O edifício tem quase 40 anos e é ainda uma das marcas do amianto existente em estabelecimentos de ensino no concelho da Trofa. No entanto, este estatuto está perto de cair por terra com o projeto de requalificação encetado pela Câmara Municipal e possível graças a fundos comunitários, no âmbito do Programa Portugal 2020, concedidos pelo Governo de Portugal.
A candidatura está aprovada no valor de quase três milhões de euros, dos quais 85 por cento terão comparticipação comunitária e os restantes 15 por cento serão suportados, em partes iguais, pelo Governo e pela autarquia da Trofa.
A “retirada do amianto” é o “primeiro objetivo” da obra, segundo afirmou Sérgio Humberto, no mês de outubro, aquando da apresentação do projeto da Alameda da Estação. O segundo é “dotar as salas de aula de condições condignas” para que os alunos tenham segurança e conforto. Está ainda prevista a construção de um novo parque desportivo, que estará ligado ao parque de estacionamento exterior e à Alameda da Estação.
Esta é a primeira grande requalificação da Escola Básica 2/3 Professor Napoleão Sousa Marques desde a sua criação, em 1973, para ser ministrado o Curso Unificado, que funcionou até 1982.
Ao longo dos anos, o edifício ganhou novo estatuto e novos pavilhões pré-fabricados – os chamados “pavilhões castanhos” – para atender à situação de superlotação que se verificou em 1994/95. Um dos grandes problemas desta escola é a existência de amianto. As placas de fibrocimento – com substâncias potencialmente cancerígenas – fizeram parte do figurino da escola durante muitos anos, principalmente nos corredores cobertos de acesso aos diferentes pavilhões. Em 2015, essas coberturas foram removidas, mas o amianto resistiu nalguns pavilhões.