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Ano 2011

Câmara atribui subsídios a 20 colectividades (C/ Vídeo)

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Autarquia trofense assinou contratos-programa com duas dezenas de associações do concelho para atribuição de subsídios. Colectividades atestam que verbas não são suficientes, mas compreendem as restrições orçamentais.

A Associação Recreativa e Desportiva do Coronado (ARDC) tem cinco anos de existência. Desde então que trabalha na ocupação dos tempos livres de jovens de S. Romão do Coronado e do concelho. Nunca tinha recebido “apoio monetário” por parte da Câmara Municipal da Trofa até quinta-feira, 24 de Fevereiro. Esta e outras colectividades assinaram, pela primeira vez, contratos-programa com a autarquia.

Ao todo, foram 20 as associações culturais, recreativas e desportivas que receberam um subsídio e ganharam um novo fôlego numa altura de dificuldades. Na reunião com as colectividades, a presidente da autarquia, Joana Lima, fez questão de frisar que apesar de os valores serem baixos, este é um “esforço acima das possibilidades da Câmara”. Esta política não escapou à contenção orçamental e algumas colectividades viram o subsídio sofrer “um corte de 40 por cento”.

A autarca explicou que os subsídios são entregues às colectividades “que tenham um plano de actividades delineado”. Como a ARDC, também os Ranchos Folclóricos de Alvarelhos e de S. Romão se estrearam na assinatura dos contratos-programa. No entanto, as reacções não foram as mesmas.

Laurinda Rodrigues, presidente do grupo alvarelhense, considerou que o subsídio “é muito pouco” para aquilo que necessita. “Precisamos de transportes caros, porque ainda há pouco tempo recebemos um convite para Luxemburgo e tivemos que recusar. Embora façamos várias iniciativas para angariar fundos, o dinheiro não chega, porque temos uma sede que é uma casa alugada, pagámos aos tocadores de concertina e a um ensaiador”, explicou.

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Opinião contrária tem Alina Paredes, presidente da ARDC, que salientou: “Ficamos muito orgulhosos pela Câmara ter reconhecido o trabalho desenvolvido com os jovens de S. Romão e do concelho em geral. O que a maior parte das pessoas diz, que é pouco, para nós vem de muito boa vontade”. É o que também pensa Isabel Paiva, presidente do Rancho de S. Romão do Coronado: “É sempre importante. São verbas que, mesmo sendo poucas, o Rancho vai precisar imenso”.

Depois de apelar ao apoio para o Clube Académico da Trofa (CAT), Mário Moreira viu assinado um contrato-programa que vai permitir ter uma época mais calma. O presidente do emblema que desenvolve a modalidade de voleibol considera que “o subsídio nesta crise é sempre uma grande ajuda” e “mesmo pequeno é aceite de bom grado”.

A vereadora Teresa Fernandes explicou que “este esforço da autarquia é uma forma de reconhecer o trabalho das associações”. “Reconhecemos que este valor é insuficiente para o trabalho que elas têm desenvolvido, mas penso que compreendem, até porque a realidade é que estamos a viver momentos difíceis”, acrescentou a vereadora.

No encontro com as associações, a presidente da Câmara deu conta da “possibilidade” de a Câmara Municipal recorrer ao “reequilíbrio financeiro”, o que torna estas ajudas às associações “um esforço suplementar”.

Ao recorrer a esta medida, a Câmara Municipal coloca o concelho nas mãos do Governo para aliviar a situação de endividamento. Apesar de tudo, as associações que desenvolvem actividades significativas ganharam fôlego para atravessar um ano cheio de dificuldades.

Já esta quinta-feira a autarquia assina contratos programa com mais algumas associações prevendo-se que volte a fazê-lo com outras nos próximos meses.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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