Foi adiado, para data ainda a definir, o julgamento do Caso Trofense que hoje começava no Tribunal do Matosinhos.

O adiamento deve-se ao facto de o vereador Renato Pinto Ribeiro, bem como os restantes membros do executivo, estarem em isolamento profilático depois de uma das secretárias da vereação ter testado positivo à Covid-19.

Recorde-se que o Caso Trofense em causa está uma alegada “falta de fiscalização” das “verbas públicas atribuídas pela autarquia para obras de manutenção e requalificação do Complexo Desportivo do Trofense, em Paradela”, acabando o dinheiro alegadamente desviado pelo então presidente do clube Paulo Melro, para pagamentos de salários e outras despesas do futebol profissional do Trofense. 

As verbas em causa estariam, alegadamente, destinadas à requalificação dos relvados e apoio na construção de uma sala de estudos no complexo do clube em Paradela. Nesse ano (2014) o Clube Desportivo Trofense viu ser-lhe atribuído um valor global de 135 mil euros de subsídios por parte do município.

A presidente do coletivo de juízes considerou válida a falta do arguido, tendo em conta na decisão de adiamento do julgamento a sua intenção de “estar presente desde a audiência de início”. Também o procurador do Ministério Público afirmou não se opor ao adiamento da sessão, considerando que “face à posição manifestada” não existiam razões para não o fazer.

Tendo em conta que o arguido, um dos sete envolvidos no processo, se encontra em isolamento profilático, o coletivo de juízes disse não conseguir “prever data” para o início do julgamento, ficando o mesmo “adiado sine die”.

Durante a audiência, os advogados manifestaram ainda o seu descontentamento pela “falta de condições de trabalho”, pelo que o coletivo de juízes decidiu que os mesmos devem sugerir “outros locais”, até ao final da semana, para que o novo local da audiência seja proposto ao Juiz Presidente do Tribunal Judicial da Comarca do Porto.

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