Santo Tirso recebe, até 24 de dezembro, o mercado de Natal da ASAS, que, devido à pandemia, se transferiu do Mercado Ferreira Borges, no Porto. ASAS apoia, na Trofa, 25 idosos em situação de isolamento.

Limitada pela pandemia, a ASAS – Associação de Solidariedade e Ação Social de Santo Tirso substituiu o seu mercado de Natal, no mercado Ferreira Borges, no Porto, por uma iniciativa semelhante de venda de produtos em Santo Tirso. Em pleno centro da cidade, e apesar de haver muitas restrições por questões de segurança e saúde pública, a ASAS não quis deixar de, em parceria com as marcas que todos os anos apoiam esta venda de Natal, voltar a lançar mãos à obra.

Assim, desde 28 de novembro que na rua Dr. Carneiro Pacheco, no coração de Santo Tirso, a solidariedade e apoio à instituição se fazem notar.

Gilda Torrão, diretora técnica da instituição, lamenta não ter sido possível realizar “o mercado Asas Weekend, no mercado Ferreira Borges”. “Diligenciamos tudo a partir de junho, trabalhando em parceria com a Câmara Municipal do Porto e do Hard Club, mas com o evoluir da pandemia, consideramos que não poderíamos expor a nossa equipa, que depois está a trabalhar com as nossas crianças e jovens. E também pensamos nas pessoas que nos visitam desde há sete anos e que tínhamos de dar outras condições na organização deste evento”, explicou.

Com a duração de quase um mês, decorrendo até 24 de dezembro, o mercado realiza-se “na mesma lógica e filosofia do layout da Asas Weekend, com as mesmas marcas, mesmas parcerias, com os mesmos amigos, permitindo compras em segurança e limite de pessoas dentro do espaço”. Ao durar quase um mês, há possibilidade de “as pessoas de outros concelhos possam visitar” e fazer a suas compras de Natal, com oportunidades únicas ao nível da qualidade/preço.

O Mercado de Natal da ASAS está aberto todos os dias, entre as 10h00 e as 19h30, e “nos dias em que há restrições, no âmbito da pandemia”, a organização vai “ajustando às orientações”, adiantou Gilda Torrão.

O produto desta venda é utilizado pela ASAS “na sua missão, que é proteger as crianças e jovens em perigo e as famílias desprotegidas”.

ASAS reinventa apoio do Centro Comunitário da Trofa

A Associação, que é detentora de um Centro Comunitário no concelho da Trofa, apesar de ter, fisicamente, as portas fechadas para receber os idosos, reinventou a forma de os apoiar. “Não podendo eles ir ao nosso centro comunitário, nós estamos a visitá-los na casa deles, fazemos recados, vamos passear com eles, vamos à farmácia, vamos à mercearia, jogamos, lemos, rezamos”.

Gilda Torrão explica que esta mudança de estratégia, fruto das restrições da pandemia, tem como objetivo “garantir a felicidade e o bem-estar de tanta gente que está desprotegida e desamparada”. “Estamos a acompanhar 25 idosos em casa. Sem dúvida, a nossa redescoberta do trabalho com os idosos tem sido muito engraçada, vai ser uma área que se vai manter”, realçou a diretora técnica da ASAS.