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Edição 705

ASAS galardoada no Prémio Manuel António da Mota

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O projeto “Win Win”, da ASAS, foi o 3.º classificado do Prémio Manuel António da Mota, arrecadando 15 mil euros.

Alusivo ao tema “Obejtivos de Desenvolvimento Sustentável” nas suas várias vertentes – ambiental, mobilidade, inclusão social, educação e emprego – a edição deste ano do Prémio Manuel António da Mota destacou o projeto da ASAS, destinado a apoiar jovens na transição para a vida adulta.

A intenção é iniciar o “Win Win” já em janeiro e ao longo de dois anos desenvolver um “programa de intervenção que permita estruturar situações e experiências de vida”, através da exploração de três áreas: autonomia, qualificação e aquisição de competências pessoas, sociais e profissionais.

A instituição tem a funcionar, desde 2013, apartamentos de autonomia, dedicados aos jovens que estão em processo de transição para a vida adulta, no entanto, segundo Gilda Torrão, diretora-geral da ASAS, a realidade atual de que cada vez mais adolescentes são institucionalizados, obrigou a pensar num projeto que acelere o processo de criação de um projeto de vida.

“Há muitas crianças cujo projeto de vidas não é a adoção nem o regresso à família biológica e então o seu percurso, infelizmente, por motivos diversos, passa por uma institucionalização mais prolongada e pela autonomia de vida”, começou por explicar Gilda Torrão, que exemplifica com a entrada de jovens com 16 anos na casas de acolhimento.

“O tempo que ele terá para recuperar da fragilidade do acolhimento, para criar relação, treinar competências de autonomia e fazer eventuais poupanças é muito pouco”.

O projeto Win Win surge, assim, como um complemento dos apartamentos de autonomia, tendo sido pensado para o desenvolvimento de várias atividades que permitam a transição serena e eficiente para a vida adulta dos jovens, perfeitamente integrados na comunidade.

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O 1.º Prémio Manuel António da Mota, no valor de 75 mil euros, foi entregue à Fundação do Gil, com o projeto de cuidados domiciliários pediátricos, destinado ao acompanhamento da criança com doença crónica ou fragilidade clínica e da família.

A Associação Dignitude arrecadou o 2.º prémio, no valor de 35 mil euros, com “A Bem – Rede Solidária do Medicamento”, projeto para apoiar carenciados na compra de da medicação prescrita pelos médicos suportando, para o efeito, a comparticipação que cabe a cada cidadão.

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Edição 705

A “febre” do Pokemon ainda não passou

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“Apanhá-los todos”, assim como diz o slogan do jogo, é o objetivo de todos os “treinadores” que, assim que ativam a aplicação no telemóvel, vestem a pele do protagonista da série Ash Ketchum. O jogo Pokemon Go, inspirado nos desenhos animados que alimentaram o imaginário das crianças e jovens por todo o mundo, surgiu em 2016 e revelou-se um autêntico fenómeno que, apesar de bem distante dos holofotes que se viraram para ele nos primeiros tempos, ainda continua bem vivo.

A contribuir para o sucesso do Pokemon Go – jogo de telemóvel de realidade aumentada, em que, através do GPS e da câmara fotográfica, é possível “apanhar” Pokemon em cenários reais – está um grupo de jogadores do concelho da Trofa, que, diariamente, organiza encontros em grupo para capturar os exemplares mais fortes e lendários.

No princípio, reuniam-se, essencialmente, no Monte de S. Gens, que tinha a particularidade de reunir, numa área restrita, inúmeras Pokestops – postos onde se recolhiam pokebolas e outros items – e ginásios – locais onde se realizam as “raids” (batalhas de grupo) e é possível angariar “moedas” para comprar ferramentas e equipamentos.

Atualmente, estes encontros são mais dispersos e, apesar de frequentes, acabam por passar, na maior parte das vezes, despercebidos, uma vez que os jogadores optam por realizar as “raids” dentro dos automóveis. Mas a olhares mais atentos são percecionados em locais como junto dos restaurantes Braguinhas e Melhores Kebabs do Mundo, nos soutos da Lagoa e de Bairros, no Parque Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro e junto ao Poço de Valdeirigo ou do polo de S. Martinho da Junta de Freguesia, em Bougado.

