, muitos sacrifícios, algumas desinteligências pelo meio e desuniões que procuraram desanimar os memmbros da comissão mas eles e o povo devoto do santo “comediante” não viraram a cara às dificuldades e foram em frente.
Em 21 de Maio de 1950 foi solenemente benzida a primeira pedra da capela-monumento, perante centenas de pessoas. As obras de pedreiro foram iniciadas logo a seguir e as estradas (três) também começaram a ser rasgadas: Uma do centro de Cidai até ao Facho, outra da actual E.N.14 e que liga o lugar da Serra(Muro) e de Alvarelhos ao Facho e a terceira que liga a aldeia da Maganha ao alto da montanha.
Durante cerca de três anos, desde o lançamento da iniciativa até à conclusão da construção da capelinha, um pequeno grupo de bougadenses, encorajado por outros seus conterrâneos, de vários benfeitores tanto da terra como de outras freguesias vizinhas,e com a ajuda, apoio e determinação do presidente da Comissão de S. Gens, conseguiu transformar um local inóspito e repleto de rochas e arbustos num pequeno mas belo santuário.
Chegou finalmente o dia aprazado para a grande festa dos bougadenses e fervorosos devotos de S. Gens de Cidai. Cerca das 9, 30 horas da manhã do dia 23 de Setembro de 1951 uma grande multidão iria acompanhar o andor do Glorioso mártir S.Gens na sua viagem desde a Igreja Matriz de Bougado rumo ao monte que lhe deu o nome. Milhares de pessoas subiram ao alto da montanha para assistir à solene cerimónia da inauguração e bênção da nova capela, sob a presidência do Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira, e na presença do Bispo residente do Porto D. Agostinho de Jesus. Além de muito povo devoto, estiveram presentes várias entidades oficiais representando as freguesias circunvizinhas e vários concelhos dos distritos de Braga e Porto, altas individualidades religiosas, civis e militares.
A partir do ano de 1951 até hoje, no primeiro fim-de-semana do mês de Setembro, tem-se realizado nesta Capela, agora inaugurada no Monte de Cidai, grandes festividades em honra de S. Gens a que tem afluido sempre milhares de romeiros e devotos vindos de vários concelhos do Norte de Portugal, incluindo os da orla costeira :Vila do Conde, Póvoa de Varzim e Matosinhos. “As Gentes do Mar “têm por este santo uma especial devoção. Aliás há no programa das Festas de S. Gens uma data especialmente dedicada a eles (pescadores e suas famílias) que é a Segunda-Feira seguinte ao das Festas de Santa Eufêmea e da Senhora das Dores da Póvoa com a celebração de Missas no pequeno santuário.
Noutros tempos, principalmente nas décadas de sessenta e setenta do século XX, a Festa de S. Gens era considerada a terceira romaria mais importante do (actual) concelho da Trofa. Com um programa recheado de eventos nos três dias principais de festa. Além do sábado, dedicado à Consagração das Mães, no domingo logo pela manhã dava entrada uma Banda de Música, pelas 11 horas havia Missa campal, cerca das 17 horas saía uma Majestosa Procissão com vários andores e muitas dezenas de anjinhos e figurantes que quase chegou a rivalizar com a Procissão de Nª Sª das Dores da Trofa; a procissão saía da Capela, vinha ao Facho e voltava à capela. A segunda-feira, que era já considerada “o feriado local” era destinada a grandioso arraial com o concerto das melhores e conceituadas bandas de música do País em animado despique até ao pôr-do-sol.
A partir dos anos noventa do século anterior, o alto da montanha de Cidai tem sido palco de várias intervenções de melhoramentos quer em termos paisagísticos quer em termos urbanístico-religiosos. Assim, sob a orientação pastoral do Reverendo Armindo Gomes e com o contributo monetário dos bougadenses foi aumentada a capela, fez-se o escadório e colocou-se uma imagem de Nº Sª da Alegria no ponto mais alto do monte.

