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Edição 663

ARU de S. Romão em discussão pública até 23 de março

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Até 23 de março decorre o período de discussão pública da Área de Reabilitação Urbana (ARU) de S. Romão do Coronado. Todos os interessados poderão, até essa data, enviar reclamações, observações, sugestões e pedidos de esclarecimento à Câmara Municipal da Trofa sobre esta ARU, que será alvo de uma operação de reabilitação urbana sistemática por parte do município e dos proprietários de imóveis inseridos no centro urbano delimitado.
Aos que investirem no parque edificado, serão concedidos incentivos tributários e benefícios fiscais, que incidirão no IMT (Imposto Municipal sobre a Transmissão Onerosa de Imóveis), IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis), IRS (Importo sobre o Rendimento das Pessoas Singulares) e IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado). Este último, relativo às empreitadas de reabilitação dos imóveis, estará fixado em seis por cento. A conservação e reabilitação do parque edificado garantirão ainda uma dedução à coleta de 30 por cento dos encargos com a reabilitação em sede de IRS (até o limite de 500 euros) e a isenção de IMI durante três anos.
Os objetivos estratégicos da ARU passam por “valorizar o espaço público”, posicionando-o como “componente fundamental na dinâmica de afirmação da urbanidade do aglomerado de S. Romão”, uma vez que, segundo a autarquia, este revelou-se “um território com falta de ordenamento e estruturação”, com os equipamentos públicos localizados “nos extremos”.
“Melhorar as condições de suporte e desempenho do sistema de mobilidade urbana” é outro dos desígnios deste projeto e é neste que se concentra grande parte do “investimento municipal” – na ordem dos “dois milhões de euros” -, com a requalificação urbanística das ruas dos Descobrimentos e Délio Santarém e zonas envolventes, intervenção junto ao Largo de S. Bartolomeu e criação do corredor ciclável, que vai ligar S. Romão a S. Mamede do Coronado.
Outro dos objetivos estratégicos é a “promoção da conservação e plena utilização do parque edificado”, para “evitar a progressão de processos de degradação”.
Numa fase posterior, serão aplicadas penalizações, ao nível dos impostos, a quem não mantiver o património edificado em bom estado de conservação ou não o colocar no mercado.
A apresentação da ARU de S. Romão do Coronado foi feita no dia 22 de fevereiro, no polo de S. Romão da Junta de Freguesia do Coronado.
De acordo com os Censos de 2011, S. Romão do Coronado tem cerca de três mil habitantes, número que representa um crescimento de 35 por cento face a 2001. Com perto de 450 edifícios, a maioria construída na década de 1980, a localidade respondeu à dinâmica de crescimento populacional com o acréscimo de alojamentos, baseados em construção em altura, tornando-se no segundo polo urbano do concelho.
A ARU de S. Romão do Coronado foi apresentada quase dois anos depois da ARU da cidade da Trofa.

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Edição 663

A Máquina de Propaganda – Parte 4 – Toninho, onde estás tu?

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Quando foi criado, com o objectivo de servir como instrumento de propaganda da coligação PSD/CDS para a luta autárquica de 2013, o Correio da Trofa incluía uma espécie de editorial, assinado por uma personagem fictícia de seu nome Toninho. Se quem o escrevia era algum dos jornalistas do CT, um militante de um dos partidos que integravam e ainda integram a coligação ou um misto de ambos, que os havia, nunca saberemos. Sabemos apenas que o propósito do Toninho era atacar Joana Lima, o PS e qualquer um que se atravessasse no caminho da oleada e abastada máquina de propaganda humbertista.
Para quem não conhece este hino à cobardia, à canalhice e à total ausência de vergonha na cara, sugiro que revisitem as edições mais antigas do pasquim. Facilmente perceberão o nível rasteiro e desonesto que pautava ditos editoriais. Mais recentemente, na antecâmara das Autárquicas do ano passado, surgiu uma reedição do Toninho, igualmente cobarde, canalha e sem vergonha na cara. Mas ainda não chegou o momento de falar da ratazana com pele de cordeiro e do seu testa-de-ferro acéfalo, que esta procissão nem ao adro chegou.
Foquemo-nos, pois, na saudosa personagem do Toninho. Nesse ser fictício que outrora nos chamava a atenção para as práticas mais suspeitas e nebulosas do antigo regime. Nesse exemplo maior da ordinarice política, que nos falava sobre compadrios, favores e negócios insólitos que marcaram negativamente o exercício do poder do executivo Joana Lima. Nesse fantoche orquestrado por políticos sem escrúpulos ou espinha dorsal, a quem nada escapava. Nesse exemplo maior que reflecte, como poucos, quão baixo um político está disposto a ir pelo poder, e que desapareceu assim que o objectivo para o qual foi criado foi atingido. Onde estás tu, Toninho?
Tenho curiosidade de perceber o que seria se o Toninho existisse, se continuasse a sua cruzada e, imaginação fértil a minha, se fosse um tipo desprendido do poder, honesto e imparcial. Questiono-me sobre o que diria ele acerca dos mais de 20 mil euros que o executivo Sérgio Humberto entregou aos anteriores proprietários do jornal, para organizar uma treta de concurso de fotografia e para conceber uma revista em paradeiro incerto. Questiono-me sobre a opinião que teria sobre as dezenas de milhares de euros entregues a ex-funcionários do CT, sob a habitual forma de ajuste directo, alguns dos quais chegaram mesmo a ser contratados pela autarquia para outras funções. Questiono-me sobre que juízos formularia quanto ao facto da então esposa do proprietário da empresa de assessoria de comunicação contratada pela coligação, Zita Formoso, cuja ligação à Trofa era inexistente antes das eleições, ter sido contratada para chefe de gabinete do presidente da câmara, auferindo um salário muito acima daquilo a que um comum mortal pode aspirar.
Questiono-me também sobre a ferocidade dos ataques que decorreriam na sequência dos muitos ajustes directos nebulosos que marcam a era humbertista, da utilização de recursos públicos para fins pessoais pelo presidente da câmara, da censura d’O Notícias da Trofa e da Trofa TV, da perseguição ao Clube Slotcar da Trofa, do despesismo eleitoralista que caracterizou a campanha de 2017 e, entre tantos outros exemplos que poderiam aqui ser referidos, dos muitos empregos que soube dar “aos senhores do seu aparelho partidário”, para citar uma publicação da JSD Trofa de 2011, do tempo em que Joana Lima era presidente e os jotas laranjas se preocupavam com estas coisas. Nem de propósito, o mais recente elemento do aparelho partidário do senhor presidente, a quem Sérgio Humberto soube dar emprego, foi precisamente a presidente da JSD. E da JSD, como do saudoso Toninho, nem um pio, que primeiro está o partido e os chefes e só depois os trofenses. Irónico? Nada disso. Apenas o modus operandi habitual dos políticos profissionais, com os seus dois pesos, as suas duas medidas e a sua falta de respeito por todos nós.

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Edição 663

Paróquia de S. Martinho orou 24 horas ao Senhor

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A 2 e 3 de março, decorreram as 24 horas para o Senhor, na paróquia de S. Marinho de Bougado.
A maratona da fé iniciou na missa das 19 horas de sexta-feira e terminou na eucaristia das 19 horas de sábado. Durante as 24 horas, grupos da catequese, escuteiros, equipa de pais de apoio à catequese, grupos de jovens e demais grupos de cariz religioso oraram ao Senhor.

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