Assinatura de contrato de financiamento para a requalificação dos parques que a Câmara assina esta quinta-feira é “a concretização de mais uma importante fase deste projeto”.

É mais um passo para a concretização de um dos maiores projetos no concelho. Esta quinta-feira, 18 de agosto, pelas 17 horas, a Câmara Municipal da Trofa vai assinar o contrato de financiamento, no âmbito da candidatura PRU (Parcerias para a Regeneração Urbana), que visa a requalificação dos parques Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro.

Juntamente com a autarquia, assinará o contrato a Comissão de Coordenação e Desenvovimento Regional do Norte (CCDR-N), as empresas municipais TrofaPark e Trofáguas e a AEBA (Associação Empresarial do Baixo Ave.

“A concretização de mais uma importante fase deste projeto, que será uma realidade em breve, para benefício de todos os trofenses”. Esta é a convicção de Joana Lima, presidente da autarquia, acerca da assinatura do contrato de financiamento.

A requalificação dos parques da cidade é encarado pelo executivo trofense como “mais um complemento fundamental às várias iniciativas turísticas, culturais e de promoção da natureza, que têm vindo a ser desenvolvidas no concelho com o intuito de potenciar e consolidar a qualidade de vida de toda a população”.

Com um investimento previsto de quase dez milhões de euros, cujos 80 por cento são financiados por fundos comunitários, esta obra constitui um dos projetos de maior relevo realizados no concelho da Trofa.

Para além da união dos dois parques, que permitirá a constituição de uma praça em frente à Capela de Nossa Senhora das Dores, a obra prevê a criação de novos acessos, redes de percursos, áreas relvadas, um anfiteatro natural, um parque infantil, circuitos de fitness e manutenção para a promoção de atividades desportivas de recreio e de lazer.

No projeto vislumbra-se também uma concha acústica e dois coretos, que vão proporcionar a realização de espetáculos musicais, de teatro, de dança, ou de outras manifestações artísticas.

Segundo a autarquia, “a construção de um edifício de apoio às atividades do Parque tornou-se fundamental numa ótica de otimização de serviços e recursos e na promoção e gestão do Parque”. Nele estão concentrados “serviços, de carácter social e económico”, que o tornará “um equipamento indispensável, garantindo proximidade e facilidade de acesso aos serviços disponibilizados”, acrescenta o executivo.

A entrada para o edifício faz-se pela Rua Padre Joaquim Pedrosa, tornando-se este impercetível do adro da capela, através da sua cobertura ajardinada.

No edifício estarão congregadas as atividades de apoio e direção do Parque, atividades de índole social e económica. “As infraestruturas de apoio às festas em honra de Nossa Senhora das Dores não foram esquecidas estando prevista a instalação de um espaço afeto à Fábrica da Igreja Paroquial da freguesia de São Martinho de Bougado”, refere a autarquia.

O projeto contempla ainda um parque de estacionamento subterrâneo, com cobertura ajardinada, com capacidade para 152 lugares.

Está igualmente previsto o reordenamento viário e o reperfilamento e repavimentação dos arruamentos adjacentes, revitalizando e melhorando os acessos no centro da cidade.

 

Dar vida ao Parque

Criar equipamentos e edifícios de apoio às diferentes atividades programadas para o parque, convergindo para o princípio da sustentabilidade ambiental e eficiência energética é um dos objetivos deste projeto, que a autarquia acredita ser capaz de “constituir um espaço de excelência e afirmar uma nova identidade da cidade e do concelho”. Para além disso, poderá ser a “baixa” comercial da cidade, um polo de serviços administrativos e um espaço de apoio social.

Recorde-se que o programa de ação “Requalificação Urbana dos Parques Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro” foi aprovado no âmbito do instrumento política PRU, inscrito no Eixo IV – Qualificação do Sistema Urbano, do Programa Operacional Regional do Norte. A obra está orçada em mais de 9,3 milhões de euros, cujo financiamento de fundos estruturais europeus corresponde a 80 por cento e a restante a contrapartida local.

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