E desengane-se quem apoia a premissa de que “só quem não tem nada para fazer” é que joga Pokemon Go. Nelson Moreira é um dos jogadores mais antigos e fortes do concelho da Trofa. À paixão por apanhar Pokemon – que partilha com a esposa Andreia Torres -, concilia dois empregos. E no lote de jogadores, entre crianças e adultos, maridos e esposas, pais e filhos, tios e sobrinhos ou simplesmente amigos, há profissões para todos os graus de habilitação: empresários, advogados, jornalistas, enfermeiros, padeiros, estudantes, operadores de armazém, etc.

Certo dia, no “ginásio” junto ao campo de futebol do Atlético Clube Bougadense, parou um homem na “casa” dos 40 anos, de fato e gravata, que confessou estar ali “de passagem”, por questões profissionais, e que residia em Gondomar, onde também existe um grupo assinalável de jogadores. “O meu filho influenciou-me e eu apanhei-lhe o gosto”, referiu.

É difícil contabilizar quantos jogadores ativos (que jogam todos os dias) existem no concelho da Trofa, mas segundo Carlos Faria, elemento bastante envolvido na “comunidade” Pokemon, arrisca dizer que são cerca de meia centena.

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Jogadores promovem evento solidário a 14 de dezembro

À semelhança do que já aconteceu em 2016, a comunidade de Pokemon Go na Trofa decidiu associar o gosto pelo jogo a uma ação solidária. A 14 de dezembro, das 9 às 17 horas, decorre, no Parque Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro, o evento “Pokemon Trofa Solidária”.

Em troca de um donativo alimentar para os animais apoiados pela AUAUA (Associação Um Animal Um Amigo), a organização oferece “lures” – “items” que atraem Pokémon, “meltan box” (caixa especial para “apanhar” o pokemon raro Meltan) e outros prémios, associados a “lutas” entre treinadores, caçadas especiais e sorteio de rifas.

O evento é aberto a todos os jogadores, mas para quem quiser aceder à “Meltan Box” deve inscrever-se através do site www.eventospoketrofa.pt.
São esperados jogadores de toda a região.

Jogo promove atividade física e dá a conhecer marcos de referência

Além de fazer com que os “treinadores” tenham de caminhar para encontrar Pokemon e “chocar” ovos (de onde nascem os “monstrinhos”), o jogo faz com que se conheça um pouco mais do património e história dos territórios, uma vez que as Pokestops – locais onde se pode ir buscar as Pokebolas para apanhar os monstrinhos virtuais – estão localizadas em marcos de referência. As igrejas, os lavadouros, os marcos, as estátuas, a estação de comboios e até o Estádio do Trofense são exemplos.

Como jogar?

Para jogar Pokemon Go, é necessário ter um sistema Android 4.4 ou superior ou IOS 8.0 ou superior. Após o download da aplicação, o GPS e a internet têm de estar ligados. Ligada a aplicação, o jogador escolhe o avatar (figura que personifica o treinador) e é-lhe dado a escolher um de três Pokemon. Depois, é só começar a caminhar e, através da bússola procurar mais Pokemon. As Pokestops – pontos azuis identificados no mapa – permitem colecionar Pokebolas (necessárias para caçar) e outros items. Ao atingir o nível 4, o jogador já poderá combater em ginásios.

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Edição 705

Sobrinho Simões no Ciclo de Palestras do Rotary

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Vai arrancar o 1.º Ciclo de Palestras de Saúde e Educação do Rotary Club da Trofa. A primeira sessão acontece a 9 de dezembro, às 21 horas, no Fórum Trofa XXI, e terá como orador Manuel Sobrinho Simões.

O tema é “Prevenção e tratamento de doenças e doentes: desafios no século XXI”.

A entrada é livre.

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