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Edição 684

Altronix propõe-se a criar soluções inovadoras na saúde

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“Fornecer soluções diferenciadoras, que agilizem procedimentos, promovam maior eficiência e reduzam tempos e erros de execução, ao nível operacional” é o desafio atual da Altronix, empresa sediada na Trofa, que tem apostado na tecnologia RFID para melhorar os processos nas unidades de saúde. Assumindo-se como “uma das principais entidades parceiras de diversas unidades de saúde, como hospitais, centros, clínicas e fármácias”, apesar de esta área representar “apenas 15 por cento da faturação”, a Altronix anunciou que, além dos mais de 40 milhões de cartões produzidos e 36 milhões de etiquetas anualmente fabricadas, que “permitem identificar, de forma automática, profissionais de saúde e pacientes”, ainda fornece equipamentos complementares, nomeadamente impressoras de etiquetas e terminais móveis de leitura e captura de dados, desenhados especificamente para a área da saúde.
A empresa da Trofa quer crescer no setor, considerado pelo CEO Rui Fonseca “um segmento cada vez mais importante”. “É acima de tudo uma oportunidade de negócio e uma área na qual temos vindo a investir, pesquisando e auscultando o mercado. Queremos, acima de tudo, estar próximos dos nossos clientes e fornecer-lhes soluções cada vez mais sofisticadas, que respondam claramente às suas necessidades”, refere o CEO da Altronix.
Esta aposta acompanha a curva de crescimento da organização, que potenciou o negócio no mercado externo, tendo vindo a reforçar o quadro de pessoal. Recentemente, mudou-se para novas instalações – perto da demolida Ponte da Peça Má -, que resultaram de um investimento de 1,5 milhões de euros.
Além da sede, a Altronix possui uma filial, em Lisboa, e está representada em Madrid e Vigo. Ao longo de 14 anos de atividade, somou mais de 5900 projetos em Portugal, Espanha, Cabo Verde, Moçambique, Angola e Timor-Leste.
A Altronix é especializada na comercialização e suporte de soluções nas áreas de identificação de pessoas, codificação de produtos e mobilidade empresarial.

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Não há que ter medo da liberdade de expressão

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Quanto mais culta e evoluída for uma sociedade, um país, uma nação, menos portas se abrirão para os extremismos patéticos e para as intolerâncias bacocas, que minam a democracia e a liberdade. Em Portugal, um país de brandos costumes, os extremismos têm um significado eleitoral muito residual, excetuando os bloquistas que engordaram com o emagrecimento dos socialistas, só que estão de novo a definhar.
A absurda polémica pública provocada pela participação de um energúmeno extremista, que defendeu Salazar e as suas ideias, contrasta com as afirmações que não provocaram polémica de um dirigente, e atual autarca comunista, que à chegada a Portugal vindo de uma visita oficial à Coreia do Norte afirmou que não sabia se esse país era regido por um sistema não-democrático. Estas afirmações estão em consonância com as declarações de um outro seu camarada, que defendeu o regime ditatorial da Venezuela, num canal televisivo, para o qual também tinha sido convidado.
São graves estas afirmações feitas em televisão, como tinham sido graves as declarações do ideólogo do MRPP e “grande educador da classe operária” Arnaldo Matos feitas numa rede social, que declarou, sem papas na língua: “Operárias e operários: organizemo-nos e lutemos contra a exploração capitalista, com tudo o que tivermos à mão!”. Acompanhando o apelo, Arnaldo Matos partilhou a imagem de duas metralhadoras Ak47.
Estas afirmações são muito graves, só que não originaram qualquer tipo de polémica, talvez por terem sido feitas por dirigentes esquerdistas, que continuam a ser convidados de canais televisivos para comentarem a situação política atual. Se as mesmas firmações (ou semelhantes) tivessem sido feitas, por um qualquer dirigente político de direita caía o “Carmo e a Trindade”, como caiu com as afirmações do extremista, que defendeu Salazar.
A mais forte das tradições das esquerdas políticas é a tradição jacobina, que foi sempre liberticida, pois nunca respeitou a liberdade dos outros. O debate entre diferentes correntes de opinião (concordemos com elas ou não) faz parte de uma sociedade plural, democrática e tolerante, desde que devidamente comprometido com o respeito pela individualidade de cada um, e pelos direitos, liberdades e garantias fundamentais de um povo.
É verdade que os extremismos andam por aí e será trágico fechar-lhes os olhos, mas não devemos dar-lhe a importância que não têm. E, mesmo que seja incómoda, não há que ter medo da liberdade de expressão, que é um valor com proteção constitucional.
Pode parecer estranho haver liberdade para os inimigos da liberdade, mas a melhor forma de garantir a liberdade é não hipotecar a nossa liberdade de agir. Muito menos consignar a nossa liberdade de ser!

