Quem passa pelo Aeroporto Francisco Sá Carneiro, por certo, já reparou na Loja Interativa de Turismo que, com regularidade, tem sido montra para trabalhos/criações de artistas Trofenses. Uma interessante iniciativa da Câmara Municipal da Trofa que, a convite da Entidade de Turismo Porto e Norte, tem projetado “o Concelho e o capital criativo da Trofa”.

E já que urge continuar a projetar o concelho da Trofa, por estes dias, a Associação para a Protecção do Vale do Coronado (APVC) seguiu caminho via N107 e, por pouco, rumava ao aeroporto. O destino foi outro: um nadinha mais à frente, eis o pavilhão nº 4 da Exponor, palco da Horta Comigo, feira de Hortas-Jardins e Produtos Naturais.

Rewind: em 2013, a APVC participou na Exponor InHouse, com um stand promocional ao Vale do Coronado, promoveu a Arte Sacra do Coronado e, a convite da Exponor, realizou um mercadinho biológico e dez colóquios sobre compostagem, cogumelos, ervas aromáticas e tudo-à-volta.

A feira Horta Comigo já registou uma “primeira parte”, entre os dias 13 e 16. Excecionalmente, terá “segunda parte”, entre os dias 20 e 23 – quinta e sexta-feira, das 17 às 20 horas; sábado e domingo, das 11 às 23 horas. Em simultâneo, decorrem as feiras Exponor InHouse – Salão da Casa ao Jardim (Mobiliário, Decoração, Iluminação e Piscinas) e o Portugal DOP 2014 – Rota de Saberes e Sabores.

Os voluntários da APVC participam na Horta Comigo: nos passados sábado e domingo, realizaram dois workshops (Produção de Cerveja Artesanal; O Mundo Maravilhoso das Orquídeas) e, para lá da sensibilização ambiental, informalmente, na Exponor, têm promovido o Coronado e também têm projetado o Concelho da Trofa, ora pois.

No stand desta associação ambientalista [lugar 4C50], destaque para uma criação do green designer Joaquim Maia: horta, jardim e viveiro em modo vertical/horizontal/whatever, reutilizando embalagens e afins (pacotes de leite ou garrafas de plástico vazios, paletes de madeira e até pneus). À luz da bio-agradável demanda dos 4 R’s, basta imaginação e garra qb para semear, plantar e colher, até mesmo para quem não tem horta em modo “porção de terra” e vive preso à velha desculpa do “não tenho espaço”. Já não há desculpas! Agora, a varanda ou o terraço urbanos também são palcos para “fazer agricultura”.

É fácil, é barato e –, com a APVC –, até dá melões de Almeirim em pleno Vale do Coronado, são as tais coisas da “admirável geografia rural portuguesa”. Se aqueles rapazões (que querem controlar o mundo vegetal) sabem disto, uii, eles ainda vão trancar os ditos melões num Banco de Germoplasma – NR: aqueles da Monsanto e da anunciada criminosa Lei das Sementes com quem os senhores políticos das altas esferas europeias já estão feitos e o povão continua a dormir? Isso mesmo, ESSES!

Ah, convém rematar que sou ambientalista mas (ainda) não sou vegetariano. Consumir pouquíssima carne vermelha, muito mais carnes brancas, mais hortaliças e, acima de tudo, ter práticas sustentáveis e, de vez em quando, pecar, sim!, à mesa, pecar. Confesso que escrevi esta crónica, na Exponor, já na fase de encantamento pós-jantar: um belo naco de carne arouquesa (diga-se, uma das bandeiras de “Denominação de Origem Protegida” que dois-três restaurantes proporcionam nesta feira), carne produzida de forma extensiva, sob “bom ambiente”.

Entretanto, na manhã deste sábado, mais voluntários da APVC vão calçar galochas e rumar ao Monte de Paradela para mais uma ação de reflorestação autóctone, em parceria com o CRE.Porto. Vai ficar em casa, a ver o Canal Panda?!

Vítor Assunção e Sá | APVC

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