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Edição 667

Crónica: No Pó dos Arquivos

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Auto de entrega à Corporação encarregada do culto católico da freguesia de S. Mamede de Coronado dos bens a que se refere a Declaração publicada no D. do G. n.º 296, de 20 de Dezembro de 1930.
Aos nove dias do mês de Fevereiro de 1931, nesta freguesia de S. Mamede de Coronado, concelho de Santo Tirso, onde se encontravam António Augusto Correia de Abreu, Administrador do concelho, Doutor Luís Simões Trepa e Carlos Eugénio Torres, respectivamente presidente e vogal secretário da Comissão Administrativa dos Bens Cultuais neste concelho; Padre Joaquim de Sousa Ferreira e Silva, pároco da freguesia, Manuel Moreira de Sousa Torres, José Ferreira Tedim, António Gonçalves Ferreira, Adelino Joaquim Ferreira, membros da Direcção encarregada do culto católico e Manuel Moreira de Sousa Torres, presidente da junta. Foi feita a entrega pela Comissão Administrativa dos Bens Cultuais deste concelho à Comissão encarregada do culto, dos bens que estavam em poder daquela e constam do Inventário organizado nos termos do artigo quarenta e dois da Lei de vinte de Abril de mil novecentos e onze, arquivado na Secretaria da Câmara e que neste acto foi presente e conferido, verificou-se exceptuar-se desta entrega a Casa de residência paroquial com o passal adjunto, já vendida, a Capela de S. Roque demolida por utilidade pública, a Capela do Divino Espírito Santo, por não constar de cedência do Diário do Governo acima citado, e muitas alfaias e objectos cultuais inutilizados pelo uso. Consta, porém, a entrega da Igreja Paroquial com torre, três sinos, pia baptismal, púlpito, coro, órgão, sacristia e seis altares. As imagens de S. Mamede, S. Bento, Nossa Senhora do Rosário, S. José, Menino Jesus, S. Sebastião, Santo Amaro, Santo António, Santa Luzia, Jesus Crucificado, Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora do Bom Sucesso, Nossa Senhora da Soledade, Senhor dos Passos, Senhor Morto, S. Cristóvão, Sagrado Coração de Jesus e S. Gonçalo. Uma casa térrea denominada “casa da fábrica”. Uma credência, uma cadeira paroquial, um arcaz de castanho com quatro gavetas, em mau estado. Um paramento branco de damasco, um dito de damasco vermelho, uma casula roxa com manípulo e estola, um paramento preto de damasco, uma casula verde com estola e manípulo, uma capa de asperges em mau estado, uma bolsa de corporais de várias cores, um missal, uma alva, três sanguinhos, quinze opas vermelhas, uma roxa, um pálio de damasco branco, uma umbela, um véu de cálice, uma bandeira vermelha do Divino Espírito Santo, uma dita verde de Santo António, uma dita vermelha de S. Sebastião, um pano azul com argolas de ferro da porta principal, uma custódia de prata lavrada, um cálice com patena e colher, um vaso de prata do sacrário, uma cruz e crucifixo de prata do juiz do subsigno, um padrão de prata da Senhora do Bom Sucesso, outro da Senhora do Rosário, duas varas, uma salva, um turíbulo e naveta de prata, seis varas de prata de pálio, uma coroa de prata do Espírito Santo, uma coroa de prata de Nossa Senhora do Rosário, uma chave de prata do sacrário, uma cruz e resplendor de prata do Menino Jesus, um par de galhetas e salva de prata, uma lâmpada de prata da Senhora do Bom Sucesso, uma caldeira e hissope de prata, cinco morteiros velhos, dezasseis castiçais, seis tocheiras douradas, um esquife do Senhor Morto. A comissão encarregada do culto, tomando posse desses bens, declarou responsabilizar-se por todos eles e tomar a seu cargo e responsabilidade as despesas anuais de conservação, reparação e seguro, em nome do Estado, dos bens entregues, obrigando-se a apresentar no Ministério da Justiça e Cultos, no prazo de três meses, cópia da apólice do seguro desses bens segundo a avaliação acordada entre a Corporação Cultual e a Junta de freguesia, quanto ao templo e objectos cultuais e respectivas alfaias. Neste acto foi notificado à comissão encarregada do culto de que a entrega caducará, caso se dê alguma das hipóteses previstas no parágrafo segundo do artigo onze e no artigo treze do decreto número onze mil oitocentos e oitenta e sete ou se a cópia da apólice não for apresentada no prazo marcado. E para constar e mais efeitos legais se lavrou o presente auto que, depois de lido em voz alta perante todos, vai ser devidamente assinado. (Seguem-se as assinaturas)
Auto adicional de entrega à Corporação encarregada do culto católico da freguesia de S. Mamede de Coronado dos bens a que se refere o despacho de 23 de Março de 1931.
Aos treze dias do mês de Abril de 1931, foi feita entrega dos bens que ainda não tinham sido entregues e que são: a Capela do Divino Espírito Santo com todas as suas dependências e objectos do culto e um terreno junto ao adro da Igreja Paroquial, expressamente para aí se construir a nova residência paroquial. A Comissão encarregada do Culto, tomando posse desses bens, declarou responsabilizar-se por todos eles e tomar a seu cargo e responsabilidade as despesas anuais de conservação, em nome do Estado, dos Bens entregues, obrigando-se a apresentar no Ministério da Justiça e Cultos a cópia deste auto.