moreira.da.silva@sapo.pt
www.moreiradasilva.pt

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NO PÓ DOS ARQUIVOS – Vamos todos ao s. Gonçalo

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Foi por ordem d’El-Rei D. João V que o Padre Luís Cardoso requisitou dos párocos os relatórios para a elaboração de um Dicionário Geográfico de Portugal. A partir desses relatórios, datados de 1724, foram publicados apenas dois volumes – letras A, B e C, porque os restantes manuscritos perderam-se com o terramoto de 1755. Mas o Marquês de Pombal autorizou o Padre Luís Cardoso a requisitar novos relatórios, datados de 1758. São descrições pormenorizadas, que consistem na resposta dada pelos párocos a cada um dos sessenta quesitos que constituem esses “interrogatórios”.
No que às nossas freguesias diz respeito, estão datados de Abril de 1758 os relatórios de cinco: Alvarelhos, São Mamede, São Romão, Guidões e Muro. Das outras três, o respectivo pároco não apôs a data, mas apenas a assinatura: Santiago de Bougado (o Abade Thomas Barboza de Souza Vieira), de São Martinho de Bougado (o Abade Ignacio Moraes Sarmento Pimentel) e de São Martinho de Covelas (o Abade Jozé Pinto de Meirelles).
Desconheço referência mais antiga à “ermida” e à “romagem” de São Gonçalo de Covelas, que a contida no referido Dicionário: “Tem huma ermida de São Gonçallo, dentro da freguezia e pertence a esta igreja. A esta ermida acode algum povo a vinte e oito de Janeiro, dia em que se festeja.”(1)
Se tivermos presente a data do primeiro registo paroquial de Covelas, assinado pelo Abade José Pinto de Meireles (um casamento de 16 de Março de 1759), concluiremos que as informações publicadas no Dicionário Geográfico de Portugal não foram fornecidas, mas apenas assinadas, pelo Abade. O pároco anterior, Abade Caetano Coelho dos Santos Guimarães, deixou o seu último registo paroquial datado de 3 de Outubro de 1757, ficando o serviço assegurado, transitoriamente, pelo seu Coadjutor Padre António da Silva, até à posse de José Pinto de Meireles, Abade de Covelas ao longo de trinta e cinco anos. O pároco seguinte foi o Abade António Ribeiro, tendo exercido funções, de permeio, como Encomendado, o Padre Joaquim de Sá Couto, natural da aldeia de Mosteirô, mas morador, então, na residência paroquial de Covelas.
Pela informação contida nas Memórias Paroquiais de 1758, sabe-se que a “romagem” a São Gonçalo, em Covelas se fazia já lá vão duzentos e sessenta anos.
Actualmente – e de ano para ano – é tanto maior o número de romeiros, quanto a distância de que são provenientes. A pé, a cavalo e de bicicleta, todos os caminhos vão dar a Covelas, sendo preferidos os trilhos antigos, como manda a tradição. Muitos fazem-no por fervor religioso bem sentido; outros por tradição popular bem conservada. Todos rumam à Capela.
Outros, porém – não poucos! – cumprem a tradição noutras “capelas”, espalhas ao redor. Sejam as tabernas permanentes e as ocasionais, sejam as casas dos lavradores. Quem, por estes dias, passar por Covelas, há-de sentir o cheiro a queimado, característico do colmo usado para chamuscar os cevados. E há-de sentir crescer a água na boca! Vai recordar as papas de sarrabulho, os rojões e outras delícias de porco caseiro, que degustou no ano passado. Sabor que o palato conseguiu conservar durante um ano, embora Baco tivesse conseguido fazer esquecer durante algumas horas. E, este ano, vai voltar a entrar na taberna onde provou (?) o melhor vinho. Ou, transposta a porta carreira da farta casa de lavoura, logo no coberto ou em alpendre improvisado, vai voltar a abancar em banco corrido para, em mesa tosca, prestar homenagem à carne do porco, de criação, matança e confecção caseiras. Carne de porco bem afogada pelo vinho tinto da terra que, quando volteado, formará laços de espuma, deixando marca de qualidade na porcelana das malgas em que é vertido, batido e bebido. E que provoca mais encantamento que acanhamento a todos quantos se deixam seduzir, qualquer que seja o seu estatuto económico, social ou cultural.
Mais alguns dias e, por isto ou por aquilo, vamos todos ao São Gonçalo!

(1) José Viriato Capela, As Freguesias do Distrito do Porto nas Memórias Paroquiais de 1758.
Barbosa & Xavier, Lda. – Artes Gráficas. Braga ‌ 2009.

M. Moutinho Duarte

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