A sociedade contemporânea atravessa os bulícios mais turbulentos da História da Humanidade. Os fundamentos que pareciam sólidos, em vários campos da compreensão da autenticidade que envolve a capacidade humana de entender, foram profundamente abalados. As teorias e princípios, outrora considerados como base de uma vida harmoniosa, ordenada, estável e previsível, sentem-se fortemente fustigados pelas ondas inversas.
A existência dos seres humanos encontra-se num fosso de desigualdades, injustiças sociais incessantes, cada vez mais débil. A moralidade dos seus atos é constantemente arremessada para fora de seu verdadeiro papel. A penúria dos desprotegidos devia dar-nos desencanto e lágrimas no nosso coração.
Há 2017 anos nasceu Jesus em Belém e surgiu a grande Festa do Natal, que celebramos com alegria todos os anos em Família. Maria deu à luz o anunciado Menino, que envolveu em panos e deitou numa manjedoura, porque a Família de Nazaré não encontrou melhores condições para se hospedarem. Junto estavam animais dóceis, dos pastores e foi adorado pelos sábios Reis do Oriente. Este é um acontecimento ufano, de simplicidade e transcendente aos humanos. Em 2015 visitei a Gruta de Belém, foi um momento de alegria e contemplação.
Crentes e não crentes associam-se a este espírito natalício, com base nas relações verdadeiramente fraternas entre pessoas de bom caráter. Natal sem Menino Jesus, não é Natal, mas sim – fingimento materialista. As canas agitadas dançam e fazem dançar as novas gerações por caminhos difíceis, sem esperança e num beco sem saída. Quanta angústia e sofrimento com espinhos! Só o calor humano pode ultrapassar o significado do Natal, que da origem humilde veio Jesus.
Ao longo de séculos, não melhores que o nosso Cristianismo foi deixando, pacientemente, marcas da sua fé nos Mistérios em que acredita: nas festas de júbilo, nos costumes, na arte, na contemplação da Natureza, na Luz que brilha, no amor do Homem pelo Homem. Os fracos e abatidos, os mais pobres e desprotegidos ocupam o centro da Boa Nova, anunciada com o nascimento de Jesus Cristo. O Natal é alegria, carinho, esperança num futuro melhor e devia ser festejado todos os dias da nossa vida, assim teríamos um Mundo nobre!
O Natal é o nascimento de Jesus e não o nascimento de um “velho de barbas brancas”, para fins publicitários, que arrasta ou endividamento de muitas pessoas em compras supérfluas, “o cenário” é que vamos voltar novamente à crise. Há vários anos a imagem do Pai Natal foi adaptada de S. Nicolau, que era um bispo amigo dos pobres, tudo repartia com eles no Natal e durante o ano. Cada macaco no seu galho. Sublimo a imagem do Pai Natal, uma imagem de divertimento para as crianças e não substituí-lo pelo nascimento de Jesus. A comunicação social infelizmente paganizou esta grandiosa festa natalícia em ateísmo, assim como outras relevantes.
A Família de Nazaré, com o magnífico exemplo, interpelou a história até aos dias de hoje e, continuará até aos fins dos tempos. O Natal irradia Paz, Amor, Luz e Vida para todo o Mundo, mas o homem persiste ofuscado, mergulhado no ódio e na vingança. Todas as casas nas varandas deviam conter a figura do Menino Jesus, traduzia um visual de mais alegria natalícia.
Desejo um Santo Natal e Feliz Ano Novo de 2018 para todos, que brilhe a Paz, Ânimo para o presente e muita Esperança no futuro que é de todos nós.

Firmino Santos