O Chega, partido representado na Assembleia da República por André Ventura, tem, desde este mês, um núcleo concelhio na Trofa. António Lourenço de Almeida Pinheiro é o responsável pela representação do partido no concelho, depois de ter tomado posse, oficialmente, no dia 18, num jantar realizado em Paredes.

“Apesar de ainda em estado embrionário, o núcleo trofense conta com um grupo de trabalho, que pretende, juntar, alavancar e dar voz aos anseios de todos trofenses, sejam eles, apoiantes ou simpatizantes do Chega, mas também toda a população em geral”, fez saber a estrutura, que se junta às também já oficializadas de Amarante, Maia, Matosinhos, Penafiel, Porto, Póvoa de Varzim, Santo Tirso e Vila Nova de Gaia.

A apresentação pública do núcleo ainda está em equação, devido à pandemia de Covid-19, mas está prevista acontecer em setembro.

António de Almeida Pinheiro referiu ao NT que aceitou o desafio de liderar o núcleo do Chega “não por sede de poder”, mas com o objetivo de “unir pessoas” que “pensam que estamos em tempo de obrigatória mudança”.

“Nunca fui político, nem filiado em qualquer partido político. Todavia, chegou a hora de dizer que sim a um partido, cujos ideais e cadeias orientadoras me identifico. E, foi simplesmente por essa razão que decidi ‘deitar mãos à obra’, unindo pessoas, quer militantes quer simpatizantes”, referiu o representante do partido, que garantiu estar “orgulhoso” do trabalho já feito na captação de seguidores da apologia política do Chega.

“Estou certo que os portugueses comungam com os ideais do Chega, no entanto, o clima de terror que tentam instalar no seio da comunidade, com a intoxicação de notícias pérfidas de que as pessoas que se enquadram com os ideais do Chega são fascistas, xenófobos e racistas, não passarão despercebidas. O nosso povo (e em cada dia crescemos) estará atento e mais tarde ou mais cedo, ostracizará esses mensageiros da desgraça. O que o Chega defende (e são princípios estatutários) é a defesa da democracia tendo sempre presente os princípios da dignidade humana”, acrescentou.

António de Almeida Pinheiro defende que a política do Chega passa por considerar que, “independentemente das crenças, etnias, cores ou raças, todos têm que ter direitos”, mas estes “só poderão existir direitos forem cumpridos os deveres”. “Caso contrário, a democracia ‘manca’ por inércia, iniquidade e desigualdade”, argumentou.

Numa mensagem direta à população da Trofa, o responsável pelo núcleo do Chega pediu mobilização para a “mudança”: “Existem políticos que vos prometem o céu e a terra, normalmente promessas inócuas. Temos ingerido o mesmo comprimido a cada mandato, apenas difere do genérico ou de marca. A Trofa ainda, e desde sempre é apenas conhecida pelo ‘Catulo’. Continua a ser uma cidade de ‘risco ao meio’, apenas fez uma correção à deriva de cerca de 40º (desnorteou de Famalicão para Santo Tirso). Depois acontece de tudo. É curioso monumentos megalómanos, desculpem, queria dizer gastos incomensuráveis e inúteis. Lembro-me do monumento fabuloso que vertia água e expelia fumo. Agora expele o fumo por onde devia brotar a água, até um dia destes cair de vetusto. A Trofa não pode ser isto, terá que mudar e proporcionar aos seus habitantes a qualidade a que têm direito. Vamos todos exigir a mudança, e esta será tão célere quanto os Trofenses merecem”.