O presidente da mesa da Assembleia Geral (AG) do CD Trofense, Armando Dias, demitiu-se do cargo e não está disponível para encabeçar uma comissão administrativa, confirmou o ex-dirigente do clube da Liga de Honra de futebol.

Em comunicado, publicado no sítio oficial do clube na Internet, a direção presidida pelo demissionário Rui Silva diz-se “surpreendida” pela decisão de Armando Dias, que terá anunciado a mesma em carta registada enviada ao presidente do conselho fiscal a 21 de junho, dia em que Rui Silva manifestou não estar disponível para continuar à frente do clube.

Rui Silva decidiu abandonar o CD Trofense porque os bancos não aprovaram a operação que visava trocar o seu aval pessoal de 2,5 milhões de euros por uma garantia patrimonial do clube.

A carta de Armando Dias tem, de acordo com o comunicado de hoje, registo nos correios no dia 22 de junho, data da AG que juntou cerca de duas centenas de sócios mas não serviu nem para avançar com datas para eleições nem para discutir possíveis soluções que venham a evitar um vazio diretivo no emblema trofense.

“Esta demissão surpreendeu completamente o presidente da direção em exercício”, pode ler-se no comunicado de hoje, no entanto, à Agência Lusa, Armando Dias garantiu ter avisado Rui Silva “por telefone, oito dias antes de enviar a carta”.

“Não entendo a surpresa que colocam no site. Eu até fui à AG de 22 de junho já sem ter obrigação de ir mas entendi que os sócios precisavam que alguém desse a cara. Fui porque tinha esperança de que aparecessem ideias”, explicou o ex-presidente da AG do CD Trofense.

Questionado sobre a intenção de avançar com uma comissão administrativa, Armando Dias recuou: “Eu sei o que disse a 13 de junho mas, entretanto, e como devem compreender, não estou disponível porque ninguém vai a jogo sem saber como o clube está. Várias pessoas pediram requisitos à direção que não foram dados, por isso não posso dizer mais nada sobre o futuro do clube”.

Armando Dias escusou-se ainda a explicar os motivos para abandonar o cargo de presidente da mesa da AG, remetendo a divulgação dos mesmos para a direção demissionária do clube.

Com uma direção demissionária e esgotada uma das hipóteses – comissão administrativa encabeçada pelo ex-presidente da AG – de solução à vista, o CD Trofense, que na época 2010/11 acabou no terceiro posto a um ponto do acesso à Liga, mantém-se sem data para início de trabalhos de pré-época.

Não é conhecido, também, o novo técnico do CD Trofense, mas o treinador Porfírio Amorim decidiu sair da equipa técnica devido à saída de Rui Silva.

Fonte ligada à direção adiantou à Lusa que os jogadores com contrato e que transitam da última época para 2011/12 são cerca de dez, enquanto “os restantes estão livres para procurar clube e contratações só com nova direção”.

Conforme está expresso nos estatutos do clube, o cargo de Armando Dias será ocupado pela vice-presidente da mesa em exercício, Sílvia Pinho (à esquerda na foto), que não se mostrou “para já” disponível para avançar com comentários à comunicação social, não sendo, assim, conhecida para já data para eleições.

Lusa