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Edição 759

Colheitas de sangue em Ribeirão para reforçar reservas hospitalares

A Associação de Dadores de Sangue de Vila Nova de Famalicão vai promover uma colheita de sangue, em Ribeirão, no domingo, 20 de fevereiro, entre as 09h00 e as 12h30.

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A Associação de Dadores de Sangue de Vila Nova de Famalicão vai promover uma colheita de sangue, em Ribeirão, no domingo, 20 de fevereiro, entre as 09h00 e as 12h30.
A iniciativa decorre na EB 2/3, com o apoio do núcleo da Cruz Vermelha, Junta de Freguesia, Associação Adoptar e agrupamento de escuteiros local.
A colheita é realizadas pela equipas destacada pelo Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) e é aberta à população em geral.
Para ser dador de sangue basta ter entre 18 e 65 anos – o limite de idade para a primeira dádiva é os 60 anos – e ter peso igual ou superior a 50 quilos.
As pessoas candidatas à dádiva que tenham tido Covid-19 devem aguardar 14 dias após a recuperação para darem sangue, enquanto os vacinados contra com vacinas da Pfizer e da Moderna, que antes tinham de esperar sete dias, podem doar de imediato, desde que se “sintam bem e estejam assintomáticos”.
Recorde-se que a FEPODABES, Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue, renovou o apelo para que todos os potenciais dadores façam uma dádiva, uma vez que continua a ser necessário reforçar as reservas dos hospitais.
O presidente da instituição, Alberto Mota, sublinhou são necessárias cerca de 900 a mil unidades de sangue todos os dias .
Os grupos sanguíneos mais afetados são o “O positivo”, “O negativo”, “B negativo“, “A positivo” e o “A negativo”.

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Edição 759

Escrita com Norte: Mais rápido a pensar do que a falar

Nessa altura havia “peregrinações” a um eucalipto (sim, um eucalipto), localizado próximo da Trofa, que miraculosamente libertava fumo, e denso.

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Quando penso naquilo que eu possa ter de bom como pessoa (poucas coisas), agrada-me crer, que talvez tenha absorvido a maior (ou uma das maiores) riqueza transmitida pelos meus pais, principalmente o meu pai, o Sr Augusto Calheiros. Não foi nenhuma herança material, que também me iria saber bem e me permitiria “assassinar” o despertador, mas foi sim o despertar do pensamento, questionando as coisas e pesquisando, para melhor fundamentar as minhas posições. Na essência, ser capaz de pensar pela minha própria cabeça e não me deixar arrebanhar pela maioria (com a excepção daquele ano, no Ciclo Preparatório, em que eu e mais de meia turma andávamos atrás da mesma miúda).
O Sr Augusto Calheiros, para me mostrar que essa seria a melhor postura, mostrou-me a outra face! Assistimos a uma sessão da Assembleia da República, em que um alto responsável da Nação respondia “Não”, pela nobre e justificada razão do outro alto responsável da Nação ter antes dito “Sim”, seguindo-se um cacarejar, que rapidamente transformou um local de supostas argumentações sérias, num verdadeiro galinheiro, com a desvantagem dos deputados não porem ovos (que nem precisariam ser de ouro). No final fui levado a um café onde se discutia futebol.
Cada um dos intervenientes justificava as suas opiniões com um sólido e fundamentado “Porque sim” ou “Porque não”, não raras vezes seguido de um “Tu não percebes nada!”!
Estas discussões a que assisti, apesar de cenicamente impressionantes, se tivesse que fazer um sumo das mesmas, nada sairia… eram conversas “secas”.
Dias depois, quando o questionei sobre a “Fé”, sobre se esta era mais forte e se tinha mais sentido que a “Razão”, o Sr Augusto Calheiros apenas me disse: – Anda daí!
Nessa altura havia “peregrinações” a um eucalipto (sim, um eucalipto), localizado próximo da Trofa, que miraculosamente libertava fumo, e denso. Lá chegados, e com os olhos bem abertos, vimos o óbvio, o eucalipto em vez de libertar fumo era sobrevoado por milhares de mosquitos! Ao meu lado alguém rezava e perguntei:

– Está a rezar pelos mosquitos?

