O CEAT garantiu a subida à 1.ª Divisão Nacional de Polo Aquático e espera conquistar o título de campeão da 2.ª Divisão Nacional, no jogo deste domingo, pelas 14 horas, na piscina municipal da Senhora da Hora, em Matosinhos.

“Convido todos os trofenses, amigos do clube e da cidade a irem ver um jogo de polo aquático, uma modalidade diferente, muito estimulante e muito agradável”. O convite é feito por Paulo Borges, treinador da equipa sénior masculina do CEAT – Clube Estrelas Aquáticas da Trofa, que no domingo, 12 de abril, garantiu a subida à 1.ª Divisão Nacional de Polo Aquático, ao vencer o Coral por 14-10.

Pelo CEAT marcaram Bruno Sousa (4), José Saraiva (1), Nuno Alexandre (4), Filipe Fernandes (1), Diogo Sousa (2) e André Pereira (2). O CEAT venceu a equipa alentejana com os parciais 2-3, 2-1, 5-6, 1-4.

A equipa está em 1.º lugar, com 12 pontos, com três pontos de vantagem sobre o 2.º classificado, Coral, quando faltam dois jogos. Este domingo, pelas 14 horas, o CEAT recebe, nas piscinas da Senhora da Hora, o Fluvial B e, se vencer, conquista, matematicamente, o título de campeão da 2.ª Divisão Nacional. “É mais um motivo para festa. Gostávamos de ter o recinto da piscina cheio de público e a vibrar connosco. Ao mesmo tempo temos outro objetivo: acabar a época só com vitórias”, contou.

Para Paulo Borges esta está a ser uma época de “estreia completa”, uma vez que é o primeiro ano que o clube tem uma equipa no escalão sénior masculino. “O ano passado tínhamos uma equipa sénior feminina, que entretanto acabou, e os juniores masculinos. Como a época de juniores masculinos correu muito bem, decidimos arrancar com alguns desses juniores, que passavam a seniores este ano, para uma equipa sénior, para dar continuidade ao trabalho que estava a ser feito na formação”, recordou o técnico, explicando assim o “nascimento” da equipa sénior masculina.

Uma estreia no escalão que, para si, “superou bastante todas as expectativas”, pois, apesar de “sempre esperar” conseguir a subida à 1.ª divisão nacional, sabia que ia ser “um objetivo bastante difícil”.

Além dos jogadores do escalão júnior, a equipa conta com “alguns jogadores de outros clubes”. Paulo Borges afirma que os jogadores são “muito novos”, sendo “seniores de primeiro ano ou ainda juniores”, classificando-a como “uma equipa muito nova”.

 

Época com “muitas dificuldades logísticas”

O facto de a equipa trofense ter que treinar e jogar na piscina municipal de Senhora da Hora implica “muito as dificuldades logísticas”, porque, “todos os dias, quase todos os jogadores têm de fazer uma deslocação de 50 quilómetros, no mínimo, com todos os custos físicos, pessoais e monetários”. “Treinar, chegar a casa sempre perto as 23.30 horas e no dia seguinte ir para as aulas ou trabalhar é muito complicado e é um esforço brutal. Como é óbvio isso afeta e é um desgaste muito grande. Só quem tem mesmo amor à modalidade e com muita vontade e sacrifício é que consegue superar”, mencionou, salientando que a subida à 1.ª divisão nacional acaba por ser “o reconhecimento desse esforço”.

O CEAT começou a época a treinar na piscina do CPN, em Ermesinde, mas em dezembro “a piscina deixou de ter condições para a prática de treino regular”, o que obrigou o clube “a bater às portas para treinar noutro sítio”. “Felizmente, o Centro de Desporto da Universidade do Porto, que é um clube da primeira divisão, recebeu-nos e abriu-nos as portas para treinarmos ao mesmo tempo que eles”, referiu.

O facto de treinar e jogar na Senhora da Hora é, na opinião do técnico, o motivo para a “muito difícil divulgação da modalidade” na Trofa. “É uma modalidade bastante diferente, muito bonita e muito exigente a nível físico. Quem não conhece a modalidade e vai ver a primeira vez, o que mais cativa num jogo é a exigência física que os jogadores têm de ter”, concluiu.