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Edição 643

Correio do leitor: Os malditos incêndios são uma grande tragédia no país

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O tema dos fogos ou incêndios de matas e florestas é um dos mais maltratados pela nossa Democracia, se não o mais mal tratado do país. Geralmente até finais do mês de outubro, mês que ainda “seca tudo”, o clima quente é propício a este triste flagelo, no qual não se vislumbra um final com castigos exemplares por estes malditos crimes.
Uma das principais razões para tanto fogo e incêndios é que, a partir da criação de uma época oficial de fogos/incêndios, muito conveniente para muitos interesses económicos instalados à volta desta tragédia, tem de haver fogos para que o sistema económico-financeiro flua. Para os agentes desta economia, certamente com muitos astuciosos de alta responsabilidade como intervenientes, a tragédia humana e social associada ao fogo é um mal menor?!. O que interessa é o financiamento do sistema. E esse financiamento é oficial, legal e sazonal: é a época oficial dos ditos fogos…! Os fogos parecem estar ao serviço das empresas e organizações que os apagam. A maior parte dos incêndios iniciam de noite, logo não é o calor, os vidros e a falta de limpeza das matas, – mas sim mãos criminosas com intenções de malvadez. A Força Aérea é que devia de estar no terreno no combate aéreo aos incêndios e não meios privados…
Infelizmente nunca nenhum governo atacou a sério o problema dos fogos. Desde há muitos anos esta tragédia enluta famílias, destrói casas, matas, animais, consome a nossa floresta, reduz a cinzas a Natureza de que tanto amamos. Os incendiários parecem ser praticamente todos deficientes, nada se pode fazer e a justiça é incapaz de castigar, de agir em conformidade como crimes violentos?!. Liberdade não é libertinagem! Estes casos têm de ser punidos exemplarmente, caso contrário anda-se a brincar com acontecimentos muito sérios. Os exemplos têm de vir de “justiça justa” e não indolente. As tragédias não se apagam e a esperança também não, chega de lágrimas comoventes de um povo humilde que perde tudo com este flagelo.
Todos os anos os canais televisivos pululam de imagens do fogo, do rebuliço dos bombeiros e do desespero das populações. O fogo é um grande negócio. Mais do que mito, são recorrentes os muitos relatos de aparatos incendiários ágeis. A mão humana é responsável por 99% dos fogos no país, o resto são cantilenas. Muitas conveniências lucram com a desgraça alheia até quando? As guerras têm o mesmo interesse… Não podemos aceitar que se use a pena suspensa para estes casos. Se repararmos no mapa dos incêndios, na maioria dos casos, são nas redondezas onde há pontos de abastecimento de água para helicópteros e aviões tipo “Canadair”, de que tanto se houve falar e vê no dia-a-dia na comunicação social.
Tempo merecido de férias para muitos e para outros portugueses é viver, 24horas por dia em sobressalto, no interior, a lutar pela vida e na defesa das suas casas, animais de criação, campos de cultivo, vinhas, frutos e olivais, Tudo transformado em cinzas de um momento para o outro. As pessoas ficam afetadas para o resto das suas vidas, só porque uns quantos incendiários/terroristas não têm sentido de humanos.
Tudo está dito, nada está dito… sobre a tragédia de Pedrógão Grande, que pode ter custado a vida a cerca de cem pessoas na maioria na “estrada da morte”. Foi um inferno de chamas que encheu de dor e luto o coração de muitos familiares. Desolação e luto no país, consternado, unido e solidário. Tudo correu mal e os responsáveis dificilmente serão punidos. Culpam-se uns aos outros e nada! Há dias fui visitar o fatídico local, que contém imensas flores de homenagem às vítimas nas bermas da estrada já alcatroada. É triste verificar vários concelhos tudo ardido, quilómetros de montes, casas, vinhas, pomares e serrações de madeira. Fui surpreendido por um painel, colocado perto de Pedrógão Grande, em que se lia:”Obrigado Povo Português. Vamos renascer das Cinzas”. Mensagem tocante e exemplar. Será que todos os donativos doados pelos Portugueses irão chegar na totalidade aos destinatários necessitados? Ou os malditos ventos irão empurrar os “Euros” para parte incerta!
Se o mal dos incêndios é conhecido e o diagnóstico está feito, porque não se tomam medidas necessárias para o minimizar? Ou com o mau exemplo que vamos convivendo todos os anos não somos capazes de aprender? É que os maus exemplos são como os bancos, há os bons e os maus… Portugal é pequenino e bonito, – mas a sangrar de incêndios todos os anos, amanhã somos como Pompeia, desaparece lamentavelmente, com mortes e perda de haveres. Este inferno porque terá mesmo de ser sempre?

Trofa, 7 de outubro de 2017
Firmino Santos

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Angariados “mais de 400 artigos escolares” para crianças carenciadas

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O Leo Clube da Trofa promoveu a Campanha “Escola Amiga”, com o intuito de recolher material escolar para doar a “famílias carenciadas”.

 

Reportagem completa para ler na edição 643 do jornal O Notícias da Trofa.

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Crónica: Chamem a polícia

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O sentimento de segurança para o comum cidadão é dos elementos fundamentais para o seu sentimento de bem-estar e os habitantes da Trofa só de forma tardia recebeu essa fundamental valência da presença do estado soberano.
A falta de policiamento na cidade da Trofa, acabaria por provocar na sua população um constante sentimento de insegurança, muito devido ao forte desenvolvimento da industrialização que gerava enormes dividendos financeiros, fazendo com que houvesse bastante dinheiro a circular. As FPs 25 acabariam por realizar dois assaltos na Trofa que renderam ao grupo terrorista vários milhares de contos, aproveitando dessa situação.
A Trofa praticamente desde tempos bastante remotos, sempre teve mais dificuldades se comparadas com outras localidades vizinhas para receber equipamentos fundamentais para a sua atividade diária, desde a instalação elétrica, rede de telefone, corporação de bombeiros, etc. etc. acabaria também por se estender essa dificuldade às forças policiais.
Contudo, em 1921, escrevia-se no Jornal de Santo Tirso, um apelo para a criação de um Posto da Guarda em Bougado, a Câmara Municipal de Santo Tirso estava empenhada para que isso fosse uma realidade, explanava a 29 de dezembro daquele ano nas páginas daquela publicação e ainda solicitaria apoio à Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado para ceder instalações para esse fim.
Relativamente a este assunto não houve mais informações na imprensa nas edições seguintes, tudo não terá passado de meras intenções, podendo servir de justificação para esse facto, possivelmente a falta de instalações, falta de investimento público, etc. etc.
A Trofa ficaria sem forças policiais durante bastantes décadas, recebeu os primeiros elementos de uma força policial, sendo efectivos da extinta Guarda Fiscal para sobretudo acompanhar o elevado movimento de mercadorias que as empresas internacionais iam realizando na Trofa para evitar contrabandos e descaminhos do seu produto como também de matérias primas fundamentais à sua laboração. A localização do seu posto era bastante próximo ao cruzamento do Catulo no centro da nossa cidade e a casa ainda existe no presente.
Só anos mais tarde, acabaria por chegar a Guarda Nacional Republicana ao nosso concelho, uma chegada atribulada com os primeiros elementos destacados ainda não terem o seu posto pronto e terem de ter o apoio das instalações da GNR de Santo Tirso.

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