 

António Costa

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Crónica: “O atentado terrorista e o padre que foi preso”

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Normalmente quando acontecem revoluções políticas, existem sempre bolsas de resistência de movimentos oposicionistas ao novo governo/regime. A Revolução de 5 de Outubro de 1910 exemplo desse mesmo comportamento com várias bolsas de resistência ao novo regime aconteciam sobretudo no norte do país.
Um dos momentos de destabilização monárquica, ocorreu a 11 de julho de 1912, com um ou vários membros da causa monárquica, apoiantes de Paiva Couceiro a colocarem uma bomba na ponte de caminho de ferro que liga Lousado à Trofa.
O atentado ocorreu após o término da vigilância das infraestruturas, os mais fanáticos da causa república faziam vigilância apertada de várias infraestruturas importantes para a sociedade. Uma bomba foi colocada e um enorme estrondo se fez ouvir na madrugada na cidade da Trofa, causando muitos estragos na ponte.
Rapidamente a polícia república a Carbonária entrou em campo, recordando ou informando os estimados leitores que um dos fundadores da carbonária era um trofense, Heliodoro Trofense, a organização em que os mais devotos republicanos se agruparam antes da instauração da República e que se ia tornar a polícia política do regime republicano.
No passado e nas páginas deste periódico em crónica anterior, foi descrito que uma bomba tinha sido abandonada em Covelas, apeadeiro de Portela e rapidamente a Carbonária surgiu e nas diligências para perceber quem eram os autores daquele esquecimento, chegou inclusivamente a incomodar o Padre de Covelas.
Relativamente ao atentado na ponte, passados poucos dias as diligências da Carbonária teriam uma grande surpresa, ocorreram as primeiras detenções relacionadas com o atentado e um dos detidos foi o Padre António Moreira Dias da Costa que era Abade na freguesia do Muro.
As autoridades administrativas passaram revista à casa do Padre Dias da Costa e nada encontraram, após “rigorosa busca”. Acabou por ser detido e enviado para o Porto após ter sido capturado pelas 8h da manhã e seguindo apenas viagem depois de estar incontactável até as 14h30.
A imprensa apontava que o Padre tinha sido detido porque havia a suspeita que tivesse ligações com o atentado e tinha sido a terceira detenção, após dois indivíduos de Famalicão, foram detidos também a pedido da polícia do Porto.
Atitudes como estas foram assinando a sentença de morte da República…

 

por José Pedro Maia Reis

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“Quero concluir os projetos que iniciamos”

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Entrevista a José Ferreira, candidato do PS à freguesia do Coronado

 

Caso seja reeleito, José Ferreira pretende dar continuidade ao trabalho que tem desenvolvido, como a construção de passeios e de pavimentações de ruas, construir uma Praia Urbana na Quinta de São Romão e um circuito de manutenção.

 

O Notícias da Trofa (NT): O que o leva a candidatar-se à freguesia do Coronado?
José Ferreira (JF): Porque ainda há muito por fazer na Vila do Coronado e quero concluir os projetos que iniciamos. Mas, principalmente, pelo compromisso que assumi com a população da Vila do Coronado e pela confiança que em mim depositaram na condução dos destinos da nossa Freguesia.

NT: Quais são os projetos que apresenta para o mandato?
JF: Dar continuidade à construção de passeios para peões nas principais artérias da Vila do Coronado. Colocar abrigos de passageiros, em falta, nas paragens de autocarros. Dar continuidade à pavimentação das ruas em terra batida existentes na Vila do Coronado. Melhorar a sinalização da rede viária e postura de trânsito. Construir percursos pedonais. Continuar a requalificação dos Cemitérios da Vila do Coronado. Continuar a requalificação dos lavadouros públicos. Continuar a sensibilizar a Câmara Municipal para a conclusão de rede de saneamento básico e ligação à rede pública, em toda a Vila do Coronado. Incentivar a Câmara Municipal a recuperar os espaços desportivos degradados. Construir uma Praia Urbana na Quinta de São Romão. Construir um circuito de manutenção. Tornar o site da Junta de Freguesia mais interativo disponibilizando ferramentas para contato interativo com a Junta, nomeadamente, pela criação de um atendimento online.

Ambiente

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– Aumentar o número de ecopontos.
– Promover, junto dos proprietários, medidas de proteção das zonas florestais, através da implementação de programas de prevenção de incêndios e estabelecer protocolos de emergência no combate a fogos, junto das autoridades Municipais e Bombeiros.

