Os alunos das Escolas Básicas de Vila e Casal, de S. Mamede do Coronado aprenderam como agir em caso de incêndio ou de catástrofe. Autarquia e agrupamento estão conscientes de que alguns edifícios escolares são centenários, mas deram primazia à formação da comunidade escolar.

Fez-se silêncio na Escola Básica 1 e Jardim-de-Infância (EB1/JI) de Vila, em S. Mamede do Coronado quando uns senhores vestidos com coletes azul e laranja se dirigiram às crianças.

Sem medo, os alunos apressaram-se a responder às questões da formadora da Brigada Municipal de Ambiente e Protecção Civil. “Quem são os agentes da protecção civil?”, questionou. A força aérea, a força marítima, a força terrestre (exército), a polícia, o bombeiro, o médico do INEM e a Cruz Vermelha. Os mais pequenos identificavam as figuras à medida que elas apareciam nas projecções.

Entretanto o telefone toca. É hora de aprender que em caso de emergência se deve ligar para o 112. Os pais é que o devem fazer e “nunca se deve brincar com os bombeiros, nem nunca se deve ligar a brincar, porque pode estar outro menino a precisar deles”, acrescentou João Duarte que, com apenas 8 anos, mostrou que tinha a lição bem estudada.

Em caso de incêndio, Carolina Rocha, de 9 anos, já sabe o que fazer: “Fazemos uma fila indiana, o primeiro da fila é quem estiver mais perto da porta, vamos todos para o ponto de encontro (parque de jogos da escola) e depois as professoras têm de contar os alunos para ver se estamos todos”. “Mas não vamos a correr”, apressam-se a dizer os dois alunos. “Mete-se a camisola à frente do nariz e vamos a andar um bocadinho mais rápido”, esclareceu João Duarte.

Considerando a iniciativa “importante” Carolina revelou: “Agora já sabemos como agir, porque, se não, fazíamos tudo ao contrário e podíamos ficar presos”.

“Preocupados com a segurança” da comunidade escolar o director do Agrupamento de Escolas de Coronado e Covelas, José Magalhães, evidenciou a importância destas acções. “Aquando da construção destes edifícios, alguns deles centenários, é natural que não houvesse esta preocupação, muitos deles não estão preparados para situações de emergência, como um incêndio. No entanto, com estas acções nós pretendemos que os alunos saibam como proceder em caso de emergência utilizando as instalações que temos”, explicou.

Consciente deste problema, Teresa Fernandes, vereadora da Educação da autarquia, frisou: “Estamos a fazer esta campanha e outras no sentido de preparar as escolas para que nalguma eventualidade as crianças tenham primeiro a noção dos riscos e de como atenuá-los e como podem agir no caso de acontecer algum problema”. Estas acções pretendem ainda fomentar “a criação dos Clubes de Protecção Civil nas escolas”, acrescentou.

No final da formação, ouvidos atentos à campainha que tocou três vezes. É sinal de que algo se passa. Estava na hora de pôr em prática o que aprenderam. Os alunos fizeram fila e uns atrás dos outros, sem correr, seguiram para o parque de jogos da escola.