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Cerca de quatro horas e meia foi o tempo que demorou a última Assembleia Municipal da Trofa de 2005.

 

 

Em discussão no período da ordem do da estavam assuntos como o plano Plurianual de Investimentos e orçamento para 2006 e a eleição dos presidentes de junta que irão representar a Assembleia Municipal nos diversos conselhos municipais.

Mas o período mais polémico da noite foi o período antes da ordem do dia com a votação da acta da última reunião extraordinária a ser criticada pela oposição. Jaime Toga, representante da CDU na Assembleia municipal criticou o facto de “na votação da proposta para a composição do conselho geral da Trofaguas, houve na última Assembleia e é muito estranho que esta acta seja omissa quanto às intervenções que aqui foram feitas relativamente a este ponto e se se recordam os senhores eleitos na última Assembleia esse foi dos pontos que gerou mais discussão e mais intervenção do maior número de membros desta Assembleia. Eu solicitava que para poder votar a favor desta acta que pelo menos fossem transcritas, e a mesa assumisse connosco o compromisso, que fossem transcritas as intervenções de dois eleitos do PSD, nomeadamente do Sr. Tiago Vasconcelos e do Sr. Alberto Maia a intervenção do Sr. Magalhães Moreira do PS e a minha própria intervenção neste ponto”.

Alberto Maia, enquanto representante da Mesa da Assembleia afirmou queas actas têm de transcrever aquilo que é o mais relevante. A mesa transcreve para esta acta aquilo que se acha mais relevante. No entanto e, naturalmente consideramos oportuna a sua intervenção, tem a sua opinião e isso respeitamos. Sugerimos outra metodologia que é que se faça, eventualmente alguma correcção. Agora estar a rever tudo e os resultados, teríamos de voltar novamente à votação e eu não acho o mais correcto”.

Jaime Toga voltou a intervir e a não concordar com a explicação e exigiu à mesa que a acta fosse alterada sob pena de votar contra a sua aprovação.

POR seu lado Magalhães Moreira, do Partido Socialista também não concordou com o mesmo ponto da acta afirmando que “ a questão que o membro da CDU levantou não devia sequer merecer discussão. As actas são para traduzir a realidade.

De facto a situação não é de menos importância e é fundamental que a verdade fique espelhada nas actas”, asseverou.

Para por um ponto final nesta polémica Daniel Figueiredo, presidente da Mesa da assembleia sugeriu, “para não criar susceptibilidades e para ser transparente mesa ficaria com isso em carteira e para a próxima reunião traria a acta para ser aprovada”.

Ultrapassado este assunto Jaime Toga, e ainda no período antes da ordem do dia questionou o presidente da Câmara sobre “qual o destino que foi dado à pedra alusiva às invasões napoleónicas que se encontrava no Souto de Bairros, em Santiago de Bougado”. Outro dos pontos novamente levantados pelo eleito da CDU foi a não inclusão da CDU no Conselho Geral da Trofáguas. Para Toga “não se consegue melhorar a Trofa apenas com declarações de boas intenções e de frases bonitas como as que ouvimos aqui na última Assembleia, em que os senhores do PSD falavam que não há trofenses de primeira nem de segunda, mas depois resolveram afastar, ou se preferirem não incluir, a CDU e os mais de mil trofenses que a elegeram para a assembleia Municipal no Concelho Geral da Trofáguas. Será que querem esconder alguma coisa da CDU? Será que têm medo de alguma coisa?”.

Jaime Toga foi mais longe e acusou ainda de “incompetência de quem apresenta um projecto, os das piscinas municipais, mais uma vez na campanha eleitoral e só depois se lembra que parte dos terrenos estão em reserva ecológica”.

Bernardino Vasconcelos foi ainda acusado pelo deputado da CDU de”não nos explicou porquê que as duas empresas municipais estão geridas de forma diferente em relação ao seu estatuto remuneratório, ou seja, na TrofaParque o presidente da empresa que é membro da Câmara não é remunerado, enquanto que na Trofáguas, o Presidente da empresa, que também é membro da Câmara recebe mais de 850 euros por mês. Nem explicou se acha correcto que o vice-presidente da Câmara desta forma passe a ter um vencimento superior ao do presidente da Câmara se acumular os dois vencimentos”.

Mas a polémica não ficou por aqui já que o membro da CDU acusou ainda a Câmara de

“incumprimento por parte da Câmara do estatuto do direito de oposição consagrado na Lei 24/98 de 26 de Maio ou a falta de resposta ao requerimento da CDU de Outubro de 2005 em que pedíamos explicações sobre o trabalho desenvolvido pela Câmara junto do governo e dos partidos na Assembleia da República para que as verbas de PIDDAC para a Trofa fossem substancialmente diferentes”.

Depois de uma continua troca de mimos e acusações e no prolongado período antes da ordem do dia Paulo Serra, eleito nas listas do CDS/PP chamou à atenção do executivo para o mau estado da Travessa das Industrias, sugerindo que a circulação automóvel naquela via, devido á intensidade, deveria passar a fazer-se apenas num sentido acrescentando que “se na Trofa já existisse um PDM feito de raiz, estes problemas de mobilidade e ordenamento não existiriam”. Chamou ainda à atenção para o facto os clientes do Trofibowling causarem muitos barulhos nocturnos, o que incomoda os residentes, acarretando ainda problemas de delinquência que deveriam ser tidos em conta pelas autoridades”, frisou.

Ainda no periodo antes da ordem do dia Jaime Toga, da CDU tentou apresentar uma moção para ser debatida e votada em Assembleia mas a confusão foi de tal total que os trabalhos tiveram de ser interrompidos por alguns minutos para se aferir a legalidade ou não de se poder aceitar a moção e a sua votação. Desfeitas as duvidas os trabalhos seguiram com a rejeição da moção por parte de todos os partidos, à excepção da CDU. Com este documento os comunistas pretendiam que todas as forças politicas do concelho da Trofa condenassem a proposta de PIDDAC do governo para o concelho da Trofa, assim pretendiam que “a mais de uma dezena de propostas que a CDU apresentou como é exemplo a construções de novas escolas EB2/3, Secundaria do Coronado assim como a valorização do Castro de Alvarelhos fossem valorizadas”.

No que diz respeito ao Plano Plurianual de Investimentos (PPI) e Orçamento para 2006, Bernardino Vasconcelos apresentou os valores e falou das obras mais importantes garantindo que “o PDM vai ser colocado à discussão publica no decorrer do ano 2006, a Trofáguas vai continuar a desempenhar o seu papel, muito importante na celeridade dos projectos da rede de saneamento e durante o ano 2006 pretendemos atingir um total de 60 por cento de cobertura de rede no concelho. Vasconcelos apresentou ainda a habitação e Acção Social como prioridades, assim como a educação, a Área de Localização Empresarial da Trofa (ALET), o arranque das obras das piscinas Municipais assim como a requalificação da Rede Viária no Concelho”, frisou o autarca.