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Ano 2011

Armando Dias deixa AG e mostra-se indisponível para liderar Comissão Administrativa

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O presidente da mesa da Assembleia Geral (AG) do CD Trofense, Armando Dias, demitiu-se do cargo e não está disponível para encabeçar uma comissão administrativa, confirmou o ex-dirigente do clube da Liga de Honra de futebol.

Em comunicado, publicado no sítio oficial do clube na Internet, a direção presidida pelo demissionário Rui Silva diz-se “surpreendida” pela decisão de Armando Dias, que terá anunciado a mesma em carta registada enviada ao presidente do conselho fiscal a 21 de junho, dia em que Rui Silva manifestou não estar disponível para continuar à frente do clube.

Rui Silva decidiu abandonar o CD Trofense porque os bancos não aprovaram a operação que visava trocar o seu aval pessoal de 2,5 milhões de euros por uma garantia patrimonial do clube.

A carta de Armando Dias tem, de acordo com o comunicado de hoje, registo nos correios no dia 22 de junho, data da AG que juntou cerca de duas centenas de sócios mas não serviu nem para avançar com datas para eleições nem para discutir possíveis soluções que venham a evitar um vazio diretivo no emblema trofense.

“Esta demissão surpreendeu completamente o presidente da direção em exercício”, pode ler-se no comunicado de hoje, no entanto, à Agência Lusa, Armando Dias garantiu ter avisado Rui Silva “por telefone, oito dias antes de enviar a carta”.

“Não entendo a surpresa que colocam no site. Eu até fui à AG de 22 de junho já sem ter obrigação de ir mas entendi que os sócios precisavam que alguém desse a cara. Fui porque tinha esperança de que aparecessem ideias”, explicou o ex-presidente da AG do CD Trofense.

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Questionado sobre a intenção de avançar com uma comissão administrativa, Armando Dias recuou: “Eu sei o que disse a 13 de junho mas, entretanto, e como devem compreender, não estou disponível porque ninguém vai a jogo sem saber como o clube está. Várias pessoas pediram requisitos à direção que não foram dados, por isso não posso dizer mais nada sobre o futuro do clube”.

Armando Dias escusou-se ainda a explicar os motivos para abandonar o cargo de presidente da mesa da AG, remetendo a divulgação dos mesmos para a direção demissionária do clube.

Com uma direção demissionária e esgotada uma das hipóteses – comissão administrativa encabeçada pelo ex-presidente da AG – de solução à vista, o CD Trofense, que na época 2010/11 acabou no terceiro posto a um ponto do acesso à Liga, mantém-se sem data para início de trabalhos de pré-época.

Não é conhecido, também, o novo técnico do CD Trofense, mas o treinador Porfírio Amorim decidiu sair da equipa técnica devido à saída de Rui Silva.

Fonte ligada à direção adiantou à Lusa que os jogadores com contrato e que transitam da última época para 2011/12 são cerca de dez, enquanto “os restantes estão livres para procurar clube e contratações só com nova direção”.

Conforme está expresso nos estatutos do clube, o cargo de Armando Dias será ocupado pela vice-presidente da mesa em exercício, Sílvia Pinho (à esquerda na foto), que não se mostrou “para já” disponível para avançar com comentários à comunicação social, não sendo, assim, conhecida para já data para eleições.

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Lusa

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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