Social

– Requalificar e ampliar as hortas comunitárias.
– Dar continuidade às políticas de envelhecimento ativo, como é o caso da Universidade Sénior do Coronado.
– Dar continuidade às atividades lúdico-desportivas, como é o caso do Coronado Ativo e Coronado em Férias.
– Criar uma rede de apoio domiciliário aos idosos e aos mais carenciados.
– Intensificar as relações com as Associações da Vila do Coronado e apoiá-las em tudo o que for possível.
– Implementar um modelo de orçamento participativo, disponibilizando uma percentagem das verbas anuais da Vila do Coronado para esse efeito. A Assembleia de Freguesia deverá decidir a atribuição dessa verba, após apresentação das propostas, as quais poderão integrar também projetos apresentados por cidadãos, coletividades, associações ou outras instituições da Vila do Coronado.

Turismo

– Promover a Vila do Coronado no âmbito turístico-desportivo através da apresentação de candidaturas para a receção de provas desportivas nacionais.
– Criar um guia turístico da Vila do Coronado com informações de restaurantes, alojamento, gastronomia e sua história.
– Promover o turismo rural, arqueológico e histórico da Vila do Coronado.
– Divulgar o potencial turístico da Vila do Coronado com utilização de todos os meios disponíveis, designadamente através da internet e eventos promocionais.
– Estabelecer protocolos com outras freguesias e municípios para promover o intercâmbio cultural.

NT: Qual o projeto/área prio-ritário(a) caso seja eleito?
JF: Sobretudo a área social, pois é onde se sente mais dificuldade em haver respostas efetivas às necessidades e solicitações que chegam à Junta de Freguesia. O estabelecimento de uma relação de proximidade com as pessoas para que a Junta de Freguesia seja encarada como uma solução e não como um problema.

NT: Quais as principais carências da freguesia?
JF: A falta de equipamentos e estruturas que se coadunem com o estatuto de Vila. Não adianta apregoarmos que somos e vivemos numa Vila se ainda temos as condições de uma aldeia. Faltam-nos ainda os equipamentos mais básicos como Parque Infantis, isto diz muito sobre a nossa qualidade de vida. A Câmara Municipal, ao fim de um ano, requalificou e ampliou o Parque Infantil instalado no Parque de Nossa Senhora das Dores. Aqui nem um ainda foi construído. Considero isto uma discriminação, pois as crianças são iguais em todo o concelho. A falta de um projeto de desenvolvimento sustentado e adequado às reais necessidades de cada uma das Freguesias do nosso concelho é o nosso principal problema.

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NT: Considera importante que a Câmara e a Junta de Freguesia sejam governadas pelo mesmo partido político? Porquê?
JF: Não considero que seja importante. Desde que os responsáveis autárquicos saibam desempenhar com imparcialidade e sentido cívico o cargo que desempenham. Infelizmente isto não se tem verificado desde que somos concelho. As cores partidárias têm sido usadas como armas de batalha, alimentando guerras entre Executivos Camarários e de Freguesias, prejudicando seriamente as populações e a falta de investimento.

NT: Quais as obras que considera mais urgentes serem realizadas pela Câmara Municipal?
JF: A conclusão da cobertura em toda a Vila do Coronado da rede de saneamento básico e da rede de água. Considero esta a mais fundamental e básica de todas as obras.

NT: Como avalia a evolução da freguesia ao longo dos 18 anos do Município da Trofa?
JF: Muito aquém daquilo que era espectável. Criaram-se muitas esperanças nas pessoas com a criação do concelho da Trofa, esperava-se mais desenvolvimento e, consequentemente, mais qualidade de vida. Nada disso aconteceu. Foram sendo feitas algumas obras avulsas ao sabor dos calendários eleitorais e assim continua. Não há um projeto de desenvolvimento sustentado e adaptado à realidade de cada Freguesia. Nunca desta forma se poderá falar em coesão municipal. A Vila do Coronado foi evoluindo muito à custa da resiliência dos sucessivos executivos das Juntas de Freguesia, das Coletividades, da Comunidade Religiosa e de alguns particulares. Todos têm em comum o gosto pela sua terra e isso tem marcado o pouco, mas muito bom desenvolvimento da Vila do Coronado.

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