O projeto “Win Win”, da ASAS, foi o 3.º classificado do Prémio Manuel António da Mota, arrecadando 15 mil euros.

Alusivo ao tema “Obejtivos de Desenvolvimento Sustentável” nas suas várias vertentes – ambiental, mobilidade, inclusão social, educação e emprego – a edição deste ano do Prémio Manuel António da Mota destacou o projeto da ASAS, destinado a apoiar jovens na transição para a vida adulta.

A intenção é iniciar o “Win Win” já em janeiro e ao longo de dois anos desenvolver um “programa de intervenção que permita estruturar situações e experiências de vida”, através da exploração de três áreas: autonomia, qualificação e aquisição de competências pessoas, sociais e profissionais.

A instituição tem a funcionar, desde 2013, apartamentos de autonomia, dedicados aos jovens que estão em processo de transição para a vida adulta, no entanto, segundo Gilda Torrão, diretora-geral da ASAS, a realidade atual de que cada vez mais adolescentes são institucionalizados, obrigou a pensar num projeto que acelere o processo de criação de um projeto de vida.

“Há muitas crianças cujo projeto de vidas não é a adoção nem o regresso à família biológica e então o seu percurso, infelizmente, por motivos diversos, passa por uma institucionalização mais prolongada e pela autonomia de vida”, começou por explicar Gilda Torrão, que exemplifica com a entrada de jovens com 16 anos na casas de acolhimento.

“O tempo que ele terá para recuperar da fragilidade do acolhimento, para criar relação, treinar competências de autonomia e fazer eventuais poupanças é muito pouco”.

O projeto Win Win surge, assim, como um complemento dos apartamentos de autonomia, tendo sido pensado para o desenvolvimento de várias atividades que permitam a transição serena e eficiente para a vida adulta dos jovens, perfeitamente integrados na comunidade.

O 1.º Prémio Manuel António da Mota, no valor de 75 mil euros, foi entregue à Fundação do Gil, com o projeto de cuidados domiciliários pediátricos, destinado ao acompanhamento da criança com doença crónica ou fragilidade clínica e da família.

A Associação Dignitude arrecadou o 2.º prémio, no valor de 35 mil euros, com “A Bem – Rede Solidária do Medicamento”, projeto para apoiar carenciados na compra de da medicação prescrita pelos médicos suportando, para o efeito, a comparticipação que cabe a cada cidadão.