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Um aterro em zona de Reserva Ecologica Nacional e em Reserva Agricola, na freguesia de Guidões, paredes meias com a Ribeira da Aldeia motivou os protestos da CDU da Trofa que em requerimento enviado à autarquia, quer saber se aquela intervenção foi legalizada Camara da Trofa

Os comunistas criticam ainda o facto de a lei não ser igual para todos já que esta situação origina aquilo a que chamam “desigualdades” , porque “há pessoas que têm terrenos junto ao ribeiro e que não podem construir e ao permitir uma situação destas a esta empresa está a criar a possibilidades de uns poderem fazer quando outros não podem”, ressalvou Atanagildo Lobo..
A CDU enviou, , um requerimento à Câmara Municipal da Trofa a questionar sobre a urbanização que considera violadora do PDM e a exigir a reposição da legalidade. Jaime Toga realça que a única medida a tomar passa pela remoção das terras que foram movimentadas para junto da margem do ribeiro da Aldeia. Atanagildo Lobo, membro eleito nas listas da CDU na freguesia de Guidões denunciou a movimentação de terras a larga escala que está a ser feita por uma empresa privada em zona de Salvaguarda Estrita da Reserva Ecológica Nacional e em terrenos de Reserva Ecológica Nacional, na margem do Ribeiro da Aldeia. O alerta foi dado pelo comunista na ultima reunião da Assembleia daquela freguesia onde apresentou um protesto que acabou por “ser chumbado com tres votos contra do PS e abstenções do PSD e restantes eleitos do PS”, o que acabou por inviabilizar que a proposta fosse mais além.

Numa visita ao local, acompanhados dos jornalistas de vários órgãos de comunicação constatou-se que a movimentação de terras foi realizada na margem esquerda do Ribeiro da Aldeia, junto à Estrada Nacional 104, um afluente do Rio Ave e que está apenas a 50 metros deste. No local foi construído há mais de um ano um pavilhão, que posteriormente terá sido vendido a uma empresa privada que está agora a fazer a movimentação de terras. “Não contestamos a construção do pavilhão já que está conforme as regras do Plano Director Municipal (PDM) em vigor. O problema reside nos trabalhos que se seguiram já que em Dezembro houve uma movimentação de terras que alarga a zona envolvente do pavilhão e ocupa cerca de 3.000 metros quadrados de zona de Reserva Ecológica Nacional até à margem do curso de água”, o que segundo Atanagildo lobo, “vai contra as leis do PDM”.