Responsáveis da AIMAP visitaram a empresa trofense Falual, que recentemente investiu em novo equipamento e empregou mais uma dezena de funcionários.

Por ser “um dos bons exemplos que Portugal tem no setor metalomecânico”, a Falual recebeu a visita de responsáveis da Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal (AIMAP).

Rafael Campos Pereira, vice-presidente da AIMAP, conheceu as instalações da empresa, gerida por Tomé Carvalho desde a sua formação, em 1980, e inteirou-se dos passos que estão a ser dados rumo ao progresso do setor e da economia.

À semelhança de outras empresas metalúrgicas e metalomecânicas, a Falual tem contrariado a crise, apostando num largo investimento nos recursos humanos e no equipamento. Prova disso foi a contratação de dez novos funcionários e a aquisição de máquinas com tecnologia de ponta.

“Não nos surpreende que a Falual invista e queira crescer. Sabemos que a empresa fez alguns investimentos de máquinas altamente evoluídas e como alguns setores de atividade têm necessidade de precisões milimétricas, este tipo de equipamentos podem ajudá-la a continuar o excelente trabalho”, frisou o vice-presidente da AIMAP.

A empresa procedeu à modernização das máquinas de CNC (Controlo Numérico Computorizado) de grande porte. “Dedicamo-nos à metalomecânica pesada para fazer peças grandes, porque pequenas já todos fazem”, explicou o gerente Tomé Carvalho, que considerou a visita dos responsáveis da AIMAP uma forma de “reconhecimento” pelo trabalho desenvolvido.

Para além do investimento feito em novos equipamentos, a Falual também tem na sua lista de prioridades a formação. Por fazer parte da direção do Cenfim, Tomé Carvalho valoriza a qualificação dos colaboradores. “Todas as empresas têm responsabilidade na formação das potencialidades humanas. O Cenfim dá-nos muito apoio e é uma mais-valia. Podemos deslocar para lá os nossos funcionários, a dar-lhes os cursos que acham que lhe devemos dar”, explicou o gerente.

Nos quadros da empresa entraram jovens que concluíram o curso na escola profissional e outros “com idade em que as empresas não querem empregar”, mas que são “ótimos profissionais”. “Abençoada hora que os incluí na Falual, porque tenho muito trabalho para eles”, frisou.

Para Rafael Campos Pereira, “a Falual tem muita atenção” à componente formativa, facto que “dá mais sensibilidade aos colaboradores, que ficam altamente qualificados”.

 

 

Financiamento e logística são principais dificuldades

Para empresas como a Falual, que apostam na exportação, as principais dificuldades prendem-se com “o acesso ao financiamento”. O vice-presidente da AIMAP defende que “é necessário haver alguma promoção do crédito bancário mesmo para as exportações”.

Tomé Carvalho vive com essa dificuldade de “não ter a recetividade dos bancos”, obrigando a um diálogo constante “com os fornecedores”. Mas também existe outro problema: “Portugal está a exportar muito e a importar muito pouco. Eu tenho muitas dificuldades para arranjar um camião ao fim de semana e à sexta-feira para exportar para França, porque estes estão parados à espera de arranjar carga para regressar ao nosso País”.

Rafael Campos Pereira também não deixou de reconhecer “a importância da Trofa no setor metalomecânico”, facto que “honra o concelho”.

Atualmente, a Falual tem cem funcionários e a sua atividade centra-se no mercado externo, principalmente o alemão e o francês.

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