– Quais mosquitos, menino? – respondeu-me a senhora com uma pergunta, enquanto mascava umas ervas.
Regressei a casa intrigado com a possibilidade da fé poder cegar!
Na prateleira do móvel da sala, algures entre os “Miseráveis” e um livro de receitas que tinha um bolo de iogurte muito bom, estava a descansar a “Bíblia”. Acordei-a e passei as semanas seguintes a lê-la. Fiquei a saber que os milagres terminaram com a morte dos apóstolos e preocupei-me com a senhora que rezava aos mosquitos! Seriam alucinogénias as ervas que a senhora mascava?
De onde viria aquela fé? O meu pai levou-me a uma igreja para assistir a uma missa.
Algumas das coisas que ouvi durante a cerimónia e alguns dos rituais encenados durante a mesma, que toda a gente absorvia como verdade, contradiziam o que tinha lido no livro que estava pousado no altar. Concluí que a manipulação da fé das pessoas, por uns, podia facilmente levar à construção de santuários onde mosquitos voam à volta de eucaliptos!
Mais tarde, perguntei ao meu pai sobre o “Politicamente correcto”.

– Isso vais descobrir por ti! – respondeu-me.

Com o passar dos anos e com a percepção que fui adquirindo da vida e dos outros, apercebi-me de que uma minoria (descubram qual) ditou a forma de pensar, mascarando lobos com pele de cordeiros e o contrário, condenando quem se atreve a discordar e a sair desta forma balizada de pensamento. Para muitas pessoas essa limitação foi um alívio que lhes deu mais tempo para novelas e “Big Brothers”. Afinal a forma correcta de pensar já está decretada, basta ler o “Manual do Politicamente Correcto”.

Todos os dias desperto e tento ser digno do título desta crónica e todas as noites deito-me com níveis razoáveis de insucesso.

*Texto dedicado ao meu pai, que completou 76 anos no dia 12/02.

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Memórias e Histórias da Trofa – Centro Republicano Heliodoro Salgado II

Conforme descrito na crónica passada, haveria certamente mais para pesquisar sobre este assunto até então esquecido na história da Trofa.

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Conforme descrito na crónica passada, haveria certamente mais para pesquisar sobre este assunto até então esquecido na história da Trofa.
O trabalho de historiador é um pouco como descobridor de tesouros, pegando nas pontas soltas do tempo e encontrando novos caminhos e novos pedaços da história e identidade da sua comunidade.
Um evento que teve bastante eco na imprensa nacional que estava próxima ao Partido Republicano, porque era mais um dos passos para a propagação do republicanismo em que, segundo os autores das várias crónicas da imprensa, era algo que era previsível de acontecer atendendo ao elevado número de republicanos na Trofa.
Uma referência para que um dos elementos da comissão do próprio núcleo ser o seu irmão Augusto Salgado, ele próprio figura do 31 de Janeiro, como o seu irmão Heliodoro Salgado, que teve de se exilar no Brasil, fazendo, inclusivamente, parte do núcleo de refugiados lusos em Espanha. Analisando esta situação, é de fácil perceção que a família Salgado esteve sempre próxima dos trofenses com contactos com a comunidade local, contrariando a versão mais comum da história que alega que tinham saído deste burgo numa fase bastante prematura.
Além do discurso do Ministro do Trabalho, que foi referido anteriormente, figura que muito deu à República e que inclusivamente foi “Primeiro Ministro”, discursaram outras figuras do regime republicano, nomeadamente deputados e também professores que se destacavam pelo seu papel na imprensa escrita, defendendo a República com grande entusiasmo. Alusão para Camilo de Oliveira.
Um momento que não teve somente a presença dos trofenses, mas também de vários elementos das comunidades vizinhas, em que se elogiou a entrega dos trofenses à causa republicana. Nomeadamente no discurso de Dr. Júlio Gomes dos Santos, que era antigo administrador do concelho de Santo Tirso e que, nas horas de aperto das mudanças políticas republicanas, contou com o apoio de trofenses para o proteger das rivalidades de elementos de fações contrárias que naquele momento estavam num crescendo.
O próprio ministro Dr. José Domingues dos Santos irá referir a luta dos trofenses contra a ditadura de Sidónio Pais destacando a sua irreverência e capacidade de luta.
Por último, perante o que tem sido argumentado, é percetível que as lutas políticas, desde uma fase prematura, estiveram presentes na identidade dos trofenses, que rapidamente aderiram à causa republicana e não se deixaram levar por sentimentos por antigos regimes.
Mesmo nos momentos críticos, mantiveram-se fiéis ao regime republicano, demonstrando serem defensores dos ideais: igualdade, liberdade e fraternidade.
Assim, termina-se o escrutínio a um dos importantes eventos da história local, resgatando do tempo memórias, histórias, figuras e, por fim, momentos.

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