S. Pedro não facilitou os desfiles de Carnaval e por essa razão a comissão de festas de S. Bartolomeu decidiu adiar o desfile uma semana. Com bom tempo, mas poucos foliões, o corso percorreu as ruas de S. Romão do Coronado.

O baile de Carnaval com atuação do Grupo Mistura Fina e a tasquinha de bebidas e petiscos no S. Gonçalo foram as atividades que a comissão de festas de S. Bartolomeu já tinha desenvolvido, no dia 1 de março, para reunir fundos para a tradicional festa de agosto.

Para o desfile carnavalesco, a chuva adiou a saída dos foliões à rua e por isso mesmo em S. Romão do Coronado apenas houve festa no domingo, dia 9 de março. Poucos, mas divertidos, os participantes deram graça e cor à freguesia, seguindo-se o habitual leilão de oferendas.

Os prémios foram distinguidos entre individuais e coletividades. Nestas, os vencedores foram os mais pequenos da Escola de Fonteleite, seguidos da Escola da Portela e, em 3º lugar, o Rancho. Na categoria de individuais, a Família Cunha, que já habituou à originalidade, ganhou pelos “Sem-abrigo” e em 2º lugar ficou a “Tasquinha da avó Lulu”.

O juiz da comissão de festas, Manuel António Costa, referiu ao NT que “não houve alternativa senão adiar o desfile para o primeiro domingo da Quaresma”, o que “fez com que muitas pessoas desistissem de desfilar”. “Faltaram quase metade das coletividades inscritas. Hoje tivemos apenas as duas escolas primárias de S. Romão e o Rancho, além dos individuais”, afiançou.

Também o leilão foi mais “magro” que em anos anteriores. “Essencialmente, ofereceram produtos que as pessoas já têm em suas casas, nomeadamente garrafas de vinho. De igual forma sentimos mais cautela nas ofertas. As pessoas lançaram valores mais baixos, mas não deixaram de participar. É um reflexo da crise económica que atravessamos”, frisou Manuel António Costa.

A atual situação financeira do país vem dificultar em muito o trabalho destes grupos, que não querem que as tradições acabem. Muita vontade e trabalho são determinantes para levar a cabo estas iniciativas, por isso a comissão de festas de S. Bartolomeu está a planear mais atividades, como uma excursão a Fátima, a apanha do porco, uma noite de fados, o sarrabulho e o passeio a Samil.

“Estamos a apertar o cinto e isso obriga-nos a cortes, como é óbvio. Tentamos não tirar qualidade, mantemos um cartaz de quatro dias, mas em vez de trazermos um cantor famoso que esteja sempre a passar na televisão, optamos por um cantor igualmente bom, mas com menos visibilidade. Vamos acreditar e tentar que as festas continuem a ser uma realidade”, concluiu.