Às 10 horas do dia 20 de maio de 1875, chegaram à estação do Pinheiro (Campanhã), no Porto, Suas Majestades (D. Luís e D. Maria Pia), precedidas por vários ministros, damas da rainha, oficiais às ordens e uma escolta de cavalaria, fazendo-lhes guarda de honra um esquadrão de cavalaria…

Logo Suas Majestades tomaram lugar na tribuna onde os aguardavam autoridades civis e militares, cônsules e convidados, o Prelado da Diocese (do Porto) procedeu à bênção da máquina nº.1(Porto), que tinha na frente as armas portuguesas e ao lado as bandeiras de Portugal e Itália. Após esta bênção, foram benzidas também as máquinas nºs 2 e 3, após o que a guarda de honra tocou o hino de El-Rei.

Às 11.15 horas, partiu o comboio, puxado pela máquina nº 1 (Porto), no meio de aclamações de enorme multidão de enorme multidão. Meia hora depois, partiu outra máquina, tirando 16 carruagens em que eram transportados, imprensa, entidades oficiais…

À passagem por São Romão do Coronado, tocava uma banda de música e era extraordinária a concorrência.

Na Trofa, estava preparada uma grande receção a Suas Altezas Reais e respetiva comitiva que, à chegada, foram recebidos por uma “filarmónica” e muito povo…

À uma da tarde, deu entrada na estação de Braga o comboio real, onde o esperavam as ilustres e prestigiosas figuras de Braga e muito povo. Foi feita uma guarda de honra pelo Regimento de Infantaria nº 8 e por um esquadrão de cavalaria.

Seguiu-se um extenso cortejo em direção à Catedral da cidade.

Depois de um solene “Te Deum” na Sé Arquiepiscopal e servido um “vinho de honra”, cerca das 5 da tarde foi o regresso à capital Invicta, onde a chegada se verificou por volta das 7 horas da tarde.