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Festa de Rua a 5 e 6 de maio

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A Praceta de S. Cristóvão do Muro volta a ser palco da Festa de Rua, a 5 e 6 de maio. Artesanato, velharias, arte, gastronomia, moda, música, carros antigos e coleções. Há espaço para tudo na 5.ª edição da iniciativa. As inscrições para todos aqueles que se queiram juntar à festa e divulgar a sua arte já estão abertas. Pode inscrever-se na sede da Junta de Freguesia do Muro, por e-mail jfmuro@iol.pt ou através da página de Facebook www.facebook.com/JUNTADEFREGUESIADOMURO/.
Organizada pela Junta de Freguesia do Muro, a iniciativa tem trazido para a rua as típicas barraquinhas e diferentes atividades culturais.

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Crónica: O remanso para entorpecer comunistas e bloquistas

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Os socialistas conduzem a governação desde novembro de 2015, sempre com os comunistas e os bloquistas a servirem de penduras, numa “geringonça” que começa a dar sinais de “enjoo” perante semelhante companhia, numa viagem acidentada que talvez vá terminar mais cedo que o previsto. Pelos sinais que os socialistas vão dando nesta reta final, o término desta viagem vertiginosa poderá acabar antes da data prevista.
A governação está a dar fortes sinais de abrandamento e até já entrou em modo de velocidade de cruzeiro adaptada à agenda eleitoral das eleições legislativas, que em situação normal se realizariam no segundo semestre do próximo ano. É o comum nos políticos vulgares, quando se instalam na cadeira do poder terem como meta, somente as eleições e os lugares para os seus familiares, amigos e apaniguados.
A desaceleração que se sente na governação do país é um remanso para entorpecer comunistas e bloquistas, que têm sido até hoje a “muleta” de estimação dos socialistas. Como as sondagens têm indicado que os socialistas estão perto da maioria absoluta, já dão sinais de que se vão descartar de tais “penduras”, que podem ser um empecilho na corrida eleitoral. É o seu sentido de gratidão!
A previsível antecipação das eleições legislativas, que está a ser desejada apenas pelos socialistas tem sufocado os tradicionais gritos de revolta comunista e bloquista contra as políticas governamentais ou a falta delas. É o que vai acontecer com o próximo orçamento que, aconteça o que acontecer vai ser aprovado com o seu voto favorável.
A atitude queda e muda dos comunistas e bloquistas, quanto ao clima de “medo e pressão” junto dos trabalhadores precários do SEF, mas também quanto à precariedade e aos falsos recibos verdes tem defraudado muitos trabalhadores, pois estavam esperançados que a “geringonça” alterasse estas situações gravosas. O mesmo se passou em relação às populações, quanto à agregação das freguesias, que continua tudo igual (embora tenha existido uma promessa de alteração), mas também quanto à obra da linha do metro em locais onde foi surripiado o comboio há muitos anos, com a promessa de ser substituído pelo metro de superfície. Tudo como dantes…
Quedos e mudos também estiveram em muitas situações da governação, como foi o caso do ajuste direto de pulseiras eletrónicas em mais de um milhão de euros e aos dois sistemas informáticos comprados pelo Ministérios da Justiça por 2,6 milhões de euros e deitados ao lixo sem chegarem a ser usados. Também não se sentiram os seus protestos veementes contra o efeito negativo no défice de 2017 provocado pela injeção capital na CGD (3.500 milhões) e agora com a injeção de quase 800 milhões no Novo Banco.
A postura envergonhada dos comunistas e bloquistas, também se sentiu em relação a muitas situações, como por exemplo: a posição espanhola de recusar entregar a Portugal a cidade portuguesa de Olivença; a posição de abstenção do nosso país em relação à Rússia após o primeiro ataque químico em solo europeu desde a II Guerra; a situação dos emigrantes portugueses na Venezuela; a situação catastrófica dos incêndios; a falta de políticas contra a desertificação do interior; o delapidar do nosso sistema de saúde.
Estes são apenas alguns (tristes) exemplos do remanso da governação socialista que faz entorpecer comunistas e bloquistas, contrastando com o imenso ruído que fizeram num passado recente. Agora comportam-se como “penduras” envergonhados da “geringonça”, apenas como “muletas” de estimação do atual governo!

moreira.da.silva@sapo.pt
www.moreiradasilva.pt

Crónica escrita em 31/03/2018, para ser publicado no Jornal “O Notícias da Trofa”, tendo em atenção as regras do novo acordo ortográfico.

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