Cerca de 300 pessoas encheram a cave das instalações da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa para um jantar de Natal.

As tradicionais batatas cozidas com o bacalhau foram a ementa da noite de sábado, 17 de dezembro, que também contava com uma panóplia de sobremesas de fazer crescer água na boca. Umas mais originais que outras – um bolo com miniaturas de veículos e equipamentos de bombeiros – todas estavam reservadas aos convidados da noite, que não eram apenas soldados da paz, mas também funcionários da AHBVT, diretores e familiares.

Este ano, o jantar trouxe presentes para as crianças, mas também para a corporação. Depois do Rancho Folclórico da Trofa cantar as Boas Festas, a Academia de Bacalhau de Braga/Minho ofereceu um aparelho medidor de sinais vitais, que “vai reforçar o equipamento na prestação de socorro pré-hospitalar e que vem trazer um serviço de maior qualidade, com maior prontidão”, afirmou o presidente da associação, Pedro Ortiga.

João Pedro Goulart, comandante da corporação de bombeiros, complementou, afirmando que a equipa “tinha necessidade deste equipamento”, que vai melhorar “a avaliação de sinais vitais na interligação que tem na passagem de dados para o Centro de Orientação de Doentes Urgentes”. Apesar de ver colmatada mais uma lacuna no que respeita a equipamentos, o comandante dos Bombeiros da Trofa assinalou que ainda faltam preencher outras, como o veículo de combate a incêndios, cujo processo de aquisição já está a ser preparado, via fundos comunitários do QREN, e apetrechamento de fardamentos.

Sobre o jantar, Pedro Ortiga afirmou que “para além de cumprir uma tradição antiga da associação, esta é uma festa de família,de voluntários, funcionários e diretores, que trabalham dia a dia e que hoje (sábado) se juntam para confraternizar”. “É também uma forma de agradecer àqueles que, não prestando serviço de forma direta, acabam por nos acompanhar, permanecendo em casa muitas vezes sem a sua família, porque estão ao serviço público”, frisou.

João Pedro Goulart considera que “a ceia de Natal permite a reunião da família e proporciona o convívio ao nível das gerações”. Mas durante o convívio, o bem-estar e a segurança da população nunca esteve em causa. “Estamos sempre operacionais”. A prova estava mesmo à porta das instalações dos Bombeiros, com a central de comunicações ocupada por um bombeiro, e na estrada com ambulâncias em serviço.

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