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Edição 653

Crónica: Costa passou por entre os “pingos da chuva”

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É tradicional nesta época fazer-se uma reflexão sobre os acontecimentos importantes, e foram muitos e alguns bem graves, que decorreram ao longo do ano que agora termina, embora neste momento só vá fazer apenas uma análise sobre alguns casos relevantes, e apenas algumas situações da atuação do atual primeiro-ministro. Em tempo de balanço é incontornável fazer uma análise sobre as trapalhices, as habilidades e as matreirices de Costa, principalmente ao longo deste último ano.
António Costa que é um verdadeiro artista obcecado pelo poder, embora tenha perdido as eleições foi guindado ao mais alto cargo da governação do país e tem conseguido passar por entre os «pingos da chuva» sem se molhar. Aliás, como já tinha conseguido passar incólume quando foi o número dois do pior governo que Portugal teve nas últimas décadas, o governo de má memória, o governo socrático.
Perante a maior tragédia que aconteceu em Portugal, devido aos incêndios de Verão, em que quase tudo foi dantesco, Costa passou muito ao lado do incêndio sem se chamuscar ao de leve e mais uma vez passou por entre os «pingos da chuva», talvez por ter optado ir a banhos, para uma praia mediterrânica, em plena catástrofe. O mesmo aconteceu com o famigerado e malfadado SIRESP, que tem originado graves problemas no combate aos incêndios, não funciona de forma eficaz, é caro, não é fiável e foi renegociado pelo governo socrático, pelo número dois do governo, António Costa. Imagine-se que os tempos eram outros!
Também passou por entre os «pingos da chuva» quando os seus secretários de estado viajaram por conta da “Galp”, para assistirem ao jogo de futebol Portugal/Hungria, em França e se recusaram a demitir. Só passado um ano é que apresentaram a sua demissão, porque foram constituídos arguidos num processo movido pelo Ministério Público, mas Costa passou entre os «pingos da chuva».
O mesmo aconteceu com o caso recente das “raríssimas”, em que um seu ministro e um secretário de estado estiveram envolvidos na polémica, mas parece que nada é com Costa, pois mais uma vez passou por entre os «pingos da chuva», como acontece com o grave problema da interiorização que nada se faz, do adiamento das reformas estruturais tão necessárias ao desenvolvimento do país, da praga dos falsos recibos verdes e do trabalho precário, da falta da atratividade do investimento, da agregação das freguesias que Costa prometeu rever mas nada fez, do aumento assustador das despesas do estado e da divida pública do país, que continua a aumentar para valores históricos.
A não construção dos poucos quilómetros, para ligar o metro de superfície do ISMAI à Trofa (em substituição do comboio «surripiado» em 2002) e a não construção das variantes à Trofa (circular e alternativa à EN14) continuam a não sair do papel há dezenas de anos, mas até parece que Costa não é o primeiro-ministro deste país, que tem o poder de decidir a construção destes equipamentos tão importantes para o desenvolvimento de uma região. A humilhação e os insultos à Trofa e aos trofenses continuam, mas Costa consegue passar por entre os «pingos da chuva».
E os portugueses assistem incrédulos ao espetáculo de António Costa, com os seus trocadilhos, as suas matreirices, as suas trapalhices habituais, a sua falta de pudor, a sua falta de escrúpulos, a sua falta de humildade democrática e o seu narcisismo primário. É o regresso da narrativa socrática no seu pior estilo!
Votos de Festas Felizes e um Fabuloso Ano de 2018.

moreira.da.silva@sapo.pt
www.moreiradasilva.pt

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Edição 653

Correio do Leitor: O Natal é o nascimento de Jesus

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A sociedade contemporânea atravessa os bulícios mais turbulentos da História da Humanidade. Os fundamentos que pareciam sólidos, em vários campos da compreensão da autenticidade que envolve a capacidade humana de entender, foram profundamente abalados. As teorias e princípios, outrora considerados como base de uma vida harmoniosa, ordenada, estável e previsível, sentem-se fortemente fustigados pelas ondas inversas.
A existência dos seres humanos encontra-se num fosso de desigualdades, injustiças sociais incessantes, cada vez mais débil. A moralidade dos seus atos é constantemente arremessada para fora de seu verdadeiro papel. A penúria dos desprotegidos devia dar-nos desencanto e lágrimas no nosso coração.
Há 2017 anos nasceu Jesus em Belém e surgiu a grande Festa do Natal, que celebramos com alegria todos os anos em Família. Maria deu à luz o anunciado Menino, que envolveu em panos e deitou numa manjedoura, porque a Família de Nazaré não encontrou melhores condições para se hospedarem. Junto estavam animais dóceis, dos pastores e foi adorado pelos sábios Reis do Oriente. Este é um acontecimento ufano, de simplicidade e transcendente aos humanos. Em 2015 visitei a Gruta de Belém, foi um momento de alegria e contemplação.
Crentes e não crentes associam-se a este espírito natalício, com base nas relações verdadeiramente fraternas entre pessoas de bom caráter. Natal sem Menino Jesus, não é Natal, mas sim – fingimento materialista. As canas agitadas dançam e fazem dançar as novas gerações por caminhos difíceis, sem esperança e num beco sem saída. Quanta angústia e sofrimento com espinhos! Só o calor humano pode ultrapassar o significado do Natal, que da origem humilde veio Jesus.
Ao longo de séculos, não melhores que o nosso Cristianismo foi deixando, pacientemente, marcas da sua fé nos Mistérios em que acredita: nas festas de júbilo, nos costumes, na arte, na contemplação da Natureza, na Luz que brilha, no amor do Homem pelo Homem. Os fracos e abatidos, os mais pobres e desprotegidos ocupam o centro da Boa Nova, anunciada com o nascimento de Jesus Cristo. O Natal é alegria, carinho, esperança num futuro melhor e devia ser festejado todos os dias da nossa vida, assim teríamos um Mundo nobre!
O Natal é o nascimento de Jesus e não o nascimento de um “velho de barbas brancas”, para fins publicitários, que arrasta ou endividamento de muitas pessoas em compras supérfluas, “o cenário” é que vamos voltar novamente à crise. Há vários anos a imagem do Pai Natal foi adaptada de S. Nicolau, que era um bispo amigo dos pobres, tudo repartia com eles no Natal e durante o ano. Cada macaco no seu galho. Sublimo a imagem do Pai Natal, uma imagem de divertimento para as crianças e não substituí-lo pelo nascimento de Jesus. A comunicação social infelizmente paganizou esta grandiosa festa natalícia em ateísmo, assim como outras relevantes.
A Família de Nazaré, com o magnífico exemplo, interpelou a história até aos dias de hoje e, continuará até aos fins dos tempos. O Natal irradia Paz, Amor, Luz e Vida para todo o Mundo, mas o homem persiste ofuscado, mergulhado no ódio e na vingança. Todas as casas nas varandas deviam conter a figura do Menino Jesus, traduzia um visual de mais alegria natalícia.
Desejo um Santo Natal e Feliz Ano Novo de 2018 para todos, que brilhe a Paz, Ânimo para o presente e muita Esperança no futuro que é de todos nós.

Firmino Santos

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Edição 653

Correm e dão alimentos à Muro de Abrigo

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Conheceram-se no Centro de Preparação para o Matrimónio (CPM), em 2015, e desde então têm promovido diversas iniciativas de convívio, como jantares, treinos semanais e provas de corrida.

Reportagem completa para ler na edição 653 do jornal O Notícias da Trofa.

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