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Edição 455

A troika vai embora este ano. Finalmente!

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Já lá vão quase três anos, que uma missão técnica da Comissão Europeia (CE), Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) chegou a Portugal, para iniciar negociações sobre o programa de ajuda financeira ao país, a pedido do então primeiro-ministro, José Sócrates, que anunciou, numa comunicação, que o Governo tinha conseguido “um bom acordo”. A assistência financeira internacional era para garantir condições de financiamento a Portugal e ao seu sistema financeiro. É preciso recordar!

O programa de assistência, que a “troika” apresentou foi de 78 mil milhões de euros e, obviamente, exigiu contrapartidas, algumas bastante gravosas para os portugueses. O pagamento da assistência financeira do Mecanismo de Estabilização Financeira Europeia (EFSM) é trimestral e enquanto o programa vigorar, o país está sujeito a revisões trimestrais de avaliação. A primeira revisão foi realizada no terceiro trimestre de 2011. Passos Coelho, que era já o primeiro-ministro do Governo de Portugal, teve a missão espinhosa de implementar as medidas impostas pela “troika”. A 12ª e última revisão será este ano, no segundo trimestre, também com Passos Coelho, como primeiro-ministro. Até à data, as avaliações foram todas positivas!

Para a “troika” sair de Portugal, o Governo precisa de continuar a implementar algumas medidas que foram acordadas no Memorando de Entendimento com a CE, BCE e FMI, assinado pelo PS, PSD e CDS. Para este ano de 2014, o Governo vai ter de implementar algumas medidas complementares, como por exemplo: a redução do défice; o decréscimo da despesa pública; a preservação da estabilidade do setor financeiro; o melhoramento da eficiência da administração pública e do sistema judicial. Também vai ser preciso melhorar o acesso das famílias à habitação e promover a criação de emprego. Ainda há muito para fazer!

Ao longo deste período de intervenção externa surgiram muitos «paladinos da desgraça», com comentários derrotistas, do género: «vai ter de haver um segundo resgate»; «o Governo não tem capacidade para endireitar as contas públicas»; «Portugal vai precisar de mais tempo e mais dinheiro»; «a recessão em Portugal vai continuar em 2014»; «é impossível o regresso, tão cedo, aos mercados»; etc. Agora, que já se vê «uma luz ao fundo do túnel», alteram a direção dos disparos e agora dizem que será um fracasso se Portugal não sair como saiu a Irlanda. Querem comparar o que não é comparável, pois a Irlanda tem economia, não era um estado falido; e nós fomos à falência e continuamos falidos. Até apetece mandá-los para a Grécia!

A necessidade e a urgência de a «troika» ter mais uma história de sucesso, a par da Irlanda, e que se diferencie da Grécia é um fator que pesa a nosso favor, assim como o cumprimento de grande parte das medidas do resgate. São sinais que dão confiança aos credores e aos investidores!

Assim, a «troika» vai embora este ano. Finalmente! Ao longo de quase três anos de intervenção, o sofrimento do povo português tem sido muito. Os níveis de ansiedade dos portugueses estão elevadíssimos, para que a “troika” saia de Portugal. Se possível, definitivamente. Para ser restabelecida a nossa autonomia. Já chega de tanta intervenção externa e tanto sofrimento interno!

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José Maria Moreira da Silva
moreira.da.silva@sapo.pt
www.moreiradasilva.pt

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Edição 455

Coronado recebe Rali a 2 de fevereiro (c/video)

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A terceira edição do Rali dos Patrocinadores, promovido pelo Gondomar Automóvel Sport, realiza-se a 2 de fevereiro na freguesia do Coronado.

As estradas da Vila do Coronado vão transformar-se numa pista de rali no dia 2 de fevereiro. As melhores máquinas do circuito nacional vão deixar a sua marca no percurso, com pilotos de renome ao volante. A novidade da prova é a participação ativa dos patrocinadores, que vão sentir de perto as emoções do desporto automóvel.

São eles, aliás, que dão o nome à prova promovida pelo Gondomar Automóvel Sport (GAS) que, depois de duas edições em Valongo, experimenta agora a freguesia do Coronado.

A prova foi apresentada na sexta-feira, 10 de janeiro, na Junta de Freguesia do Coronado. “Fomos bem acolhidos, houve uma recetividade excelente”, referiu Paulo Magalhães, presidente do GAS, convicto que esta será uma prova “muito interessante”. Desde logo pelas características, pois “além da corrida normal, ao segundo, terá a participação dos patrocinadores que farão de pilotos juntamente com os patrocinados”. “Esse é objetivo primordial, de forma a aliciar e a cativar os patrocínios. Hoje em dia, dado o período económico em que se vive, não é fácil arranjá-los e esta é uma forma de fazer com que os anunciantes tenham o conhecimento da realidade e perceber onde é que foi desenvolvido o seu investimento”, explicou.

Por seu lado, José Ferreira, presidente da Junta de Freguesia do Coronado, parceira na organização, espera que a iniciativa seja um sucesso, sustentando que provas desta natureza “atraem e são apelativas para a grande maioria das populações”. “Vai ser interessante para a nova freguesia, que será promovida e dinamizada e onde serão dadas a conhecer as nossas paisagens”, acrescentou.

O percurso será feito em asfalto, paralelo e terra e, segundo José Ferreira, foi pensado para “causar o mínimo de constrangimentos à população”. Mesmo assim, a Estrada Nacional 318 “estará cortada ao início da tarde”, assim como outras artérias, mas “estão asseguradas as devidas alternativas”, salvaguardou o autarca, que apelou compreensão à população.

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O piloto Zé Pedro Fontes é o padrinho desta prova, da qual tece elogios por “recompensar os patrocinadores” e devolver o rali aos centros urbanos. “Eu sou adepto que os ralis têm de voltar a estar dentro dos grandes centros urbanos e ótimo estarmos tão perto do Porto. Espero que isto seja uma forma de, quem sabe, termos um rali do campeonato nacional nesta zona”, afiançou.

Assim como Zé Pedro Fontes, outros nomes de destaque do automobilismo português, como “João Barros, Vítor Pascoal, Ricardo Moura e o Adruzilo Lopes vão marcar presença na prova”, anunciou Paulo Magalhães, do GAS.

Pela primeira vez envolvida numa organização desta natureza, o executivo do Coronado considera que os encargos financeiros a si imputados, com as forças de segurança e bombeiros, “não irão comprometer” a gestão da Junta de Freguesia.

A organização espera ter na pista do Coronado “entre 30 a 40 pilotos”.

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Opinião – Alemanha. O país das maravilhas.

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Gualter-Costa

A Alemanha que nos vendem como modelo para a Europa é um rotundo falhanço. Uma inqualificável mentira. Nos últimos 25 anos o país tem sofrido uma acentuada degradação em quase tudo o que importa à cidadania e aos direitos sociais. Passou de um país relativamente equilibrado para o contexto europeu, a campeão europeu da desigualdade. Os 1% mais ricos detêm 23% da riqueza, os 10% mais ricos 53%!. À metade mais pobre da sociedade só 1% da riqueza, há dez anos eram cerca 3%.

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