Colégio da Trofa promoveu a primeira festa de finalista do Ensino Secundário. Iniciativa juntou alunos, pais e responsáveis do estabelecimento numa quinta em Santo Tirso.

“O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas sim na intensidade com que acontecem”. A citação de Fernando Pessoa serviu para que Patrícia Pereira expressasse o pouco, mas bom tempo que passou no Colégio da Trofa. A frase foi proferida durante a entrega de diplomas aos primeiros finalistas do Secundário do estabelecimento de ensino. “Bastaram apenas dois anos de convívio para que se criassem fortes laços de afeto, relações que ficarão, indelevelmente, marcadas nas nossas vidas”, disse com um peculiar poder comunicativo, que prendeu colegas e convidados, que marcaram presença na festa promovida pela escola na Quinta Ferreirinha, em Santo Tirso.

Mas a cerimónia começou com uma missa na Capela de Nossa Senhora das Dores, respeitando as origens do estabelecimento, em tempos denominado Externato de Nossa Senhora das Dores.

Raparigas com vestidos elegantes de todas as cores e rapazes cumprindo o protocolo com fatos escuros, um pouco à margem do que preferem para o dia a dia, encheram a Capela para assistir à eucaristia. Depois, nada foi deixado ao acaso e até a chegada dos alunos ao palco da festa foi em grande.

As limusines foram apenas um pormenor no universo de glamour que os jovens e outros convidados encontraram na quinta.

 

 O trabalho desenvolvido pelos jovens das quatro turmas de 12º ano foi distinguido com a atribuição de diplomas. Este momento ficou carregado de simbolismo, com os discursos emotivos proferidos por alunos e professores. Patrícia Pereira nunca esquecerá “o apoio incondicional que professores, amigos e direção” emprestaram durante os dois anos que está a estudar nesta escola. “Eu só faço parte da comunidade escolar do Colégio a partir do 11º ano e senti uma grande mudança relativamente à escola pública, que é um bocadinho mais distante. Aqui sabemos os nomes uns dos outros e tratamo-nos todos como amigos”, afirmou.

A aluna, que quer seguir Medicina, sentia “uma honra” por participar na primeira festa de finalistas do 12º ano do Colégio. Juliana Carneiro também quer seguir o mesmo curso e vai candidatar-se a um lugar na Universidade do Minho. A aluna também confessou gostar “muito” de estudar no estabelecimento e elogiou o profissionalismo dos docentes: “Os professores são muito competentes e eu gosto muito do trabalho que estão a desenvolver connosco e no acompanhamento que nos dão ao longo do ano e para os exames”.

Manuel Pinheiro, diretor pedagógico do Colégio da Trofa, não escondia a satisfação pelo sucesso da iniciativa: “É uma festa que mereceu a adesão de quase cem por cento dos alunos e pais e estamos muito satisfeitos. Acho que decorreu com muita dignidade e é motivo de grande orgulho vermos a felicidade que vai nestes nossos jovens alunos e nas suas famílias”.

“Desde a primeira hora” que tomou conta dos destinos do estabelecimento que a direção pretendia apostar no Ensino Secundário, estratégia que se revelou “absolutamente conseguida”. “Temos já quatro turmas em cada ano de escolaridade, ou seja, estamos no limite da nossa lotação e cada vez temos mais procura neste nível de ensino, pelo que estamos no caminho certo”, revelou.

A festa prolongou-se pela noite dentro e trouxe muita música e animação aos alunos que, agora, têm que se empenhar para os exames nacionais.

 

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